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aps de direito do consumidor

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CURSO DE DIREITO-UNIPAM - 2ºp. Profa.Me.Sabrina Nunes Borges
 A atividade trata-se de uma APS que valerá 3 horas (frequência) + ptos dentro da bateria de 10 pontos distribuídos no semestre. Data de entrega e discussão em aula: 26/09.
Pesquise em doutrinas e jurisprudência e responda de forma FUNDAMENTADA E COMPLETA.
 QUESTÕES:
1-Uma instituição de amparo a crianças com câncer, ao comprar remédios de que necessitam, é consumidora- padrão? Explique.
Sim, ela é consumidora-padrão pois de acordo com o Código de defesa do consumidor e com a teoria Finalista, toda pessoa que utilizar qualquer produto como destinatário final é consumidora. 
 2. Recentemente, a empresa fabricante de hardwares e softwares para micros comprou 100 produtos de limpeza, que não produziram o efeito desejado, pois continha nos recipientes, apenas água. Neste caso, a empresa de hardwares pode reclamar do produto com base no CDC? É ela consumidora? Explique. 
Sim, pois essa empresa adquire um produto para o seu uso próprio então ela deve ser considerada consumidora e por isso poderá reclamar seus direitos com base no CDC, porém, isso por muitas vezes não será suficiente pois pode-se considerar que ela por ser uma empresa tem um grau menos de vulnerabilidade, então poderá também utilizar-se do Código Civil.
 3. Foi proferida a seguinte decisão a respeito de uma relação jurídica: “ A expressão destinatário final, constante da parte final do art. 2º do Código de Defesa do Consumidor, alcança o produtor agrícola que compra adubo para o preparo do plantio, à medida que o bem adquirido foi utilizado pelo profissional, encerrando-se a cadeia produtiva respectiva, não sendo objeto de transformação ou beneficiamento. “ Esta foi uma decisão fundamentada em qual teoria? Finalista ou Maximalista? Explique e fundamente. 
A decisão apresentada foi fundamentada com base na teoria Maximalista, poiso produtor adquire o produto e o integra em sua cadeia produtiva, ou seja, podendo assim gerar lucro com os alimentos que ele produzirá futuramente.
4. O supermercado Adquira Feliz Ltda. comprou um lote de leite em pó da empresa Passa Nóz Ltda. Antes de colocar tal produto em suas prateleiras, descobriu-se que todo o lote adquirido estava vencido. O gerente do supermercado entrou em contato com a empresa fornecedora, mas esta se recusou a mandar novo lote ou restituir o dinheiro pago. Neste caso, o supermercado teve seus direitos violados e deve buscar a proteção legal. É ele consumidor? Explique e fundamente.
Neste caso o supermercado pode se considerar um consumidor e embasar a busca por proteção no Código de Defesa do Consumidor, contudo as chances de que obtenha sucesso nessa causa é pequena pelo fato dele não poder ser considerado um consumidor com a mesma vulnerabilidade das pessoas físicas, então o mais correto é o supermercado buscar proteção legal no Código Civil declarando que seus direitos foram violados e que ele sofreu diversos danos. 
 5. Discorra sobre as espécies de consumidor por equiparação e, quanto à espécie do art. 18, cite três exemplos extraídos de casos concretos da jurisprudência. 
 A “equiparação do consumidor ” acontece quando determinada pessoa não comprou ou utilizou um serviço, mas foi prejudicada por este. 
Exemplo1: CIVIL, PROCESSO CIVIL E CONSUMIDOR. REPARAÇÃO CIVIL. PRESCRIÇÃO. PRAZO. CONFLITO INTERTEMPORAL. CC/16 E CC/02. ACIDENTE DE TRÂNSITO ENVOLVENDO FORNECEDOR DE SERVIÇO DE TRANSPORTE DE PESSOAS. TERCEIRO, ALHEIO À RELAÇÃO DE CONSUMO, ENVOLVIDO NO ACIDENTE. CONSUMIDOR POR EQUIPARAÇÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DECISÃO OMISSA. INTUITO PROTELATÓRIO. INEXISTÊNCIA. (...) 3. O art. 17 do CDCprevê a figura do consumidor por equiparação (bystander), sujeitando à proteção do CDC aqueles que, embora não tenham participado diretamente da relação de consumo, sejam vítimas de evento danoso decorrente dessa relação. 4. Em acidente de trânsito envolvendo fornecedor de serviço de transporte, o terceiro vitimado em decorrência dessa relação de consumo deve ser considerado consumidor por equiparação. Excepciona-se essa regra se, no momento do acidente, o fornecedor não estiver prestando o serviço, inexistindo, pois, qualquer relação de consumo de onde se possa extrair, por equiparação, a condição de consumidor do terceiro. 5. Tendo os embargos de declaração sido opostos objetivando sanar omissão presente no julgado, não há como reputá-los protelatórios, sendo incabível a condenação do embargante na multa do art. 538, parágrafo único, do CPC. 6. Recurso especial parcialmente provido. (REsp 1125276/RJ, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 28/02/2012, DJe 07/03/2012) (grifo nosso).
