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Relatório Psicopatologia

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UNIVERSIDADE PAULISTA
ICH – Curso de Psicologia
Disciplina/Estágio: Psicopatologia Especial
Semestre: 8º
Supervisão: Profa. Ludmila Carderelli
RELATÓRIO – RESIDÊNCIA TERAPEUTICA
	Dados de identificação do cliente
	Instituição: Residência Terapêutica MGJ
	Data do encontro: 21/09/2017
	Horário: 13:00 as 15:00
	Aluno/Estagiário: Amanda Mattar Maia
Aluno/Estagiário: Luzia de Sousa Nascimento
Professora: Ludmila Carderelli
	Descrição da demanda
As residências terapêuticas são casas, que se tornammoradia das pessoas com transtorno mental grave, que passaram por internações psiquiátricas e não puderam retornar ás suas famílias.
Fazem parte de um projeto de desinstitucionalização e reinserção dos egressos dos hospitais psiquiátricos. As casas são mantidas com recursos que antes eram destinados aos leitos psiquiátricos. Não sendo consideradas locais de serviço de saúde, pois são articuladas aos demais dispositivos que integram a rede de atenção á saúde mental do município.
Em todo o território nacional, existem mais de 470residênciasterapêuticas. As residências se classificam em Tipo I, e Tipo II;
Tipo I: Voltada para portadores de transtornos mentais com mais autonomia, onde há uma supervisão de atividades diárias, e os mesmos são encaminhados paraatividades deinserçãosocial junto ao CAPS.
Tipo II: São voltadas há usuários dependentes de cuidados diretos. Exemplo: idosos, deficientes físicos, e outras patologias que requerem cuidados diários de um profissional técnico de enfermagem.
	Procedimentos
Foi realizada a visita à Residência Terapêutica tipo I, com o objetivo de conhecer o ambiente e verificar como é a rotina dos moradores, como se dá a relação entre eles e com o cuidador e entender como funciona a dinâmica da moradia.
Durante a visita foram observadas as instalações da residência, os moradores, suas interações e comportamentos. Houve uma conversa com a responsável pela residência terapêutica onde ela contou a história da residência, seu funcionamento e pontos relevantes dos moradores que residem lá.
	Análise
As estagiárias chegaramaté a residênciae ficaramaguardando a chegada daresponsável Luciana.Ao chegar forambem recebidas, a residência fica situado em um bairro na zona Sul de SJC, é um sobrado grande, bem localizado.
Ao entrar na casa a responsávelinformou a todos presente na residênciaque eramduas estagiarias de Psicologia da UNIP e que iriamacompanha-la durante alguns dias.
Lucianaapresentou a residência e falou um pouco sobre seu funcionamento. A residência no momentopossuioito moradores, que contam com o auxílio de uma cuidadora das 07:00 da manhã as 19:00. Sãoduascuidadoras que fazem escala durante os dias da semana. Elas auxiliam os moradores na limpeza da casa, fazem a comida, auxiliam nos cuidados de higiene pessoal, e são responsáveis por dar o medicamento a eles.
É uma residência masculina, com diagnósticos como F 20.5 – Esquizofrenia residual, e doenças devido ao uso do álcool, como no CID 10 – F10 Transtornos mentais e comportamentos devido ao uso de álcool
	A responsável pelacasa foi cuidar de partes burocrática, e nos disse para ficarmos à vontade. Pedi para que um morador nos levasse para conhecer a casa. Na parte de cima da casa possui três quartos, com de duas a três camas cada e um guarda-roupas, e um banheiro, na partede baixo tem mais um quarto com duas camas e um guarda roupas, outro banheiro, uma cozinha e uma sala, a casa é bem ampla e arejada, estava muito limpa e organizada.
	Os moradores relataram que eles ajudam nas tarefas de casa, acordam as seis da manhã, e quando chega a cuidadora do dia eles vão ajudar nas tarefas domésticas. Apenas dois moradores não conseguem ajudar muito pois são mais comprometidos.			As estagiárias ficaramna parte externa da casa onde tem uma mesa grande,conversaram bastante com os pacientes quecontaramsobre o dia-a-dia, suas histórias de vidas, e a convivência.
