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relátorio óleos essenciais.

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Universidade Estadual do Ceará (UECE). Centro de Ciências e Tecnologia (CCT). Curso: Licenciatura em Química. Disciplina Tecnologia dos Produtos Sanitários (TPS). 
Óleos Essenciais, Essências e Fragrâncias.
Introdução.
O homem busca extrair da natureza aquilo que poderá ser-lhe útil. Dentre esses inúmeros compostos que retira de componentes naturais, estão àqueles provenientes de plantas, em forma de óleos, até então chamados de óleos essenciais.
Os óleos essenciais são definidos como compostos voláteis originados pelas plantas e possuem como principais características o cheiro e o sabor. A estrutura química desses compostos é constituída pelos elementos carbono, oxigênio e hidrogênio, no entanto sua classificação química é mais complexa, visto que, por serem formados por uma mistura de diversas moléculas orgânicas, tais como: hidrocarbonetos, ácidos carboxílicos, acetatos alcoóis, ésteres, aldeídos, cetonas, fenóis entre outras. Os óleos essenciais normalmente são produzidos através de estruturas secretoras especializadas que podem estar localizadas em uma parte específica da planta ou até mesmo em toda planta. (Wolffenbüttel, 2007).
O conhecimento sobre óleos essenciais de plantas data desde alguns séculos antes da era cristã. As referências históricas de obtenção e utilização desses óleos estão ligadas, originalmente, aos países orientais, com destaque para o Egito, Pérsia, Japão, China e Índia. A evolução de conhecimentos técnicos sobre os óleos essenciais deu-se em meados do século XVIII, quando se iniciaram os estudos para suas caracterizações químicas. Atualmente é bastante grande o número de plantas conhecidas para a produção de óleos essenciais em bases econômicas.
Dentre as inúmeras fontes de extração de óleos essenciais, temos o cravo, uma planta que tinha seu uso destinado à aplicação culinária, como tempero desde a antiguidade: era uma das mercadorias entre as especiarias chinesas, que motivaram inúmeras viagens de navegadores europeus para o continente asiático.
O cravo pertence à família das Mirtáceas e sua origem é das ilhas Molucas. É conhecido também como craveiro-da-índia, cravina-de-túnis, cravo-de-cabecinha, cravoária e rosa-da-índia, em outros países é conhecido como caryophylli (latim), clove (inglês), clavo (espanhol), clou de girofle (francês), garòfano d'India (italiano). É constituído de eugenol, acetato de eugenol, beta-cariofileno, ácido oleânico, triterpeno, benzaldeído, ceras vegetais, cetona, chavicol, resinas, taninos, ácidos gálico, esteróis, esteróis glicosídicos, kaempferol e quercetina. O principal constituinte do óleo de cravo é o eugenol, um composto aromático bastante eficiente, tendo em vista apresentar efeitos antiinflamatórios, anestésicos e cicatrizantes.
Figura : Estrutura química molecular do Eugenol
Existem inúmeros métodos de extração de óleos essenciais, o mais utilizado é o de destilação onde há um contato entre uma fase liquida e outra vapor, havendo transferência simultânea da massa entre as fases (da gasosa para liquida por condensação e da liquida para a de vapor por vaporização) e de calor. Resultando em um aumento de concentração na fase de vapor do componente mais volátil e um aumento da concentração do componente menos volátil na fase líquida (Pombeiro, 2003).
Para a extração do eugenol um dos métodos mais adequados é a destilação por arrastamento de vapor, por método de hidrodestilação, usado na realização do presente experimento. A extração fundamenta-se no fato de que as substâncias orgânicas são, em geral, solúveis em solventes orgânicos e muito pouco solúveis em água, de modo que, ao se formar duas fases pela adição do solvente, após agitação, a substância passa em maior parte da fase aquosa para o solvente orgânico. Uma posterior e subsequente evaporação do solvente permite separar a substância desejada.
Do processo de extração de óleos essenciais, com o emprego da técnica de destilação para fazê-lo, trata o seguinte procedimento experimental.
As essências ou aromas das plantas, uti lizados em perfumes, incensos, temperos ou flavorizantes em alimentos, devem-se principalmente aos óleos essenciais. Alguns óleos essenciais são também conhecidos por sua ação antibacteriana e antifúngica. Outros são usados na medicina, como a cânfora e o eucalipto. Além dos ésteres, os óleos essenciais são compostos por uma mistura complexa de hidrocarbonetos, álcoois e compostos carbonílicos, geralmente pertencentes a um grupo de produtos naturais chamados terpenos. Muitos componentes dos óleos essenciais são substâncias de alto ponto de ebulição e podem se r isolados através de destilação por arraste a vapor. Este tipo de destilação é o processo mais utilizado para extrair as essências, principalmente a de rosas e ervas, como lavanda, cravo e camomila. A destilação por arraste de vapor é uma destilação de misturas imiscíveis, ou seja, os componentes dessa mistura entram em ebulição a uma temperatura menor do que os pontos de ebulição individuais de cada componente. Misturas imiscíveis não se comportam como solução. Assim, uma mistura de compostos com alto ponto de ebulição e água, pode ser destilada a temperaturas menores que 100 °C (ponto de ebulição da água), não decompondo o óleo essencial. O principio da destilação à vapor baseia-se no fato de que a pressão total de vapor de uma mistura de líquidos imiscíveis é igual a soma da pressão de vapor dos componentes puros individuais (Lei de Dalton). A destilação por arraste a vapor pode ser utilizada nos seguintes casos: 1. Quando se deseja separar ou purificar uma substancia cujo ponto de ebulição é alto e/ou apresente risco de decomposição; 2. Para separar ou purificar substancias contaminadas com impurezas resinosas; 3. Para retirar solventes com elevado ponto de ebulição, quando em solução existe uma substância não volátil; 4. Para separar substâncias pouco miscíveis em água cuja pressão de vapor seja próximas a da água a 100 °C. O óleo extraído do cravo é constituído, basicamente, por eugenol (70 a 80%), acetato de eugenol (15%) e beta-cariofileno (5 a 12%). Possui propriedades antissépticas, é muito utilizado na culinária e é usado como matéria-prima na indústria farmacêutica, cosmética e odontológica. O conteúdo total de óleo em cravos chega a 15%. 
A fragrância de um perfume é um complexo sistema de substâncias originalmente extraídas de algumas plantas tropicais ou de alguns animais selvagens. Recentemente, o perigo de extinção de certas espécies vegetais e animais e a busca de novas essências, inclusive de menor custo, conduziu a química dos perfumes aos laboratórios, onde são criados os produtos sintéticos que têm substituí- do paulatinamente os aromas naturais.
Um perfume é, por definição, um material — porção de matéria com mais de uma substância. A análise química dos perfumes mostra que eles são uma complexa mistura de compostos orgânicos denominada fragrância (odores básicos). Inicialmente, as fragrâncias eram classificadas de acordo com sua origem. Por exemplo: a fragrância floral consistia no óleo obtido de flores tais como a rosa, jasmim, lilás etc. A fragrância verde era constituída de óleos extraídos de árvores e arbustos, como o eucalipto, o pinho, o citrus, a alfazema, a cânfora etc. A fragrância animal consistia em óleos obtidos a partir do veado almiscareiro (almíscar), do gato de algália (algália), do castor (castóreo) etc. A fragrância amadeirada continha extratos de raízes, de cascas de árvores e de troncos, como por exemplo, do cedro e do sândalo.
Resultados e Discussões
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