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Resumo+de+Macroeconomia

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amortizações, investimento, reinvestimento e capitais de curto prazo.
- Conta erros e omissões: usada para contabilizar operações que, por algum motivo, deixou-se de contabilizar anteriormente, mas que há certeza de que foram realizadas.
- Saldo do Balanço de pagamento: Soma do saldo dos grupos Transações Correntes (Balança comercial, balança de serviços e transferências unilaterais); Movimento de capitais autônomos; e Erros e omissões.
- Saldo do balanço de pagamento: pode ser superavitário (quando está entrando mais dólar no país do que saindo), ou deficitário (quando está saindo mais dólar do país do que entrando).
- Mesmo o saldo do balanço de pagamento sendo superavitário, nada impede que as transações correntes estejam negativa e que o saldo positivo de dólar seja referente, por exemplo, ao capital de curto prazo. E isso é ruim para o país, pois a conta transações correntes mostra o que de fato o país precisa para satisfazer as necessidades materiais dos seus residentes, e para financiar esses déficits, muitas vezes o governo prefere aumentar a taxa de juros. A alta taxa de juros atrai capitais de curto prazo (geralmente especulativos) que faz obter superávit no saldo do balanço de pagamento, mas qualquer ameaça internacional pode fazer com que esse capital saia do país imediatamente, o que provoca déficits no saldo do balanço de pagamento novamente, e caso o país não tenha reservas suficientes, terá que tomar medidas, como a desvalorização da taxa de câmbio. 
- Após o cálculo do fechamento do balanço de pagamento, o saldo deve ser lançado em uma conta de contrapartida, com sinal inverso, para que fique zerada. Esse saldo é lançado na conta Movimento de Capitais Compensatórios. 
- A conta Movimento de Capitais Compensatórios é dividida em: Variações de reservas (onde se lança o saldo do balanço de pagamento, com sinal negativo); Operações de regularização (usada quando o saldo da conta variações de reserva não der para cobrir a dívida, situação em que se deve pedir dinheiro emprestado ao FMI. Esse tipo de empréstimo é lançado nessa conta) e atrasados comerciais (usada no caso do FMI não emprestar dinheiro para cobrir a divida, e o país decretar moratória).
- O Balanço de pagamento é dividido em transações autônomas e transações compensatórias. As transações autônomas se dividem em transações correntes e o movimento de capitais autônomos. As transações correntes se dividem em balança comercial (contabiliza as transações de mercadorias), balança de serviços (contabiliza as transações de serviços) e transações unilaterais. A conta Movimento de Capitais Autônomos contabiliza as transações de obrigações e direitos realizadas entre residentes e não-residentes.
- O resultado da soma das transações correntes com o movimento de capitais autônomos é o saldo do balanço de pagamento. Se esse saldo for positivo, o país está arrecadando mais dólar do que está enviando para o exterior, e se o saldo for negativo, o país está arrecadando menos dólar do que está enviando para o exterior. Esses resultados são compensados na conta Movimento de Capitais Compensatórios.
A conta Movimento de Capitais Compensatórios registra os saldos obtidos no saldo do balanço de pagamento, para que este fique zerado. Se o saldo for positivo, registra-se como Variações de Reservas Internacionais. Se o saldo for negativo, registra-se nas Variações de Reservas e/ou Operações de Regularização (se pegar emprestado com o FMI) e/ou Atrasados Comerciais (se o FMI não emprestar o dinheiro e o país não conseguir cumprir seus compromissos, tendo que declarar moratória.) 
Aula 13
- Taxa de cambio mostra o quanto da moeda nacional é preciso para comprar uma unidade da moeda estrangeira.
- Quando ocorre a desvalorização da taxa de câmbio (ou aumento da taxa de câmbio), significa que a moeda nacional se desvalorizou frente à moeda estrangeira, e que será necessário mais moeda nacional para comprar uma unidade de moeda estrangeira. Com a desvalorização da taxa de câmbio, a taxa de câmbio aumenta. 
