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IRRIGACAO_V. 4.0

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Sulcos de infiltração
Inundação ou submersão
Faixas 
Subirrigação (elevação do nível do lençol freático)
4.3.2 - Sistemas por aspersão
Aspersão convencional
Montagem direta
Pivô central
Autopropelido
Sistema linear
4.3.3 - Sistemas localizados
Microaspersão
Gotejamento
4.3.4 - Sistemas não convencionais
Xique-xique
Outros
4.4 - FATORES QUE INFLUENCIAM NA ESCOLHA DO MÉTODO DE IRRIGAÇÃO
4.4.1 - Água
Vazão da fonte
Freqüência da disponibilidade
Custo
Qualidade
4.4.2 - Solos
Textura
Salinidade
Profundidade
4.4.3 - Cultura
Hábitos de crescimento
Característica da parte comercial
Especificidade quanto a doenças
4.4.4 - Topografia
Declividade
4.4.5 - Clima
4.4.6 - Mecanização e tratos culturais
4.4.7 - Mão-de-obra
4.4.8 - Aspectos econômicos
4.4.9 - Desejo do proprietário
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	CAPÍTULO V
	IRRIGAÇÃO POR ASPERSÃO
5.1 – INTRODUÇÃO
5.1.1. – Forma de aplicação da água
		Neste método de irrigação a água é aplicada ao solo sob a forma de uma chuva mais ou menos intensa e uniforme sobre a superfície, com o objetivo de que a infiltração se processe no ponto o qual ela alcança. O processo de aplicação de água por um aspersor consiste em um jato d’água emitido a grande velocidade que se dispersa no ar em um conjunto de gotas, distribuindo-se sobre a superfície do terreno, com o objetivo de se conseguir uma distribuição uniforme entre vários aspersores. As Figuras V.1a e V.1b ilustra um sistema de irrigação por aspersão em operação.
Figuras V.1a e b – Sistema de irrigação por aspersão em operação, apresentando a linha principal, linhas laterais e registro de controle de entrada de linha lateral.
5.1.2. – Adaptabilidade do sistema
5.1.2.1. – Solos
		Este sistema se adaptada a qualquer tipo de solo no que diz respeito à textura e estrutura. Solos com textura que possibilita alta velocidade de infiltração, permite a utilização de aspersores com maior intensidade de aplicação, permitindo menor tempo de irrigação por posição e, conseqüentemente, maior número de irrigações diárias para uma mesma lâmina de aplicação. Dessa forma, maior número de irrigações diárias proporciona menor área irrigada por posição, diminuindo a quantidade de equipamentos necessários ao projeto e menor custo de implantação, mas, em contrapartida, exige maior utilização de mão-de-obra. Maiores detalhes sobre esta questão serão discutidos no tópico sobre projeto de sistemas de irrigação por aspersão.
5.1.2.2. – Topografia
		Com relação à declividade, a irrigação por aspersão é comumente utilizada em terrenos planos, de encosta, terraços e platôs mais elevados. Terrenos com declividades muito acentuadas dificultam a adoção do sistema, uma vez que, nesses casos, é quase impossível que as linhas laterais tenham espaçamentos constantes entre si, situação essa que é desejável para que o sistema apresente uma uniformidade de distribuição dentro de limites aceitáveis.
5.1.2.3. – Clima 
		Como o sistema por aspersão é caracterizado pela aplicação de água simulando uma chuva, o vento, a umidade relativa do ar e a temperatura são os parâmetros climáticos que exercem grande influência na distribuição de água. Ventos com velocidades elevadas provocam má distribuição da água na superfície do solo, provocada pelo desvio do jato d’água, ou seja, a água lançada por um certo aspersor não é aplicada efetivamente na área de domínio desse aspersor conforme as características operacionais testadas pelo fabricante do equipamento. Com aos outros dois parâmetros climáticos, baixa umidade relativa e altas temperaturas do ar provocam considerável evaporação durante a operação do sistema. Regiões com ventos fortes, baixas umidades relativas e altas temperaturas, não são indicadas para utilização dos sistema por aspersão.
