A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
4 pág.
Dentística II 14 08

Pré-visualização | Página 1 de 2

Resumo de leve: Dani
Dentística II:
Em Dentística II é tudo sobre restaurações INDIRETAS, ou seja, confecção de uma coroa, uma inlay ou uma onlay em laboratório após moldagem do preparo. Em resumo, o que a gente vai fazer é o preparo pra receber a restauração e a provisória que vai ficar no dente até que chegue a peça do protético. 
- Indicações:
Sem muitos segredos, a gente vai fazer uma restauração indireta sempre que a região afetada for muito extensa, seja por uma lesão de cárie, um preparo mal executado, enfim, quando você tiver a estrutura dental muito comprometida. 
- Remoção de cárie e núcleo de preenchimento: Não que a gente faça essa parte no laboratório, mas sempre se começa removendo a cárie presente. Dependendo da extensão da lesão, confecciona-se um núcleo de preenchimento, que não é nada mais que uma quantidade de resina composta (ou outro material dependendo do caso/profissional) inserida na cavidade para que se possa trabalhar na cavidade e fazer o preparo no formatinho clássico.
 
- Preparo (teoria):
Para que possa receber uma coroa, uma inlay ou uma onlay, seja ela estética (porcelana) ou de metal, a gente tem que pensar em como fixar essas restaurações na porra da boca do paciente. E aí chegam os dois segredos, na minha opinião, da dentística II: EXPULSIVIDADE e CAIXAS. E aí eu acho mais fácil sempre entender o motivo de tudo, então vamos lá:
Expulsividade: 
Precisamos de expulsividade porque tem que sempre lembrar que o seu preparo vai ser moldado para que possa ser confeccionada uma peça pelo protético, e para que essá peça entre é preciso que o preparo tenha um formato que permita que a restauração entre no dente, ou seja, permita uma melhor adaptação da peça (eixo de inserção). Além disso, o preparo precisa de uma certa expulsividade pois paredes paralelas permitiriam um eixo de inserção porém não permitiriam o escoamento do cimento (utilizado para cimentação da peça);
Caixa: 
O motivo simples de as caixar darem maior resistência mecânica, algo que é essencial para que tanto a provisória quanto a restauração que vai ser colocada posteriormente tenham durabilidade na boca do indivíduo.
- Preparo (prática): Sabendo da teoria pra realização do preparo a gente pode partir pra prática da parada. Achei melhor enumerar o passo-a-passo da realização do preparo:
Rebaixamento oclusal:
O primeiro passo na realização do preparo é o rebaixamento oclusal.
Por que?
Porque lembrem que uma peça, uma restauração indireta, vai ser colocada sobre o dente (com exceção das inlays), e ela precisa de uma espessura mínima para que ela aguente as forças de oclusão sem fraturar.
Quanto?
Em restaurações metálicas precisamos de no mínimo 1mm, sendo que o mais indicado é 1mm nas cúspides de balanceio (lingual no inferior e vestibular no superior) e 1,5mm nas cúspides de trabalho. Já em restaurações estéticas (porcelana) precisamos de no mínimo 1,5mm, sendo que geralmente varia de 1,5mm a 2mm (para muitos tipos de porcelana o IDEAL é 2mm).
Como?
Usando a broca (diamantada) 3216 (ou a 2215 ou a 2214), começamos medindo a espessura da nossa broquinha (geralmente as da KG tem 1,2-1,3mm de espessura). Depois disso a gente sabe mais ou menos o quanto da nossa broca afundar para nos orientar no rebaixamento. Daí fazemos os sulcos de orientação: posicionamos a broca na direção da vertenta oclusal da cúspide e afundamos a broca até a espessura ideal. Agora, eu faço um pouco diferente da aula: eu gosto de fazer sulcos de orientação nos sulcos entre as cúspides e no meio de algumas cúspides, dependendo da ocasião, mas o que eu faço é afundar 1mm a mais nos sulcos, porque eu acho mais fácil assim manter a anatomia do dentinho, porque aí depois é só ir para um lado e para o outro e esse 1mm ajuda a manter a região de ponta de cúspide ligeiramente mais elevadinha, porque sempre que pelo menos eu faço meio que só no meio da cuspide ou faço tudo na mesma altura sempre acabo nao coneguindo nivelar bem. 
