Apostila   Bases Cirurgicas
180 pág.

Apostila Bases Cirurgicas


DisciplinaCirúrgica I170 materiais1.829 seguidores
Pré-visualização48 páginas
Acidose Respiratória (Aumento da PCO2): 
 
\uf0d8 Qualquer fator que reduza a ventilação pulmonar, aumenta a concentração de 
CO2 (aumenta H+ e diminui pH) resultando em acidose respiratória. 
 
Hipoventilação Hipercapnia (PCO2 > 45mmHg) Acidose 
respiratória 
 
\uf0d8 Causas de Acidose Respiratória: 
\u2022 Lesão no Centro Respiratório (AVE, TCE, tumor); 
\u2022 Depressão no Centro Respiratório (intoxicações, anestésicos, sedativos, lesões, 
narcóticos); 
\u2022 Obstrução de Vias Aéreas (Asma, DPOC, secreção, corpo estranho); 
\u2022 Infecções agudas (Pneumonias); 
\u2022 Edema Pulmonar; 
\u2022 SDRA, Atelectasias, Pneumotórax, Fibrose Pulmonar; 
\u2022 Trauma torácico, deformidades torácicas severas; 
\u2022 P.O. de cirurgia abdominal alta, toracotomias; 
\u2022 Distensão abdominal severa; 
\u2022 Doenças Neuromusculares (Poliomelite, Polirradiculoneurites); 
\u2022 Tromboembolia Pulmonar; 
\u2022 Fadiga e falência da musculatura respiratória. 
 
\uf0d8 Segue abaixo, um exemplo de uma acidose respiratória: 
\u2022 _ pH = 7.30 
\u2022 _ PaO2 = 140 
 
178 
 
\u2022 _ PaCO2 = 50 
\u2022 _ HCO3 = 24 
\u2022 _ BE = -6 
\u2022 _ SatO2 = 99% 
 
Alcalose Respiratória (diminuição da PCO2): 
 
\uf0d8 Quando a ventilação alveolar está aumentada a PCO2 alveolar diminui, 
consequentemente, haverá diminuição da PCO2 arterial menor que 35mmHg, 
caracterizando uma alcalose respiratória (diminuição de H+, aumento do pH). 
 
Hiperventilação Hipocapnia (PCO2 < 35mmHg) Alcalose 
respiratória 
 
\uf0d8 Causas de Alcalose Respiratória: 
\u2022 Hiperventilação por ansiedade, dor, hipertermia, hipóxia, grandes altitudes; 
\u2022 Hiperventilação por VM; 
\u2022 Lesões do SNC, tumores, encefalites, hipertensão intracraniana; 
\u2022 Salicilatos e sulfonamidas; 
\u2022 Alcalose pós-acidose. 
 
\uf0d8 A principal característica clínica é a hiperventilação. Em casos graves, pode ser 
observada tetania com sinais de Chvostek e de Trousseau, parestesia circumoral, 
acroparestesia e câimbra nos pés e mãos (resultante de baixas concentrações de 
Cálcio ionizado no soro). Segue abaixo, um exemplo de uma alcalose 
respiratória: 
\u2022 pH = 7.58 
\u2022 PaO2 = 50 
\u2022 PaCO2 = 23 
\u2022 HCO3 = 22 
\u2022 BE = +5 
\u2022 SatO2 = 87% 
 
TRANSTORNOS DO EQUILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO DE ORIGEM METABÓLICA 
 
Acidose Metabólica (diminuição de HCO3-): 
\uf0d8 Causas de Acidose Metabólica: 
\u2022 Insuficiência Renal; 
\u2022 Cetoacidose diabética; 
\u2022 Ingestão excessiva de ácidos; 
\u2022 Perdas excessivas de bases (diarreias); 
\u2022 Elevação de ácido láctico na glicogenólise muscular (aumento do trabalho 
respiratório); 
 
179 
 
\u2022 Hipóxia (insuficiência respiratória, choque circulatório); 
\u2022 Hipertermia, doenças infecciosas, anorexia. 
 
\uf0d8 Na acidose metabólica leve, as manifestações clínicas são aquelas decorrentes da 
própria intoxicação. Nos casos de acidose mais grave (pH < 7.2, bicarbonato < 
13 mEq/L), independente da causa de base, podem ser produzidos efeitos diretos 
cardiovasculares, respiratórios, gastrointestinais e em SNC. A contratilidade do 
miocárdio é afetada e pode progredir para choque circulatório. A respiração se 
torna anormal, mais profunda e então, mais frequente. A depressão de SNC 
evolui para o coma. Dor abdominal e náusea podem estar presentes. 
Hipercalemia é uma complicação da acidose, que resulta em potencial risco de 
vida. Segue abaixo, um exemplo de uma acidose metabólica: 
\u2022 pH = 7.32 
\u2022 PaO2 = 89 
\u2022 PaCO2 = 38 
\u2022 HCO3 = 15 
\u2022 BE = -7 
\u2022 SatO2 = 97% 
 
Alcalose Metabólica (aumento de HCO3-): 
\uf0d8 Causas de Alcalose Metabólica: 
\u2022 Oferta excessiva de bicarbonato; 
\u2022 Perda de suco gástrico por vômitos ou aspirações de sondas gástricas; 
\u2022 Uso abusivo de diuréticos e corticosteroides; 
\u2022 Insuficiência respiratória crônica (retentores crônicos de CO2). 
 
\uf0d8 A manifestação clínica na alcalose metabólica pode vir acompanhada de história 
recente de perda excessiva do conteúdo gástrico, administração de altas doses de 
diurético de alça ou sobrecarga de álcali em pacientes com falência renal, 
irritabilidade, hiperexcitabilidade, confusão mental (às vezes semelhante a 
intoxicação alcoólica), bradipneia, cianose (às vezes extrema), fraqueza 
muscular, redução do peristaltismo gastrointestinal e poliúria, sugerindo 
depleção associada de K+ . Tetania pode ocorrer devido à diminuição de cálcio 
ionizado no soro. Segue abaixo, um exemplo de uma alcalose metabólica: 
\u2022 pH = 7.50 
\u2022 PaO2 = 93 
\u2022 PaCO2 = 43 
\u2022 HCO3 = 31 
\u2022 BE = +3 
\u2022 SatO2 = 96% 
 
Referências bibliográficas: 
 
180 
 
PARSONS, P. E.; HEFFNER, J. E.. Segredos em Pneumologia: respostas necessárias 
ao dia-a-dia em rounds, na clínica, em exames orais e escritos. Ed. Artmed \u2013 Porto 
Alegre 2000. 
 
http://www.msd-brazil.com/msd43/m_manual/mm_sec4_32.htm 
 
http://www.intox.org 
 
PRESTO, B. L. V.; PRESTO, L. D. N.. Fisioterapia Respiratória: Uma nova visão. Ed. 
Bruno Presto \u2013 Rio de Janeiro 2003. 
 
SILVEIRA, I. C.; O Pulmão na prática médica. 3º ed \u2013 Rio de Janeiro. Ed. de 
Publicações Médicas, 1992.