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FORRAGI_Nutrição mineral da planta forrageira1

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minutiflora (gordura); Setaria anceps (Setária), etc.
	4. Leguminosas exclusivas
Grupo I
	Neonotonia wightii (Soja-perene); Leucaena leucocephala (Leucena); Desmodium intortum e D. ovalifolium (Desmódio); Arachis pintoi (Arachis); Lotononis bainesii (Lotononis); Trifolium (Trevo Branco, Vermelho e Subterrâneo), etc.
	5. Leguminosas exclusivas
Grupo II
	Stylosanthes (Estilosantes); Calopogonium mucunoides (Calopogônio); Centrosema pubescens (Centrosema); Macroptilium atropurpureum (Siratro); Macrotiloma axilare (Macrotiloma ou Guatá); Pueraria phaseoloides (Kudzu tropical); Cajanus cajan (Guandu); Galactia striata (Galáxia), 
	6. Capineiras
	Elefante, Napier, Tripsacum laxum (Guatemala)
	7. Fenação
	Coastcross, Tifton, Pangola, Rhodes, Green-panic, Transvala, 
	8. Pasto consorciado I
	Gramínea + Leguminosas do Grupo I
	9.Pasto consorciado II
	Gramínea + Leguminosas do Grupo II
	10.Leg (Intensivo)
	 Medicago sativa (Alfafa)
Extraído de Werner et al. (1997).
O grupo de forragicultura da Comissão de fertilidade do Solo do Estado de Minas Gerais – CFSEMG, segundo Cantarutti et al. (1999), apresentam também a divisão das plantas forrageiras, quanto a exigência de fertilidade, dividindo-as em gramíneas e leguminosas, associando com o nível tecnológico ou intensidade de utilização, de acordo com a Tabela 5.
Tabela 5. Classificação de gramíneas e leguminosas forrageiras quanto ao nível tecnológico e intensidade de utilização
	Nível Tecnológico
	Gramíneas
	Leguminosas
	Alto ou Intensivo
	Grupo do Capim-elefante: Cameron, Napier, Pennisetum hídrico (Pennisetum purpureum); Coastcross, Tiftons (Cynodon); Colonião, Vencedor, Centenário, Tobiatã, Tanzânia e outros (Panicum maximum); Braquiarão ou Marandú (Brachiaria brizantha)
	Alfafa (Medicago sativa); Leucena (Leucaena leucocephala)
	Médio
	Colonião, Tanzânia, Mombaça (Panicum maximum); Braquiarão ou Marandú (Brachiaria brizantha); Braquiaria australiana (Brachiaria decumbens); Setária (Setaria sphacelata); Andropogon (Andropogon gayanus); Jaraguá (Hyparrhenia rufa)
	Leucena (Leucaena leucocephala); Soja perene (Neonotonia wightii); Centrosema (Centrosema pubescens); Siratro (Macroptilium atropurpureum); Amendoim forrageiro (Arachis pintoi); Calopogônio (Calopogonio mucunoides); Guandu (Cajanus cajan)
	Baixo Ou Extensivo
	Braquiaria IPEAN, Braquiaria australiana (Brachiaria decumbens); Brachiaria humidícola; Brachiaria dictioneura; Andropogon (Andropogon gayanus); Jaraguá (Hyparrhenia rufa); Gordura (Melinis minutiflora); Grama batatais; Pensacola (Paspalum notatum)
	Estilosantes Mineirão e Bandeirantes (Stylosanthes guianensis); Amendoim forrageiro (Arachis pintoi); Kudzú (Pueraria phaseoloides); Galactia (Galactia striata); Calopogônio (Calopogonio mucunoides)
Fonte Cantarutti et al. (1999).
 Obs.: Fica evidente a impossibilidade de se intensificar a produção das pastagens a curto e médio prazos, sem o uso de corretivos e fertilizantes.
Recomendação de correção e adubação
No contexto do manejo químico das pastagens devem ser consideradas duas fases distintas para o dimensionamento das correções e adubações, ou seja, a implantação e a manutenção.
Implantação 
No estabelecimento ou implantação, a necessidade dos nutrientes está relacionada diretamente com o crescimento das plantas e principalmente com o desenvolvimento do sistema radicular, desta forma a nutrição com o fósforo e cálcio assume grande importância. 
Manutenção 
Por outro lado, na manutenção de pastagens que tenham sido submetidas a um bom processo de formação, as plantas com sistema radicular bem desenvolvido, certamente explorarão um volume relativamente grande de solo, além das associações com fungos micorrízicos, que possibilitaram uma melhor eficiência de absorção daqueles elementos pouco moveis no solo (P, Zn e o Cu).
