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CULTIVO DA TECA

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manualmente com motosserristas ou mecanicamente por um trator florestal chamado Harvester. As árvores são abatidas, desgalhadas e traçadas em toras de comprimento pré-determinado; após o corte as toras são empilhadas nas entrelinhas do plantio para posterior baldeio
Os resíduos (galhos e folhas) são deixados no solo, sobre o traçado por onde passarão o Harverster e outras máquinas da colheita, diminuindo o efeito da compactação do solo pelo trânsito das máquinas durante as atividades da colheita florestal;
Posteriormente é feita a atividade de baldeio, é realizada por um trator equipado com carregador florestal e carreta (Trator Auto-Carregável), cujo objetivo é retirar as toras do interior dos talhões e transportá-las para a beira da estrada.
As pilhas de madeira são separadas de acordo com o diâmetro e talhão, facilitando o transporte de toras para diferentes usos (energia, serraria etc.) e a rastreabilidade da madeira
DADOS DE PRODUTIVIDADE
A produtividade média, no ciclo recomendado para produção de madeira comercial, situa-se entre 10 a 15 m³/ha/ano, totalizando de 250 a 350 m³/ha ao.longo de 25 anos e num regime com 4 desbastes.
 A madeira do primeiro desbaste é considerada não-comercial, porém tem aplicações no meio rural, podendo gerar receita significativa.
Os custos de implantação e manutenção são amortizados nos segundo e terceiro desbastes.
De 50 a 60% da produção total é colhido no corte final; esse volume corresponde a valores entre 150 e 230m³/ha.
O quarto desbaste e o corte final concentram o resultado econômico do do reflorestamento com Teca.
Atualmente, o preço FOB do metro cúbico de madeira de teca comercial varia de US$ 400 a US$ 3000, dependendo da qualidade de madeira (com ou sem nós) e bitola das toras.
PERSPECTIVAS DO MERCADO
De acordo com análises de mercado, haverá aumento de demanda devido à melhoria no padrão de vida nos países em desenvolvimento
A crescente conscientização ambiental do consumidor europeu e norte americano, preocupado com a preservação da floresta tropical.
O mercado brasileiro também é visto como um grande potencial de consumo, assim como de produção. Afinal, o Brasil possui áreas adequadas para plantio de Teca e uma floresta tropical para preservar.
TENDÊNCIA
Segundo o especialista Luiz Gustavo Martinelli Delgadoda, mestre em Ciência Florestal, professor e coordenador dos cursos de Gestão Ambiental e Tecnologia em Bioenergia da Faculdade Orígenes Lessa (FACOL), para se produzir teca é preciso investir cerca de R$ 7.000,00 por hectare ao longo do ciclo de produção. 
O retorno do investimento pode começar a partir do quinto ano, quando são feitos os primeiros desbastes. A madeira do primeiro corte é cotada em torno de R$ 150,00 o metro cúbico no mercado.
POUPANÇA GARANTIDA
Zenésio Finger, doutor em Engenharia Florestal e professor da Universidade Federal de Mato Grosso, afirma que a madeira mais nobre de teca é obtida a partir do segundo desbaste, quando o percentual de cerne já pode chegar 50% do volume.
CONCLUSÃO
Atualmente, no mercado nacional e internacional, os plantios de teca são considerados como alternativas rentáveis e sustentáveis à exploração de espécies nativas, principalmente para a obtenção de madeira de uso nobre, tornando-os destaque na balança comercial do setor florestal brasileiro e uma oportunidade na conquista de mercados exigentes por produtos florestais de qualidade.
Para a ampliação da produção e da produtividade das florestas de teca, a seleção de matrizes genéticas de gerações de indivíduos adaptados as características edafoclimáticas do Brasil, e o posterior melhoramento genético, são atividades para viabilizar a implantação de futuros povoamentos altamente produtivos. Além disso, a aplicação de técnicas de silvicultura de precisão contribuem para uma boa produção.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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ARCE, J.J.C.; PERES F. O.; BERT F. E.. Biologia do bicho do cesto, Oiketicus Kirbuy (Lands, Guilding, 1827) (Lepdoptera, Psychidae) em folhas de Eucalyptus spp. Anais da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, v.44, n.1, p. 341-358, 1981. 
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FAO. FAO Forestry databases. 2005. Disponível em: <http://www.fao.org> Acesso em: 21 de jun. de 2010.