	Durante todo o tempo, o morador Edmilson ficou perto das estagiárias, pedindo dinheiro para comprar doce, ele apresenta bastante confusão mental, e pouco coordenação motora, possui também uma mão atrofiada.De acordo com Dalgalarrondo (2008), Síndrome desorganizada, com predomínio de desorganização mental e comportamental, esquizofrenia hebefrênica é caracterizada com alguns dos sintomas apresentados no morador, como observado pois apresentava um pensamento incompreensível, comportamento desorganizado, agitação psicomotora, ele não parava quieto, apresentava ambivalência de afeto pois hora abraçava e conversava e outra hora se afastava e saia para o quintal e também reagia de forma infantil
	Grande parte dos moradores também são alcoólatras, eles não saem da casa sem supervisão. A cuidadora costuma leva-los as vezes apenas até a esquina onde compram seu próprio cigarro. Oscigarros ficam guardados com a cuidadora, e podem fumar apenas cinco por dia, durante o horário estabelecido conforme regra da casa.
	Apenas um morador sai durante a semana para fazer ir até a horta que é mantida pela equipe multidisciplinar responsável pelas residências de SJC. Os outros não participam de nenhuma atividade ou oficina.
	Os moradores se mostraram tranquiloscom a presença das estagiárias,iam até elas conversarcontando um pouco de sua história, mas logo em seguida já iam fazer outra coisa, não se mantendo por muito tempo no mesmo lugar.	
	A chave da residência fica sob a responsabilidade de um morador, Sidney, que foi quem mais conversou. Eleé um paciente que aparenta mais lucideze um boa coordenação motora,contou que a relaçãoentre os pacientesé boa, que nunca brigam e se respeitam.	Foi perguntadoa todos eles o que gostavamde fazer para se divertir, porém, todos falavam apenas dos afazeres da casa. “ Eu gosto de lavar o banheiro”, “Eu gosto de lavar a louça”
	Foi observado que os moradores não têm nenhuma atividade recreativa, somente a TV, onde passam a maior parte do tempo.
	Após duas horas de visitasedespediramdos moradores, alguns fizeram cara de triste, efoi ditoa eles que estaríamcom eles novamente na próxima semana, trazendo alguma atividadedivertida.
Segundo Dinis Mario (2013),demonstrando a eficácia da RT, como intuito de integrar o paciente psiquiátrico a sociedade e trazer um pouco de autonomia, a residência terapêutica mostra-se como meio, percebido nesta visita, através da maneira de ajudar o paciente a participar com as tarefas de vida diária, sendo responsável também por parte do dinheiro que ele recebe, e permitindo que eles fossem até o mercado, e estarem comprando algo que desejam.Na visita a residência foi possível observar que isso é realizado pela responsável, os pacientes ajudam na compra do café, quando querem algo diferente, guardam seu dinheiro para suas necessidades, o que lhes favorecem a autonomia.
Essa proposta é muito importante no processo da não exclusão desses pacientes, e para a diminuição da institucionalização de pacientes que tinham muito tempo de internação em hospitais psiquiátricos.
	Conclusão
No primeiro contatocom a residência terapêutica, foi possível conhecermos um pouco sobre a história deles, a relação entre eles, as atividades realizadas no dia-a-dia. E também o papel da equipe multidisciplinar responsável pela casa.
O objetivo da residência terapêutica é promover a autonomia dos moradores, e coloca-los de volta ao convívio social.
Foi dado início ao processo de criação de vínculo com os moradores.
	Referências Bibliográficas
Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Coordenação Geral de Saúde Mental. Reforma psiquiátrica e política de saúde mental no Brasil. OPAS. Brasília (DF): MS; 2005.
Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Residências Terapêuticas: o que são, para que servem. Brasília (DF): MS; 2004.
DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 2. ed.

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