Trabalho Estado de Perigo
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Trabalho Estado de Perigo


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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
ADMINISTRAÇÃO
ESTADO DE PERIGO
ESTADO DE PERIGO
ALUNOS: Victória de Andrade Araujo; Hozana Viana Sena de Souza; Amanda Maria Gonçalves; Geisy Coelho Lopes; Mariana de Fátima Marques Ferreira; Tatiana Fernandes Rodrigues.
	
Trabalho apresentado para avaliação na disciplina de Noções Direito Privado do curso de Administração, da Universidade Federal de Juiz de Fora, ministrado pela professora Marina Oliveira Guimarães. 
Defeitos do Negocio Jurídico 
Estado de Perigo 
Defeito é todo vício que macula o negócio jurídico, o que possibilita a sua anulação.
A nulidade pode ser relativa ou absoluta. Quando o ato é anulável, ele se divide em duas modalidades de vício: a) vício de consentimento \u2013 são aqueles que provocam uma manifestação de vontade não correspondente com o íntimo e o verdadeiro querer do agente (o erro ou ignorância, dolo, coação, estado de perigo e lesão); 
b) vício social \u2013 são atos contrários à lei ou à boa-fé, que é exteriorizado com o objetivo de prejudicar terceiro (fraude contra credores). 
Palavras \u2013 chaves: Negocio Jurídico, Estado de Perigo, Vícios.
 
