A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
10 pág.
APTA.docx

Pré-visualização | Página 1 de 3

CENTRO UNIVERSITÁRIO GERALDO DI BIASE
FUNDAÇÃO EDUCACIONAL ROSEMAR PIMENTEL 
INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO 
INSTITUTO DE CIENCIAS SOCIAIS E HUMANAS 
CURSO DIREITO
ATIVIDADES PRATICAS E TRANSVERSSAIS DE APRENDIZAGEM (APTA I)
Volta Redonda, 2017
GRAVIDEZ NA ADOLESCENCIA E A EVASÃO ESCOLAR
Artigo científico apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de APTA I pelo Curso de Direito, do Instituto de ciências sociais e humanas, do Centro Universitário Geraldo Di Biase.
Professora-orientadora: Regina Coeli
Volta Redonda, 2017
INTRODUÇÃO
Atualmente, um grande problema social que existe na sociedade é a gravidez na adolescência. Percebemos que a grande falta de diálogo entre familiares tem se tornado fator crucial e de grande importância nesse quesito. Pois a família, antes de qualquer órgão social, é a base de valores morais e éticos do ser humano.
Outro fator importante a se destacar é a questão da repressão familiar aos jovens e adolescentes. Muitas vezes isso acaba tendo efeito contrário e impulsionando sentimento de revolta nos mesmos.
Muito embora se vislumbre farta gama de dispositivos prevendo o direito fundamental à educação, mister se faz que este direito seja efetivamente garantido. Não basta apenas declarar o direito, é necessário assegurá-lo, mais especificamente no que diz respeito aquelas estudantes adolescentes que ficam privadas do regular ensino em decorrência da gravidez precoce, não planejada.
Diante deste cenário, constata-se que a garantia do direito à educação passa pela forma de como se interpreta e aplica a legislação às adolescentes grávidas, em especial no que diz respeito a questão da licença maternidade. Tais adolescentes têm direito à licença gestante? Qual o prazo desta licença? Como conciliar a gravidez precoce com a educação regular?
A resposta a tais indagações é o objetivo deste trabalho, visando proporcionar subsídios para a correta interpretação da legislação e a efetiva garantia do direito à educação, apresentando instrumentos para o combate à evasão escolar oriunda da gravidez precoce de adolescentes.
Trataremos também, o fato da legislação ser obrigatória no quesito do amparo às adolescentes e da forma como a mesma é aplicada e se de fato é aplicada. 
Falaremos sobre os fatores éticos e morais que esse assunto engloba de uma forma geral e do que forma atua o Direito e no que ele pode influenciar nesse assunto que por ser polêmico muitas vezes deixa de ser tratado. Portanto ao longo de nosso trabalho trataremos de forma bastante clara esse tema.
DESENVOLVIMENTO
Temos hoje uma perda muito grande dessa criação com valores adquiridos desde do início, tanto é que, é uma das razões da gravidez na adolescência, onde deveriam estar a presença dos pais como melhores amigos, como pessoas que os adolescentes recorreriam em primeira instancia para sanar suas dúvidas e curiosidades, mas não o que se permear nos dias atuais, quando cada vez mais o diálogo e a convivência familiar não passam meramente por momentos como “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite”. O diálogo é fundamental para que um pai possa se aproximar de seus filhos e passar valores, ajudar sua filha a criar um senso ético-moral que a deixaria pronta para uma situação onde teria que decidir se precisa ou não acontecer tão cedo, como a gravidez, pois os reflexos de uma gravidez na adolescência tendem a ser complicados e difíceis para uma jovem e seus familiares, a discriminação, o aumento da renda familiar, ou até mesmo diminuir gastos. Algumas famílias até enxergam a chegada de uma criança como algo positivo, o que se alegava que traria paz, harmonia, convívio, mais proximidade entre os membros, entretanto até se chegar a esta harmonia, grandes enfrentamentos tiveram que ser superados.
A grande discussão por trás desse tema, talvez pudesse ser a falta de liberdade e a consequente ausência de autonomia, que foram consideradas como causas indiretas da ocorrência da gravidez na adolescência. O fato demonstra que os familiares não conheciam, não respeitaram, ou não tinham condições de prover o conjunto das necessidades das adolescentes, mostrando um delicado jogo no âmbito das relações parentais entre dar mais autonomia aos filhos nas questões de amizades e saídas noturnas ou adotar uma postura mais rígida e controladora. Ressalta que tanto a rigidez dos pais quanto a flexibilidade no trato com as filhas são situações apontadas como causas da gravidez.
Mas no fim acaba tendo uma tendência a ser culpar um ao outro para se eximir da mesma, mas quando na verdade todos os pais deveriam fazer uma adoção mais ética diante das adolescentes, assim promover a qualidade das relações familiares, que é vital para que se volte a pensar na ética bom a se ter, pois a educação dentro das casas é fundamental para que mudemos o caminho e as situações que veem ocorrendo na atualidade.
E mesmo depois que a adolescente engravida é necessário que se consiga mantê-lo nas escolas para não se perder um jovem por completo em sua fase de desenvolvimento educacional, cultural, ético e moral. O Direito a educação deve ser garantida mesmo em casos onde a gravidez possa interromper a ida a escola. 
O direito à educação é um direito social fundamental que deve ser garantido a toda criança e adolescente, com absoluta prioridade. Sabe-se, por outro lado, que a gravidez na adolescência é um fenômeno marcante na sociedade atual e que tem sido uma das grandes causas de evasão escolar, contribuindo significativamente para que tal direito público subjetivo não se concretize. Não basta apenas declarar o direito, é necessário assegurá-lo, mais especificamente no que diz respeito àquelas estudantes adolescentes que ficam privadas do regular ensino em decorrência da gravidez precoce, não planejada.
Diante deste cenário, constata-se que a garantia do direito à educação passa pela forma de como se interpreta e aplica a legislação às adolescentes grávidas, em especial no que diz respeito a questão da licença maternidade. Tais adolescentes têm direito à licença gestante? Qual o prazo desta licença? Como conciliar a gravidez precoce com a educação regular?
Nos artigos 227 da Constituição Federal e 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente estão assentadas as bases do Princípio da Proteção Integral que coloca a criança e o adolescente como sujeitos de direitos, destinatários de absoluta prioridade, respeitando a condição peculiar de pessoas em desenvolvimento.Vale registrar o disposto no artigo 227 da Constituição Federal que resume toda esta questão:
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Destaca-se deste dispositivo a obrigação do Estado em assegurar a criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação e à educação.
Quanto à educação, a legislação procurou apresentar meios para que a mesma se concretizasse, sendo que, em relação ao tema gravidez na adolescência, merecem destaque os seguintes dispositivos:
Constituição Federal
Art. 206 – O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I – Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
Estatuto da Criança e do Adolescente:
Art. 53 – A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se lhes:
I – Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
Art. 3º. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I – Igualdade de condições para o acesso e permanência