- Quando ocorre a valorização da taxa de câmbio (ou a taxa de câmbio diminui), significa que a moeda nacional se valorizou frente à moeda estrangeira, e que será menos moeda nacional para comprar uma unidade de moeda estrangeira. Com a valorização da taxa de câmbio, a taxa de câmbio diminui.
- A valorização ou desvalorização da taxa nominal de câmbio de uma economia afeta as transações comerciais e financeiras realizadas entre residentes e não residentes de um país, principalmente as transações comerciais. 
- Se a taxa de câmbio desvalorizar, o país gastará mais moeda na importação. Se houver um produto semelhante no mercado produzido no país e que o preço não tenha aumentado, as pessoas vão preferir comprar este produto do que importar este mesmo produto. Assim, verificamos que com a desvalorização da taxa de câmbio, as importações tendem a diminuir. 
- Da mesma forma, se a taxa de câmbio desvalorizar, os outros países preferirão comprar os produtos nesse outro país, pois comprará mais produtos do que antes. Assim, verificamos também que com a desvalorização da taxa de câmbio pode acontecer um aumento das exportações.
- Se a taxa de câmbio valorizar, o país gastará menos moeda na importação, e comprará mais produtos do que antes. Assim, verificamos que com a valorização da taxa de câmbio, as importações tendem a aumentar.
- Da mesma forma, se a taxa de câmbio valorizar, para os outros países ficará mais caro comprar os produtos do outro país, e comprará menos produtos do que antes. Isso faz com que a valorização da taxa de câmbio incentive a queda das importações.
- Quando a taxa de câmbio de um país é desvalorizada, as exportações de bens e serviços desse país tendem a aumentar e as importações de bens e serviços tendem a diminuir. E quando a taxa de câmbio do país se valoriza, as exportações de bens e serviços tendem a diminuir e as importações tendem a aumentar.
- Se a taxa de câmbio se desvalorizar, o país vende mais, mas isso nem sempre é um bom sinal. Se na fabricação do produto for necessário utilizar insumos produzidos em outros países, esses produtos estarão mais caros, e esse aumento repassado para o preço da mercadoria, e isso pode gerar inflação.
- O governo pode controlar a taxa de câmbio de acordo com os interesses do país: Quando um país está em crescimento, ele produz mais. Isso faz as empresas investirem mais. Como alguns produtos não são produzidos no país, devem ser importados, o que requer envio de dólar para fora do país. Caso as reservas do desse país sejam baixas, o país terá que agir para conseguir mais dólar ou reduzirá seu crescimento. Para isso, o governo utiliza as políticas cambiais (forma como o governo prefere agir em relação à taxa de câmbio).
- Tipos de regimes cambiais existentes: regime de câmbio flutuante, regime de câmbio fixo e regime de câmbio misto.
- Regime de câmbio flutuante: a taxa de câmbio e determinada de acordo com a força do mercado, ou seja, é depende da quantidade procurada e da quantidade ofertada da moeda estrangeira. Se tiver mais pessoas procurando do que ofertando, a taxa do câmbio se elevará e a moeda nacional se desvalorizará, assim como se a oferta for maior que a procura, a taxa de câmbio diminuirá e a moeda nacional se valorizará.
- Problema do regime de câmbio flutuante: a taxa de câmbio pode variar muito de um dia para o outro, e isso prejudica as transações. 
- Regime de câmbio fixo: é o contrário do regime de câmbio flutuante. O governo determina uma taxa de câmbio de acordo com o interesse do país e todas as transações deverão ser realizadas utilizando essa taxa.
- Problema do regime de câmbio fixo: se ocorrer grande procura pela moeda estrangeira, o Banco Central do país que adota esse regime, terá que oferecer a quantidade de moeda desejada por essa taxa pré-determinada. Se essa procura continuar aumentando, ele terá que satisfazer essa procura com as reservas feitas anteriormente, já

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