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CULTIVO DA TECA

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(incluindo provisões para mudas de replantio).
ESPAÇAMENTO
No Brasil, especialmente no Estado de Mato Grosso, utiliza-se o espaçamento 3 x 3m ou 3 x 2m (3m entrelinhas e 2m entre plantas).
Exigindo 1.667 mudas por hectare.
A marcação das linhas de plantio poderá ser feita com um “pé-de-pato” tracionado com um trator, enxadão ou cavadeira.
PLANTIO
Ideal que comece no período das chuvas.
Instalar uma muda por cova, observando que o seu colo não fique fundo ou raso, mas ao nível do solo. No caso de muda “toco”, cuidar para não plantá-la invertida, ou seja, com a raiz para cima.
Replantio
O replantio das mudas que falharam deve ocorrer sem demora. No caso da muda “toco”, o percentual de falhas normalmente é pequeno, inferior a 10%.
TRATAMENTOS SILVICULTURAIS
Controle de formigas
Controle de plantas daninhas
Adubação de plantio (MT aplica-se 100g de NPK 4-14-8/cova, na fase do plantio.)
MANEJO FLORESTAL
Brotação múltipla da muda
Algumas mudas de teca poderão emitir mais de um broto, que tomará a direção vertical e competirá com o caule principal. É preciso podá-lo antes que engrosse muito e comprometa o alinhamento e a resistência da planta
Pode de ramos ou derrama
É realizada a retirada de ramos vivos, secos e/ou parasitados. Evita a proliferação de pragas e doenças, melhora o arejamento e luminosidade da copa e, principalmente, permite obter uma madeira livre de nós.
Debaste
Através do desbaste aumenta-se a taxa de crescimento individual das árvores remanescentes, pode-se melhorar a composição do povoamento.
O primeiro desbaste é realizado quando a altura média das árvores alcançar 8m, que geralmente é atingida aos 3 a 4 anos nas plantações florestais de boa qualidade. No primeiro desbaste retira-se 40 a 50% das árvores.
FITOSSANIDADE
A teca é uma espécie bem resistente a doenças graves, tanto em seu ambiente natural, (em países asiáticos), quanto em plantações comerciais, onde é nativa ou exótica.
Rhizoctonia solani
Ocorrência de Rhizoctonia solani no Pará;
Encontrada em um viveiro de mudas de espécies florestais no Município de Castanhal (PA);
Primeiro registro de queima da teia micélica, causada por Rhizoctonia solani (Thanatephorus cucumeris) AG1-IA, em teca no Brasil e no mundo.
MURCHA-DE-CERATOCYSTIS: Ceratocystis fimbriata
É uma doença que pode levar a planta à morte.
Ocorrência: as infecções ocorrem a partir do solo, por meio das raízes ou pelas podas, e atingem o sistema vascular da planta.
Danos: quando se faz o corte transversal, observa-se a presença do escurecimento radial da região central (xilema) para a região do floema
Os danos causados são irreversíveis, e, para o controle da doença, a única forma é o plantio de material genético resistente.
Controle: Resistência genética.
PODRIDAO RADICULAR
É uma doença de causa complexa, que tem sido encontrada com frequência em plantios com mais de 2 anos no Brasil. 
PRINCIPAIS SINTOMAS: são murcha e morte da planta, geralmente em reboleiras e, às vezes, em plantas isoladas, achatamento na base do tronco, trincamento e desprendimento da casca, e, ao cortar a madeira, observa-se a degradação da região do cambio vascular, provavelmente pela ação de enzimas hidrolíticas de fungos.
Controle: Usar variedades resistentes e manejar do solo, proporcionando boa drenagem
FERRUGEM causada por Olivae neotectone 
É uma doença de fácil detecção, que incide tanto em viveiro quanto em plantios no campo. Nas plantas infectadas, observam-se manchas de coloração marrom escuro (necróticas) na face adaxial da folha e a presença de pústulas amarelas na face abaxial.
Ocorrência: tanto em plantas jovens quanto em plantas adultas
Prejuízo principal: é a desfolha prematura da planta, que pode reduzir em até 30% no crescimento. 