Sumário 
Introdução 
Desenvolvimento 
Defeitos do Negocio Jurídico
Coação 
Erro
Dolo
Lesão
Simulação
Fraude contra credores 
Estado de Perigo 
Conclusão 
Referências 
Introdução
Os Negócios Jurídicos têm, na vontade individual, seu impulso criado, para serem normais e regulares é preciso que a vontade não padeça de vícios que o distorcem. Esses vícios, são conhecidos como os defeitos do negocio jurídico, decorrentes das razões pessoais, subjetivas, que influem na mente do indivíduo, porém esses vícios só ocorrem quando essas razões tem segundas intenções, ou seja, quando um indivíduo realiza um ato jurídico para uma falta representação, diferenciando da vontade real com a vontade declarada, podendo ser feita de forma espontânea ou como consequência da ação de outrem.
Desenvolvimento 
O presente artigo tem o objetivo de estudar os defeitos do negocio jurídico, trazendo todos seus elementos caracterizadores e formas possíveis, além de discussões doutrinárias a respeito e efeitos que acarretam o seu reconhecimento. 
Coação
\u201cCoação é toda ameaça ou pressão exercida sobre um indivíduo
para forçá-lo, contra a sua vontade, a praticar um ato ou realizar um
negócio.\u201d
CC, Art. 151. A coação, para viciar a declaração da vontade,
há de ser tal que incuta ao paciente fundado temor de dano
iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, ou aos
seus bens.
Parágrafo único. Se disser respeito a pessoa não pertencente à
família do paciente, o juiz, com base nas circunstâncias,
decidirá se houve coação.
Tipos de Coação
Há dois tipos de coação:
- Coação absoluta ou física (vis absoluta)
- Coação relativa ou moral (vis compulsiva)
A coação absoluta ou física, em verdade, não consiste em
um defeito do negócio jurídico, mas em motivo de completa
aniquilação da manifestação de vontade, a qual atingirá o plano da existência do negócio jurídico, não apenas o plano da validade (como a coação relativa e os demais defeitos do negócio). Assim, o negócio jurídico realizado por coação absoluta será INEXISTENTE, e não inválido. A coação invalidante, portanto, é a COAÇÃO RELATIVA, aquela na qual existe manifestação de vontade ainda que viciada.
Assim:
COAÇÃO FÍSICA \u2013 INEXISTÊNCIA DO Negocio Jurídico
COAÇÃO MORAL \u2013 ANULAÇÃO DO Negocio Jurídico
CASO CONCRETO
CC, Art. 152. No apreciar a coação, ter-se-ão em conta o sexo, a idade, a condição, a saúde, o temperamento do paciente e todas as demais circunstâncias que possam influir na gravidade dela\u201d 
Diferentemente do ERRO, a coação não é analisada com base na figura do homem médio, mas sim em cada caso concreto específico.
Coação Principal X Coação Acidental
Da mesma forma como ocorre com o dolo, também há a distinção da coação principal e da coação acidental. Tal distinção não provém da lei, mas da doutrina.
Coação Principal 
Aquela que atinge a essência do negócio \u2013 Gera a anulação do Negócio Jurídico.
Coação Acidental 
Aquela que não atinge a causa determinante do negócio, mas apenas as condições do acordo, a coação sem a qual o negócio se realizaria de forma menos desfavorável à vítima \u2013 Não gera a anulação do Negócio Jurídico, gera apenas a obrigação à indenização por perdas e danos.
Requisitos da Coação
CC, Art. 151 - Para que a ameaça seja considerada como
coação necessário se faz que seja A CAUSA DO ATO, que seja GRAVE, que seja INJUSTA, de DANO ATUAL OU IMINENTE, que acarrete JUSTO RECEIO DE DANO e que seja ameaça de dano à PRÓPRIA PESSOA, SUA FAMÍLIA OU SEUS BENS.
Causa do ato 
Relação de causalidade entre a coação e o ato extorquido.
Grave 
De intensidade suficiente a gerar real temor de dano à sua pessoa, à sua família e aos seus bens. Para aferir essa gravidade usa-se, como dito anteriormente, a análise do caso concreto, não o patamar do homem médio (padrão abstrato).
Injusta 
Ameaça de realização de ato ilícito (contrário ao ordenamento jurídico), ou abusivo.
 \u201c\u2026é injusta a conduta de quem se vale dos meios legais para obter vantagem indevida. Por exemplo: a do credor que ameaça proceder à execução da hipoteca contra sua devedora caso esta não concorde em desposá-lo; a do indivíduo que,
surpreendendo alguém ao praticar algum crime, ameaça denunciá-lo caso não realize com ele determinado negócio\u201d
*Ameaça de exercício regular de direito não é coação!
De dano atual ou iminente \u2013
Dano próximo e provável, aquele de consumação próxima \u2013 análise no caso concreto. Não constitui coação a ameaça de dano impossível, remoto ou eventual.
Que acarrete justo receio de dano
O Código de 1916 previa a exigência de uma proporcionalidade entre o sacrifício exigido e o mal evitado. Hoje não mais se faz essa exigência, aceitando-se apenas o justo receio de dano grave.
Que seja ameaça de dano à própria pessoa, sua família ou seus bens
Sempre lembrar que família hoje é considerada como \u201centidade familiar\u201d.
CC, art. 151, parágrafo único - Incluem-se os parentes por
afinidade, laços de amizade, noivos, namorados e qualquer pessoa cuja ameaça tenha sido suficiente para gerar sensibilização ou intimidação da vítima \u2013 análise do caso concreto.
Coação X Ameaça do exercício normal de um direito
CC, Art. 153. Não se considera coação a ameaça do exercício
normal de um direito, nem o simples temor reverencial.
CC, Art. 153*, 1ª parte - A ameaça do exercício normal de um
direito não constitui coação, pois não é ameaça injusta.
Coação X Temor reverencial
CC, Art. 153*, 2ª parte - A coação não se confunde com o
temor reverencial, o qual é o respeito à autoridade constituída, seja ela profissional, eclesiástica, familiar ou de outra ordem. Ex: Patrão, superior, sogro, pai, padre, pastor.
A submissão a negócio jurídico não desejado ensejada apenas pela posição de \u201csujeição psicológica\u201d ou profissional não gera a anulação do Negócio Jurídico, a não ser que acompanhada de ameaça grave (coação).
Coação de Terceiro
A coação por terceiro pode levar a anulação do negocio, desde que o declarante tivesse ou devesse dela tomar conhecimento. Quer dizer, se o declarante não tomou ciência da violência moral, nem dela devia conhecer o negócio jurídico não será anulado. É o que dispõe o art. 154, do CC \u201cvicia o negocio jurídico a coação exercida por terceiro, se dela tivesse ou devesse ter conhecimento a parte que aproveite, e esta responderá solidariamente com aquele por perdas e danos\u201d. Assim, só se