Nestas condições, aqueles elementos sujeitos as maiores perdas ou extração do sistema (N e K), terão preferencia na adubação de manutenção. 
Obs.: Para discutir o manejo químico das pastagens, será utilizado o esquema denominado na prática de “esquema do funil”, conforme Figura 1, visando elucidar a seqüência e importância das práticas de manejo químico do solo, que se adequa muito bem no contexto de pastagem. 
Figura 1. Esquema do “Funil” para o estabelecimento das prioridades das práticas de manejo químico do solo.
 Calagem e Gessagem
Calagem
Os critérios para recomendação de calagem em pastagens são bastante complexos, pois dependem em muito da espécie forrageira, bem como da região do Brasil, desta forma, serão citados os vários métodos de recomendação de calagem, com a apresentacao do método da elevação da saturação por bases
Principais metodos para recomendacao de calagem:
Método da elevação da saturação por bases
Método da Neutralização do Alumínio e da Elevação dos Teores de Cálcio e Magnésio
Método do Tampão SMP
Rodrigues et al. (2000) citando Macedo (1993) apresentam uma interessante “chave classificatória” para seleção do método de recomendação de calagem para pastagem, sob solos de Cerrado (Figura 3), levando-se em conta a consorciação ou não da pastagem, a tolerância das espécies à acidez e a classe textural dos solos. 
Figura 3. Roteiro para seleção de Critério de Calagem
Fonte: Macedo (1993).
A observação da chave classificatória nos leva a constatação que para a adoção da prática da calagem, não basta apenas adotar uma metodologia de recomendação e considerar a questão encerrada, mas sim passar a analisar de maneira conjunta os atributos químicos do solo associados à calagem.
Método da elevação da saturação por bases
Van Raij (1983), propôs o método de recomendação de calcário através da saturação por bases, em função da existência de uma correlação positiva entre pHH2O e a porcentagem de saturação por bases do solo (V%).
Figura 2. Relação entre o pHH2O e a porcentagem de saturação por bases (V%). 
Fonte: Catani e Gallo (1955).
Com base na correspondência entre o pHH2O e a V (%), e por decorrência na saturação por alumínio – m (%), elevar o grau de saturação por bases corresponde a aumentar o pH e consequentemente diminuir a m (%). Uma estimativa dessas relações é apresentada na Tabela 6. Observando-a nota-se que para pHH2O acima de 5,5 o Al não estaria mais ativo, refletindo no valor da m (%) que seria nulo. Sendo assim, conforme comentário de Vitti e Luz (2001) a acidez potencial do solo seria devida somente à acidez não trocável (H+).
Tabela 6. Relação aproximada entre V%, pH e saturação por alumínio
	V %
	pH em CaCl2
	pH em água
	m %
	4
	3,8
	4,4
	90
	12
	4,0
	4,6
	68
	20
	4,2
	4,8
	49
	28
	4,4
	5,0
	32
	36
	4,6
	5,2
	18
	44
	4,8
	5,4
	7
	52
	5,0
	5,6
	0
	60
	5,2
	5,8
	0
	68
	5,4
	6,0
	0
	76
	5,6
	6,2
	0
	84
	5,8
	6,4
	0
	92
	6,0
	6,6
	0
	100
	6,2
	6,8
	0
Fonte: (Van Raij et al., 1985) extraído de Vitti e Luz (2001).
O método da elevação da saturação por bases é muito interessante, pois na fórmula são considerados atributos relacionados ao solo, exigência das plantas forrageiras, através da V2 (%) requerida, bem como características de reatividade do corretivo a ser empregado, como pode ser notado na fórmula para o cálculo da necessidade de calagem, expressa pela Equação: 
NC = t . ha-1 de calcário para a camada de 0-20cm;
V1 = saturação por bases atual do solo = SB/Tx100;
V2 = saturação por bases mais adequada para a cultura (Tabelas 7,8,9);
CTC = capacidade de troca catiônica potencial do solo (T = SB+H+Al) em mmolc/dm3;
PRNT = poder relativo de neutralização total do calcário (%);
p = fator profundidade.
Tabela 7. Saturação por bases (V%) recomendados para agrupamentos de plantas forrageiras para o Estado de São Paulo
	Forrageira
	Saturação por Bases
	
	Dose máxima a aplicar
	
	Formação
	Manutenç.
	
	Formação
	Manutenç.
	
	V%
	t/ha