Controle Biológico: Fungo Preto 
- Controle Genético: variabilidade para resistência, permite a seleção e o plantio de clones resistentes; 
- Controle Químico: Em mudas de viveiros ou plantações recém estabelecidas que têm a doença, deve fazer aplicações com fungicidas como benomil, Óxido de cobre, oxicarboxina.
PRINCIPAIS PRAGAS
GRILO COMUM - Grillus assimilis
Cupim de solo (Syntermes molestus), familia Termitidae ordem Isoptera; ocorre nos estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco e Roraima;
Cortam folhas de gramíneas que são estocadas nos ninhos e servem de alimento; as mudas de teca quando atacadas mostram amarelecimento da parte aérea podendo se arrancar às mudas do solo com facilidade.
Controle: Sugerir o mesmo recomendado para eucalipto, ou seja, soluções de fipronil de 0,35 a 0,50 para a imersão de mudas e de emulsão de endossulfan (35%) na base de 4 ml/planta ou 20 ml/planta, num tanque de 100 l de água.
SAÚVA LIMÃO - Atta sexdens rubropilosa
Saúva-limão (Atta sexdens rubropilosa), ordem Hymenoptera, família Formicidae; é encontrada em quase todo o território brasileiro, exceto em Fernando de Noronha e algumas regiões do nordeste; atacam as folhas mais novas, deixando as mais velhas intactas; nos plantios novos os ponteiros são cortados e transportados, sendo que para o caso da saúva-limão a destruição dos ponteiros acarreta o surgimento de brotações laterais que acarreta a deformação do fuste.
Controle: pode-se utilizar iscas granuladas, líquidos termonebulizáveis e gases liquefeitos são mais recomendados; para formigueiros menores podem ser empregados pós-secos.
CUPIM DO SOLO - Syntermes molestusA
Afeta o desenvolvimento inicial da teca, destruindo o sistema radicular ou anelando a muda na região do colo. Quando as condições são favoráveis (solo com umidade satisfatória), as mudas podem resistir ao ataque (desde que não ocorra o anelamento da muda), originado calos que darão origem a um novo sistema radicular, acima do que foi destruído, porém, do ponto de visita econômico estas mudas não vão gerar árvores satisfatórias, pois o seu sistema radicular será superficial, originando árvores dominada.
As plantas atacadas apresentam flacidez e curvamento das folhas terminais, neste estágio não há mais possibilidade de recuperação da planta é a muda pode ser facilmente arrancada do solo. 
Controle: O tratamento recomendado, isto é, endossulfan (35%) nas linhas das covas de plantio.Mergulhar o sistema radicular das mudas, antes do plantio no campo, numa emulsão de endossulfan (35%), na base de 4 ml/planta ou 20 ml/litro, num tanque de 100 l de água. As mudas também podem ser pulverizadas antes do plantio, com cloropirifós ou com um piretróide. As mudas devem ser observado durante 3 a 4 dias se estes produtos não vão causar fitotoxicidade.
Outra opção seria agregar um carbamato granulado de liberação controlada ao sistema radicular das mudas, antes do plantio, porém este produto não está mais disponível no mercado brasileiro.
LARVA-DESFOLHADORA ou LAGARTA DA TECA: Hyblaea puera Cramer,1777
É a principal praga , já ocasionou perdas de de 44% do volume na Asia.
O ataque ocasiona: desfolhamento intenso, ocasiona bifurcações, diminuindo o valor econômico do fuste;
Dispersão: dá se através de longos fios de sedas facilmente percebidos pelo aumento da população.
Controle químico: Tem sido eficiente o uso de Bacillus thuringiensis 
BROCA DA TECA: Sinoxylon conigerum
As larvas de Bostrichidae alimentam se do conteúdo das células das madeiras, principalmente amido.
Atacam preferencialmente madeira de alburno de folhosas coníferas e tanto em processo de secagem quanto seca, mas também atacam arvores sadias.
Controle: na utilização de armadilhas iscas de etanol ou ferômonios ou introdução de arames nas galerias.
COLHIETA
Atividades de desbaste e corte final; o desbaste consiste no corte parcial somente das piores árvores com o objetivo de eliminar a concorrência destas com as árvores remanescentes;o corte final é o corte raso de todas as árvores no fim do ciclo, são as melhores árvores do povoamento.
COLHEITA FINAL
A colheita final é realizada em média aos 25 anos de idade; esta atividade pode ser realizada