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DIREITO+ADMINISTRATIVO

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do ato administrativo, portanto é impossível convalidar um ato administrativo considerado inválido. 
É possível nova decretação de ato anulado ou invalidado? A administração, por algum motivo anulou o ato administrativo, é possível uma nova decretação? Ex. concurso público nomeando candidato, depois de aprovado ele foi nomeado por agente incompetente. Descobriu-se que esse ato administrativo era nulo de pleno direito em razão da competência. Se a administração pública tiver interesse na nomeação, ela anula o ato promovido por agente incompetente, e corrija o defeito editando novo ato válido. 
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3º BIMESTRE
02/08/12
LICITAÇÃO 
Se o administrador público comprar os produtos de uma só pessoa, haverá o enriquecimento desta pessoa. Todos que tem interesse em vender seus produtos ao Estado, têm o direito de bem servir o Estado. O Estado, na compra de um produto ou quando necessitar de um serviço, firma contratos administrativos. O que precede os contratos administrativos é a licitação. Está é a oportunidade que o Estado dá para que haja concorrência entre os interessados. A licitação é um procedimento prévio ao futuro ajuste. 
“Licitacio” – Venda por lances – Quem oferecer um produto de boa qualidade pelo menor preço será contrato pelo Estado. É o ritual estabelecido pela lei.
Conceito – É um procedimento administrativo, através do qual a administração pública ou a pessoa juridicamente obrigada seleciona a proposta mais vantajosa para o contrato de seu interesse. 
“Pessoa juridicamente obrigada” são as demais autarquias.
A pessoa obrigada a licitar é do Estado e é denominada de licitante e a que participa do procedimento, ou certame, com a expectativa de vencê-la e ser contratada é chamada de proponente ou licitante particular. 
A licitação é um procedimento administrativo para selecionar a melhor proposta.
Natureza Jurídica – Fim seletivo – A licitação não pode exaurir de modo instantâneo, isto é, exige uma sequência de atividades devidamente formalizadas para se atingir o objetivo desejado. Em razão disso é que a natureza jurídica da licitação tem finalidade seletiva. 
Disciplina normativa 
Art. 22, XXVII CF - Art. 22 CF. Compete privativamente à União legislar sobre: XXVII - normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III. O art. 22 da CF diz que compete privativamente a União legislar sobre licitação, mas nada impedindo que outras pessoas federativas também tenham legislação própria, sem contudo, contrariar lei federal. 
Art. 37, XXI CF - Art. 37 CF. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. (Regulamento). O art. 37, XXI CF menciona o princípio da obrigatoriedade de licitação. 
Lei 8.666/93 – A lei 8.666/93 é a reguladora das licitações também conhecida como o estatuto das licitações e contratos, a qual já sofreu várias alterações. 
O Município e o Estado podem ter suas leis, mas nunca contrariar a Lei Maior. 
Destinatários – pessoas federativas - sujeitam-se a suas normas as pessoas integrantes da federação – Da União até os Municípios – que formam a administração direta. A lei exige também o mesmo procedimento das entidades da administração indireta. 
Administração direta
Administração indireta
Fundamentos – O legislador pátrio definiu alguns fundamentos para editar a lei de licitações:
Moralidade Administrativa – A moralidade deve guiar toda conduta dos administradores, agindo com lealdade e boa-fé, descartando qualquer conduta maliciosa. 
Igualdade de oportunidades – Proporcionar igualdade a todos quantos se interessam em contratar com a administração, fornecendo seus serviços e bens. A administração jamais pode preferir um fornecedor em detrimento dos demais. 
Todos que quiserem contratar com o Estado têm direito a uma cópia do que vai ser contratado, para ver o que aquele quer. No edital tem que estar detalhado tudo o que se quer. 
A visita técnica é a verificação in loco do interessado em participar do edital, que quer participar do edital, podendo questionar o contrato. A visita técnica é importante. 
O administrador público tem que ser transparente dando oportunidade a todos. É em razão disto que tem que ser publicado o edital. 
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09/08/12
Objeto imediato – selecionar melhor proposta - A melhor proposta é aquela que vai satisfazer a necessidade da administração. 
Objeto mediato – obtenção do bem ou contratação de serviço - É o que nós queremos para aquele serviço. 
Princípios Básicos – os princípios é que dão suporte para a existência da administração pública. Muito dos princípios se tornam até lei. Todo administrador público tem que embasar as suas ações nos princípios. São cinco, que devem ser respeitados. Há também princípio específico, aplica-se somente a licitação. Fundamento do direito é o princípio. 
Legalidade – pelo princípio da legalidade, o administrador não pode fazer prevalecer sua vontade pessoal, mas a da lei. É a aplicação do devido processo legal, que exige a escolha da modalidade correta, que seja claro quanto aos critérios seletivos e que somente deixa de realizar a licitação nos casos permitidos em lei. 
Não é possível utilizar palavras que dê duplo sentido, tem que ser algo claro, transparente. O Direito Administrativo é o ramo do direto público. O princípio da legalidade deve ser observado. Só podemos fazer aquilo que a lei autoriza a fazer.
 
Moralidade – é o mesmo da probidade administrativa. É o administrador público agir com a maior honestidade possível. 
Impessoalidade – deve se dispensar o mesmo tratamento a todos os administrados que estejam na mesma situação jurídica. 
É princípio que deve preponderar para o administrador público. Impessoalidade é tratar todos de forma igual, corresponde ao princípio da igualdade. 
Publicidade – dar ampla divulgação e possibilitar o conhecimento de suas regras ao maior número possível de interessados. 
A publicidade é princípio fundamental para o procedimento licitário. Tem que dar ampla publicidade. Impera em todas as fases da licitação. A licitação deve ser publica. É no ato da entrega da proposta que os envelopes devem ser lacrados. É o único ato sigiloso. 
Probidade administrativa – é a própria moralidade. Agir em todos os atos com honestidade, com condutas claras, transparentes, retas, não transparecer má-fé. 
Vinculação ao instrumento convocatório – também conhecido como princípio do julgamento objetivo, onde as regras traçadas para o procedimento devem ser fielmente observadas por todos os interessados. Se a regra for desrespeitada, o procedimento se torna inválido e suscetível de correção na via administrativa ou judicial. 
O instrumento convocatório, via de regra, chama-se edital, onde os interessados tomam conhecimento por sua publicação. O edital é extenso, é feito uma síntese do edital que chama-se “aviso”, quando é um dinheiro alto a ser gasto. O aviso é feito em jornais de grande circulação, que podem ser muito caros, por isso o aviso. 
Pela vinculação ao instrumento convocatório exige-se que quando elaboramos um edital de licitação submetido à análise jurídica pela consultoria jurídica (Procurados
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