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O RÁDIO E SUAS SUBJETIVIDADES

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O RÁDIO E SUAS SUBJETIVIDADES
PROFA. MSC. ARCÂNGELA SENA
O RÁDIO E A GUERRA
A sociedade industrial do começo do século XX, ainda não se pautava pelos paradigmas da urbanidade e pelo mass media. A primeira Guerra Mundial (1914 a 1918) foi um evento que convenceu o mundo todo de que ele já não era mais o mesmo.
Além dos milhões de mortos e das mudanças significativas no mapa-mundi, a “guerra para acabar com todas as guerras” marcou a estréia do rádio como tecnologia bélica. A mobilidade da tecnologia de radiodifusão colocou-a em vantagem tática quando comparada com a telegrafia, o telefone e os recursos postais então existentes. Resultado: Milhares de aparelhos de rádio (do tamanho de uma mochila grande) foram para as linhas de frente orientar o deslocamento das tropas e solicitar apoio tático. O rápido desenvolvimento da tecnologia e a produção industrial garantiram sua popularidade militar, mas em 1919, a derrota das forças do Eixo assinalou o fim da guerra. 
O RÁDIO E A GUERRA
Em meio à felicidade geral, a empresa americana Westinghouse Eletric Co viu-se às voltas com um problema: O que fazer com a grande quantidade de receptores fabricados para a batalha e que perderam a função por conta do fim da guerra?
	
A solução para evitar o prejuízo foi instalar uma grande antena no pátio da fábrica e transmitir música para os habitantes do bairro, e também disponibilizar a venda desses aparelhos para o cidadão comum, concomitantemente com o desenvolvimento de uma programação regular que tinha como carro-chefe a radionovela. A novidade despertou interesse e a audiência crescente começou a atrair patrocinadores, como por exemplo, marcas de sabão. Não por acaso, os americanos, até hoje, chamam a novela de soap opera, literalmente “ópera do sabão”.
O RÁDIO E A GUERRA
Assim, quase ao mesmo tempo, nasceram dois dos gêneros mais presentes na radiofonia: a ficção e o spot comercial.
	A chegada do rádio comercial não demorou. Logo as emissoras reivindicaram o direito de conseguir sobreviver com seus próprios recursos. A pioneira no rádio comercial foi a WEAF de Nova Iorque, pertencente à Telephone and Telegraf Co..  Ela irradiava anúncios e cobrava dois dólares por 12 segundos de comercial e cem dólares por 10 minutos.
A ERA DO RÁDIO
A partir de 1919 começa a chamada "Era do rádio".
 O microfone surge através da ampliação dos recursos do bocal do telefone, conseguidos em 1920, nos Estados Unidos, por engenheiro da Westinghouse Eletric Co. 
   
  A primeira transmissão radiofônica oficial no Brasil, foi o discurso do Presidente Epitácio Pessoa, no Rio de Janeiro, em plena comemoração do centenário da Independência do Brasil, no dia 7 de setembro de 1922. O discurso aconteceu numa exposição, na Praia Vermelha - Rio de Janeiro e o transmissor foi instalado no alto do Corcovado, pela Westinghouse Electric Co.
Para se ter uma idéia de porque a época ficou conhecida como a "Era do Rádio", nos EUA o rádio crescia surpreendentemente. Em 1921 eram 4 emissoras, mas no final de 1922, os americanos contavam 382 emissoras.
A RÁDIO NO BRASIL
Entre nós um dos primeiro usos concebidos para o rádio foi o educativo. A ausência de uma indústria fonográfica estabelecida reduzia o repertório de “produções” a palestras científicas, discursos cívicos e outros produtos do cardápio radiofônico.
A grande personalidade por trás dessa idéia, sem dúvida, foi o antropólogo e imortal (membro da Academia Brasileira de Letras), o carioca Edgard Roquette-Pinto, o "pai do rádio brasileiro". Ele e  Henry Morize fundaram em 20 de abril de 1923, a primeira estação de rádio brasileira: Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Foi aí que surgiu o conceito de "rádio sociedade" ou "rádio clube", no qual os ouvintes eram associados e contribuíam com mensalidades para a manutenção da emissora. As coisas mudariam paulatinamente, e o nosso rádio ainda atravessaria fases de predominância do entretenimento musical – a famosa “Era de Ouro” do rádio brasileiro, que contou com os auspícios do então presidente Getúlio Vargas – associado a consolidação do jornalismo como carro-chefe da programação radiofônica. 
	Nesse período surgem , de um lado o “Repórter Esso”, programa símbolo de uma época, e de outro a rádio novela brasileira, que após a chegada da TV ao país ( com as transmissões da extinta Rede Tupi, em 1951) praticamente se transferiria em peso para o novo veículo.
	No início dos anos 30 o Brasil já tinha 29 emissoras de rádio, transmitindo óperas, músicas e textos instrutivos. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
* CONSANI, Marciel. Como Usar o Rádio na Sala de Aula –Editora contexto, 2007.
* FERRARETO, Luiz A.Rádio: O veículo, a história e a técnica. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2001.

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