Eemplo2: AÇÃO DE INDENIZAÇÃO - ACIDENTE AÉREO - QUEDA DE AERONAVE - EMPRESA CONTRATANTE DO SERVIÇO DE TRANSPORTE - ILEGITIMIDADE PASSIVA - CERCEAMENTO DE DEFESA - INEXISTÊNCIA - JULGAMENTO EXTRA PEITTA - FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO - RESPONSABILIDADE OBJETIVA - VITIMA DO EVENTO EQUIPARADO A CONSUMIDOR - ART. 17 DO CDC - RESPONSABILIDADE - DANOS MATERIAS - DANOS MORAIS - QUANTUM INDENIZATÓRIO - DENUNCIAÇÃO DA LIDE ACEITA - INEXISTÊNCIA DE SUCUMBÊNCIA.
- A contratante dos serviços de empresa de transporte é parte ilegítima para figurar no pólo passivo da demanda por prejuízos sofridos por terceiro, em decorrência de acidente ocorrido quando do transporte de suas mercadorias.
- O cerceamento de defesa não se configura quando, facultado à parte especificar as provas que pretende produzir, está se queda silente.
- Denota-se dos autos que a decisão não é extra petita (fora do pedido), e sim ulta pedita (além do pedido), assim não há que se falar em sua anulação, podendo através do presente recurso ser corrigido o equívoco.
- Não é nula a sentença com fundamentação sucinta e sim a que carece de motivação, elemento essencial ao processo. Na hipótese, a fundamentação deixa clara a motivação do juízo a quo, atendendo, de forma estrita, ao comando constitucional.
- Resta caracterizada relação de consumo se a aeronave que caiu na casa da vítima realizava serviço de transporte para destinatário final. Em decorrência da aplicação conjugada do art. 2º e 17 do CDC, que equipara o autor atingido em terra, como consumidor. Assim a responsabilidade in casu é objetiva.
- Demonstrado nos autos os requisitos ensejadores para o dever de indenizar, deve a ré ser condenada ao pagamento dos danos ocorridos.
- Deve ser mantido o valor fixado a título de danos materiais.
- Não há como se negar que o fato de ter o autor um imóvel de sua propriedade totalmente deteriorado lhe causou grandes transtornos e sensações negativas.
- Para o arbitramento do quantum indenizatório deve-se levar em considera
Acordão
DERAM PROVIMENTO AO PRIMEIRO RECURSO, ACOLHERAM A PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA DO SEGUNDO. REJEITARAM AS PRELIMINARES DO TERCEIRO E DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO E NEGARAM PROVIMENTO AO QUARTO RECURSO.
Exemplo3: Apelação nº 0022786-30.2010.8.26.0344
Apelante: Loterica Maria Izabel Ltda
Apelado: Claudia Oliveira Mulato
Comarca: Marília
Voto nº 1629
RESPONSABILIDADE CIVIL. ASSALTO A CASA LOTÉRICA. MORTE DO MARIDO DA AUTORA. RELAÇÃO DE CONSUMO. TERCEIRO ATINGIDO PELO DANO. CONSUMIDOR POR EQUIPARAÇÃO. TEORIA DO RISCO DA ATIVIDADE. FORTUITO INTERNO. INDENIZAÇÃO DEVIDA. DANOS MORAIS ARBITRADOS EM 50 SALÁRIOS MÍNIMOS. PENSÃO ESTIPULADA EM 1/3 DOS RENDIMENTOS DA VÍTIMA. JUROS DE MORA EM CONFORMIDADE COM A SÚMULA 54 DO STJ. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA MANTIDA. RECURSO IMPROVIDO, COM OBSERVAÇÃO QUANTO AO TERMO FINAL DA PENSÃO, QUE DEVERÁ PERDURAR ENQUANTO A AUTORA NÃO CONTRAIR NOVO MATRIMONIO OU NÃO VIVER EM UNIÃO ESTÁVEL.
6. Analise o conceito de fornecedor e suas principais características.
O conceito de fornecedor adotado pelo CDC é bem mais amplo que o de consumidor sendo que segundo o Art. 3° CDC Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação,