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ser complementada por dispositivo auxiliar do tipo tacha bidirecional amarela, com 
elementos retrorrefletivos, para os trechos sujeitos a neblina. 
O comprimento mínimo a ser adotado para as Linhas de Divisão de Fluxos em Sentidos Opostos é de 
152 metros. Caso o comprimento da zona de proibição de ultrapassagem seja inferior a esse valor, a 
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pintura da Linha de Proibição de Ultrapassagem deve ser iniciada antes, de maneira a completar os 
152 metros. 
A distância mínima entre duas Linhas de Divisão de Fluxos em Sentidos Opostos, relativas a um 
mesmo sentido de tráfego, é de 120 metros, considerando-se um tempo mínimo para percepção e 
tomada de decisão para efetuar a ultrapassagem, devendo-se unir duas Linhas de Proibição de 
Ultrapassagem, quando a distância entre elas for inferior a esse valor. 
É permitida a interrupção de uma Linha de Divisão de Fluxos em Sentidos Opostos em trechos 
pequenos (da ordem de 10 metros), em locais onde ocorra situação de cruzamento de pista. 
3.3.1.2. Critérios para a definição de zonas de proibição de ultrapassagem 
Os limites de proibição de ultrapassagem em curvas horizontais ou verticais são definidos em função 
da distância de visibilidade, tendo seus extremos estabelecidos onde ela for menor que a distância 
mínima de visibilidade necessária para a ultrapassagem com segurança, considerando-se os seguintes 
fatores: 
Distância de visibilidade mínima, correspondente à distância dupla de visibilidade de parada, 
variável em função da velocidade de operação, conforme a Tabela 18 a seguir: 
Tabela 18 – Distância mínima de visibilidade x velocidade regulamentada 
Velocidade regulamentada (km/h) Distância mínima de visibilidade (m) 
40 140 
50 160 
60 180 
70 210 
80 245 
90 280 
100 320 
110 355 
Fonte: Manual of Uniform Traffic Control Devices for Streets and Highways (2003) 
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Altura de visada do observador em relação à superfície do pavimento, de 1,2 metros; 
Altura do veículo em sentido oposto em relação à superfície do pavimento, também de 1,2 metros. 
Dessa forma, os limites de visibilidade mínima em curvas verticais (definidores das zonas de 
proibição de ultrapassagem) correspondem aos pontos a partir dos quais a linha imaginária com 
extensão correspondente à distância de visibilidade mínima, que une os pontos situados a 1,2 metros 
da superfície do pavimento, tangencia a curva vertical (ver Figura 222). 
De maneira análoga, os limites de visibilidade mínima em curvas horizontais (definidores das zonas 
de proibição de ultrapassagem) correspondem aos pontos a partir dos quais a linha imaginária com 
extensão correspondente à distância de visibilidade mínima, unindo pontos situados no eixo da pista, 
tangencia obstáculos com altura maior que 1,2 metros (ver Figura 223). 
O começo de uma zona de ultrapassagem proibida, para um determinado sentido de tráfego, é o ponto 
a partir do qual a distância de visibilidade passa a ser menor que aquela especificada na tabela 
anteriormente apresentada. O fim dessa zona é o ponto a partir do qual a distância de visibilidade 
passa a ser maior que aquela já especificada. 
3.3.1.3. Método gráfico para a determinação das zonas de proibição de ultrapassagem 
Pontos de partida: 
O projeto geométrico da rodovia em perfil impresso; 
A velocidade a ser regulamentada na rodovia; 
A distância de visibilidade correspondente à velocidade definida na Tabela 18. 
a) Curvas verticais 
Desenha-se uma régua, em papel transparente, nas mesmas escalas do projeto geométrico em 
perfil, horizontal e vertical, com o comprimento da distância de visibilidade e, nas duas 
extremidades, segmentos verticais de 1,20 m (altura do olho do observador); 
Aplica-se a régua ao perfil, fazendo-a deslizar ao longo do estaqueamento; 
Enquanto a barra horizontal, referente à distância mínima de visibilidade, estiver acima do perfil 
da rodovia, a visibilidade está garantida; 
Onde a barra horizontal tangenciar o perfil, caracteriza a ausência das condições de visibilidade, 
com o início do trecho de proibição de ultrapassagem, no sentido do estaqueamento, e o fim do 
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trecho de proibição de ultrapassagem, no sentido oposto; 
Prossegue-se deslizando a régua sobre o perfil, até que volte a tangenciar o perfil, definindo o fim 
do trecho de proibição de ultrapassagem, no sentido do estaqueamento, e o início do trecho de 
proibição de ultrapassagem, no sentido oposto. 
Figura 222 – Distância de visibilidade de ultrapassagem – Vertical 
 
 
b) Curvas horizontais 
Desenha-se uma régua, em papel transparente, na mesma escala do projeto geométrico em planta, 
com o comprimento da distância de visibilidade; 
Aplica-se a régua sobre a planta, fazendo-a deslizar sobre o eixo da rodovia, ao longo do 
estaqueamento; 
Enquanto a barra horizontal, referente à distância mínima de visibilidade, não encontrar obstáculo 
físico nas margens da rodovia, a visibilidade está garantida; 
Onde a barra horizontal tangenciar um obstáculo físico, caracteriza a ausência das condições de 
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visibilidade, com o início do trecho de proibição de ultrapassagem, no sentido do estaqueamento, 
e o fim do trecho de proibição de ultrapassagem, no sentido oposto; 
Prossegue-se deslizando a régua sobre o eixo, até que volte a tangenciar o obstáculo físico, 
definindo o fim do trecho de proibição de ultrapassagem, no sentido do estaqueamento, e o início 
do trecho de proibição de ultrapassagem, no sentido oposto. 
Figura 223 – Distância de visibilidade de ultrapassagem – Horizontal 
 
 
 
c) Compatibilização dos procedimentos aplicados nas curvas verticais e horizontais 
Concluídos os procedimentos descritos, deve-se analisar as estacas indicadas como início e fim dos 
trechos de proibição de ultrapassagem, em cada uma das análises e em cada sentido de circulação, a 
fim de selecionar os limites que garantam as melhores condições de segurança para a rodovia, 
respeitando as condições básicas descritas na subseção 3.3.1.1, ou seja: 
Unindo as linhas de proibição de ultrapassagem consecutivas que distem 120 m ou menos; 
Antecipando as linhas com comprimento inferior a 152 m. 
3.3.1.4. Linha simples contínua (LFO-1) 
É a linha de divisão de fluxos opostos aplicada sobre o eixo da pista de rolamento com o objetivo de 
delimitar o espaço reservado para a circulação de cada um dos fluxos de veículos e regulamentar a 
proibição de ultrapassagem, nos dois sentidos de circulação. É utilizada em rodovias de pista simples, 
com largura inferior a 7,00 m. 
A largura mínima recomendada para a LFO-1 é de 10 cm. 
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Figura 224 – Linha simples contínua (LFO-1) 
 
 
3.3.1.5. Linha simples tracejada (LFO-2) 
É a linha de divisão de fluxos opostos aplicada sobre o eixo da pista de rolamento para delimitar o 
espaço reservado para a circulação de cada um dos fluxos de veículos e para regulamentar a 
permissão de ultrapassagem, nos dois sentidos de circulação, independentemente da largura da pista. 
Figura 225 – Linha simples tracejada (LFO-2) 
 
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A Tabela 19, a seguir, apresenta as dimensões recomendadas. 
Tabela 19 – Dimensões recomendadas para LFO-2 
VELOCIDADE 
v 
(km/h) 
LARGURA 
l 
(m) 
CADÊNCIA 
t : e 
TRAÇO 
t 
(m) 
ESPAÇAMENTO 
e 
(m) 
v < 60 
0,10* 1 : 2* 1* 2* 
0,10 
1 : 2 2 4 
1 : 3 2 6 
60 ≤ v < 80 0,10** 
1 : 2 3 6 
1 : 2 4 8 
1 : 3 2 6 
1 : 3 3 9