5.1.2.4. – Culturas
		O sistema por aspersão adapta-se a maioria das culturas, exceto para algumas, como, por exemplo, o tomate, uma vez que, devido a característica da aplicação da água, pode favorecer o desenvolvimento de doenças fúngicas. Especial cuidado deve ser levado em conta quanto aos tratos fitossanitários, pois a forma de aplicação da água propicia a lavagem de algum produto químico aplicado na planta, diminuindo sua eficiência, além de poluir o solo e o subsolo e, conseqüentemente, o lençol freático. É preciso estabelecer uma adequada programação das irrigações para evitar estas interferências.
5.2 – VANTAGENS E LIMITAÇÕES DO SISTEMA
		As vantagens da irrigação por aspersão são derivadas principalmente de dois aspectos fundamentais: 1) o controle da irrigação só está limitado pelas condições atmosféricas; e, 2) a uniformidade de aplicação da água é independente das características hidrofísicas do solo.
		Dessa forma, as principais vantagens do sistema são:
a) uma vez que a dose de rega é dependente do tempo de aplicação, o sistema pode se adaptar tanto a pequenas quanto a grandes doses;
b) não há necessidade de sistematização do terreno, adaptando-se a topografias onduladas, permitindo preservar a fertilidade natural do solo;
c) adapta-se perfeitamente à rotação de culturas. Neste caso, o dimensionamento deve ser feito para o cultivo mais exigente em termos de necessidade de água; para cultivos de menor exigência hídrica, o manejo é feito unicamente com o controle do tempo de aplicação;
d) permite menor uso de mão-de-obra quando comparado aos sistemas de irrigação por superfície;
e) permite a aplicação de fertilizantes e tratamentos fitossanitários como também é muito eficiente contra o efeito de geadas nos cultivos;
f) uma vez que toda a rede hidráulica é pressurizada, não há perda de área útil para construção de canais ou outras estruturas hidráulicas;
g) é o método mais eficiente para a lixiviação de sais por originar um movimento de água no solo em subsaturação, obrigando-a a circular pelos poros menores e, portanto, mais em contato com a solução do solo;
As principais limitações de uso do sistema são as seguintes:
a) é possível a aspersão propiciar a propagação de pragas e doenças em algumas culturas;
b) pode causar problemas de sanidade na parte aérea da planta quando se utiliza água salina ou residual para a irrigação;
c) é fortemente afetada pela ação dos ventos;
d) maior custo de implantação e manutenção ao ser comparado com os sistemas de irrigação por superfície.
5.3 – COMPONENTES DO SISTEMA
Um sistema de irrigação por aspersão é composto basicamente por: estação de bombeamento, uma ou mais linhas principais, linhas laterais ou ramais, aspersores e acessórios da rede hidráulica. A seguir será feita uma abordagem geral sobre os componentes do sistema.
5.3.1 – Aspersores
Em geral, os aspersores podem ser classificados com base em distintos aspectos, a saber: velocidade de rotação, mecanismo de rotação e pressão de serviço.
5.3.1.1 – Classificação quanto a velocidade de rotação
de alta rotação: velocidade acima de 6 rpm; são usados em jardins, hortas e viveiros;
de baixa rotação: velocidade de 1/4 até 3 rpm; são os de uso geral em agricultura. Para uma mesma pressão, os de baixa rotação conseguem maior alcance que os de alta rotação, permitindo que os aspersores tenham maior espaçamento entre eles.
5.3.1.2 – Classificação quanto ao mecanismo de rotação
de reação: quando a inclinação do bocal de saída origina a rotação;
de turbina: quando o jato de água emitido pelo aspersor incide sobre uma turbina, originando a rotação; e,
de choque: quando o jato incide sobre um braço mecânico com uma mola, que faz girar o aspersor de forma intermitente. O aspersor pode ser de rotação completa ou, mediante um mecanismo especial pode mover-se somente em um setor circular; são chamados de aspersores setoriais.
5.3.1.3 – Classificação quanto à pressão de serviço do aspersor
de baixa pressão
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