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Resumo+de+Macroeconomia

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que este país não produz essa moeda estrangeira. Se essa reserva diminuir muito, o país terá problemas no seu balanço de pagamentos e terá que recorrer ao FMI ou decretar moratória.
- Regime de câmbio misto: O governo determina uma taxa de câmbio com limite máximo e limite mínimo, e deixa a taxa de câmbio efetiva flutuar nesse intervalo de valores. Se a taxa efetiva querer passar da taxa máxima, o governo interferirá no mercado oferecendo essa moeda, o que fará a taxa de câmbio cair. Se a taxa de câmbio efetiva está se aproximando da taxa mínima, o governo entra no mercado e compra a moeda estrangeira, fazendo a taxa de câmbio subir. É uma mistura entre o regime de câmbio flutuante e o regime de câmbio fixo: o governo determina duas taxas de câmbio (câmbio fixo) e deixa a taxa flutuar nesse intervalo (câmbio flutuante). 
- Diferença entre os regimes de câmbio: No regime de câmbio flutuante a taxa de câmbio é determinada pela oferta e procura de moeda no mercado, no regime de câmbio fixo, a taxa é determinada pelo governo; e no regime de câmbio misto ocorre uma mistura dos dois regimes, sendo que se diferencia do regime flutuante por este não ter um intervalo de valores, podendo variar além desse intervalo, e se diferencia do regime fixo por este não ter um intervalo para variar e ser fixo em um único valor. 
- Outra maneira como o governo pode controlar a entrada e saída de moedas estrangeiras do país: Se o país tenha uma política voltada para o desenvolvimento industrial do país, o governo pode incentivar a importação somente de bens de capital (máquinas e equipamentos) e proibir as importações de bens supérfluos e que não ajudem no desenvolvimento industrial. Ele pode fazer isso aumentando as tarifas alfandegárias desses produtos, fazendo com que eles fiquem mais caros do que os produzidos no país. Da mesma forma, ele pode agir proibindo a exportação, criando tarifas alfandegárias para esse tipo de transação.
Aula 14
- Inflação: quando ocorre um aumento geral no nível de preços.
- Hiperinflação: quando uma economia atinge patamares elevadíssimos de aumento generalizado de preços. É o processo onde a inflação ultrapassa 50% por mês, e faz com que a moeda perca suas funções. 
- Índice de inflação: é a porcentagem de aumento nos preços dos bens e serviços em determinado período de tempo.
- Conseqüências de uma inflação alta: Principalmente sobre a distribuição de renda, pois os trabalhadores perdem poder de compra. Influencia também nas transações entre residentes e não-residentes do país, principalmente nas transações de bens e serviços contabilizadas nas transações correntes, pois os preços dos produtos internos tendem a ficar mais caros, incentivando as importações e, consequentemente, diminuindo as exportações, e isso produz um déficit em transações correntes. Influencia também nas funções da moeda, principalmente em caso de hiperinflação, pois faz com que ela perca suas funções (meio de troca, reserva de valor e unidade de conta): ela perde valor, incentivando as pessoas a não guardar dinheiro (perde reserva de valor), as pessoas utilizam outro indicador para dar valor as coisas, ao invés da moeda (perde unidade de valor) e as pessoas preferem receber outra coisa mais valiosa em suas negociações de compra e venda do que a moeda (perdendo a função de meio de troca).
- Inflação de demanda: Ocorre quando há excesso de procura por bens e serviços sobre uma dada oferta, o que provoca aumento dos preços desses bens e serviços
- O excesso de oferta de moeda causa inflação: Se o governo aumenta a oferta de moeda, dá a sociedade uma maior possibilidade de comprar bens e serviços (aumentar a demanda agregada por bens e serviços). Como a oferta agregada não pode aumentar, esse aumento na procura provoca aumento geral do nível de preços, causando inflação. 
- Porque a oferta agregada de bens e serviços não pode crescer: a quantidade produzida de bens e serviços está em pleno emprego (os bens e serviços que estão sendo ofertados na economia são produzidos ao máximo possível). Assim, qualquer aumento na procura pressiona os produtores a aumentar a oferta, e como já estão trabalhando em plena capacidade de produção, não conseguem aumentar a produção e respondem à essa procura aumentando os preços. Se isso acontecer, pode gerar inflação. Nesse caso, o governo pode agir: pode restringir o crédito para empréstimos e financiamentos ou aumentar os impostos e diminuir a renda pessoal e reduzir os gastos públicos.
- Inflação de custos: a inflação tem origem na elevação dos custos de produção, que são repassados para os preços das mercadorias (esses insumos podem aumentar por monopolização do mercado, pela desvalorização da taxa de cambio aumentando o preço dos produtos importados, pelo aumento do preço do trabalho/salário, etc)
- Política econômica mais recomendada para o combate da inflação de custos: controle dos preços. O governo controla preços estratégicos da economia (como o petróleo, energia elétrica) e acompanha a evolução dos custos de produção das empresas e autoriza aumentos de preços apenas quando fica demonstrado que realmente houve um substancial aumento nos custos de produção.
- Inflação inercial: agentes econômicos tendem a reajustar seus contratos prevendo a possibilidade de uma inflação e acabam repetindo a inflação passada, e ela acaba baseada, no mínimo, na mesma taxa do período anterior.
- Quando o governo afirma que a inflação está crescendo devido ao aumento do consumo, ele está afirmando que a inflação é de demanda, e pode tomar medidas para restringir a renda da sociedade.

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