Depois disso, com a mesma broca confeccionar o bisel da vestibular (no caso da inferior né) apenas no terço oclusal. [DICA: presta atenção em aonde terminam os sulcos que dividem as cúspides na vestibular, ali geralmente é o limite do seu bisel.].
Cuidados: 
Cuidado com a inclinação da porra da broca: se deitar demais a broquinha adeus oclusal; se deixar muito inclinada, quase perpendicular, você vai se ferrar porque vai tirar a anatomia da oclusao e vai realmente parecer que você rebaixou a oclusal, quando na verdade você até chegou a rebaixar a oclusal, mas nem perto do que deveria ter feito, então ficar atento a esse detalhezinho aí. Outro detalhezinho é que não tenha medo de quebrar a maldita crista marginal: quebra essa porra que ela vai sair do mermo jeito.
Chanfro ou ombro:
Por que?
Mais uma retenção mecânica gente. Lembra, vai entrar uma pecinha ali, tem que ter o máximo de retenção possível.
Quando?
Chanfro geralmente para restaurações estéticas (porcelana) e ombro para restaurações metálicas. Isso porque na fundição do metal ele não consegue ter um bom acabamento em chanfro (a não ser que fosse em ouro, o que não vai ser na maioria das vezes), enquanto que a porcelana consegue. 
Como?
Ombro: usando a broquinha (carbide) 700 nós confeccionamos com a broca inclinada quase que perpendicularmente um “degrau” de aproximadamente 1mm de espessura, talvez 0,7-0,8mm. 
Chanfro: com uma broquinha (diamantada) esférica 1014 faz uma “canaleta” no final do bisel com a espessura da ponta ativa da broca mesmo e da o acabamento com a 3216 ou outra da família. 
Cuidados:
Não tem muito mistério não, só tenta acompanhar o final do bisel que você fez, respeitando a anatomia e tentando não “ondular” ou oscilar na hora de fazer o acabentozinho, tanto em ombro quanto em chanfro
Caixa Oclusal:
Por que?
Para que possamos preparar o dente para receber a restauração.
Quanto?
1mm de profundidade, no MÁXIMO 1,5mm.
Como?
Usando a broca (carbide) 701 ou 702 vai abrir a caixinha oclusal entrando com a broca paralela às paredes da caixinha vai fazer o preparozinho expulsivo e sem medo de ser conservador, que a Martinha já mostrou que gosta dele bem grandinho. 
Cuidados:
Máximo de 1,5mm, então mãozinha leve galera. Outra coisa, eu disse que ela gosta dele grandinho, mas nem por isso você vai arrombar aquela parada. Lembrando sempre que tirar de menos sempre permite tirar mais, tirar de mais significa FUDEU.
Quebra do contato:
Por que?
Pra facilitar na vizualização do preparo da caixinha proximal e para proteger o dentinho adjacente, além da questão da necessidade de espessura de material. 
Quanto?
Bem pouquinho, só pra quebrar o contato mesmo
Como?
Primeiro você coloca a matriz e cunha protegendo os dentinhos adjacentes. Usando a broquinha (diamantada) 2200 você vai posicionar sua broca perpendicular ao dente e faz movimentos de vai e vem com a broca contra o dente e em contato com a matriz. 
Cuidados:
Lembra que é bem pouquinho! Só pra quebrar o contato mesmo!
Caixas proximais:
Por que?
Caixa na dentística II é VIDA! 
Quanto?
Até que fique evidente que ela é uma caixa. Em termos de profundidade, até cerca de 0,5mm acima do nível da gengiva. É pra abaixar mesmo!
Como?
Broquinha 701 ou 702. Vai fazer a caixinha normal, com a broca entrando perpendicular e fazendo com que ela fique expulsiva, com um formato tipo de um “Y”.
Cuidados:
Por incrível que pareça, é bem comum passar do nível da gengiva se se distrair. Então cuidado!
Flare:
O que é?
Desgaste em forma de bisel na cervical/proximal do dente.
Por que?
Para melhor adaptação da peça e maior espessura do material restaurador com menor

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.