AULA 3.1
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DisciplinaTeoria do Processo Geral351 materiais759 seguidores
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COMPETÊNCIA
OBSERVAÇÕES
\u2022 art. 90-A da Lei 9.099/95 \u2013 Inaplicabilidade aos crimes militares
\u2022 Justiça do Trabalho não possui competência criminal.
\u2022 Súmula n° 53, do STJ: Compete à Justiça Comum Estadual
processar e julgar civil acusado de prática de crime contra
instituições militares estaduais
\u2022 LEI Nº 13.491/2017 \u2013 Publicado em 13 de outubro de 2017.
COMPETÊNCIA
SÚMULAS COMPETÊNCIA \u2013 JUSTIÇA COMUM OU MILITAR?
Súmula 47 - Compete a Justiça Militar processar e julgar crime
cometido por militar contra civil, com emprego de arma pertencente
a corporação, mesmo não estando em serviço. (ULTRAPASSADA)
Súmula 75 - Compete a Justiça Comum Estadual processar e julgar o
policial militar por crime de promover ou facilitar a fuga de preso de
estabelecimento penal
Súmula 172 - Compete a Justiça Comum processar e julgar militar
por crime de abuso de autoridade, ainda que praticado em serviço.
COMPETÊNCIA
SÚMULAS COMPETÊNCIA \u2013 JUSTIÇA COMUM OU MILITAR?
Súmula 90 - Compete a Justiça Estadual Militar processar e julgar o
policial militar pela prática do crime militar, e a comum pela prática
do crime comum simultâneo aquele.
Súmula 53 - Compete a Justiça Comum Estadual processar e julgar
civil acusado de prática de crime contra instituições militares
estaduais.
Súmula 78 - Compete a Justiça Militar processar e julgar policial de
corporação estadual, ainda que o delito tenha sido praticado em
outra unidade federativa.
COMPETÊNCIA
COMPETÊNCIA RATIONE LOCI (EM RAZÃO DO LUGAR).
Após identificar a justiça competente (comum ou
especial), há necessidade de saber o juízo
territorialmente competente.
Normal Geral: Art. 70 do CPP \u2013 Lugar da consumação
do delito dentro do território nacional.
Teoria do Resultado \u2013 Local onde se consumou o
crime.
Exemplo: Agente esfaqueia outro em São Luís e este
vem a morrer em Raposa. O foro competente é
Raposa.
COMPETÊNCIA
COMPETÊNCIA RATIONE LOCI (EM RAZÃO DO
LUGAR).
Teoria da Atividade \u2013 Lugar da ação ou omissão. É
adotada nas hipóteses de crime tentado e também
nos Jecrim\u2019s \u2013 art. 63 da Lei nº 9.099/95).
OBS: HABEAS CORPUS Nº 196.458 - SP
(2011/0023804-6) \u2013 Princípio do esboço do
resultado \u2013 Homicídio.
COMPETÊNCIA
TEORIA DA UBIQUIDADE \u2013 Lugar do crime pode ser tanto o
da conduta quanto o do resultado. A competência
brasileira será estabelecida desde que um ou outro aqui
ocorram.
Ex: Crime praticado no território nacional e o resultado no
estrangeiro.
DOMICÍLIO OU RESIDÊNCIA DO RÉU \u2013 Quando não for
conhecido o local da consumação do delito. (art. 72, caput,
do CPP).
COMPETÊNCIA
NAS AÇÕES PENAIS PRIVADAS - O querelante pode optar
em propor a ação no domicílio ou residência do réu (art. 73
co CPP) FORO DOMICILII, FORO SUPLETIVO OU
SUBSSIDIÁRIO.
E SE NÃO FOR CONHECIDO O LOCAL DA CONSUMAÇÃO E
NEM O DOMICÍLIO OU RESIDÊNCIA DO RÉU? JUIZ
PREVENTO (§2º DO ART. 72 DO CPP).
Obs.: Nos crimes continuados e permanentes ocorridos em
duas ou mais comarcas, a competência será definida pela
prevenção.
COMPETÊNCIA
CRIMES PRATICADOS A BORDO DE NAVIOS E
AERONAVES
VIAGENS NACIONAIS - Se inicia e termina a viagem
em território brasileiro, o juízo competente será a
do local onde primeira pousar ou atracar a
aeronave ou navio, após a ocorrência da infração.
VIAGENS INTERNACIONAIS \u2013 Se o navio ou
aeronave sair para o estrangeiro ou vier para o
Brasil, a competência será o da saída ou chegada.
COMPETÊNCIA
Ex: Navio particular de bandeira brasileira que
sai dos EUA para o Brasil. Se ocorrer alguma
infração, a competência será do juízo
brasileiro.
Território Nacional \u2013 Fronteiras, Rios Lagos,
Mares inferiores, mar territorial, espaço aéreo
e território por equiparação.
COMPETÊNCIA
CRIMES PRATICADOS NO EXTERIOR \u2013 Hipóteses de
extraterritorialidade \u2013 infração consumadas no estrangeiro (art. 7º
do CP) \u2013 Capital do Estado onde por último tiver residido o acusado,
ou caso nunca tenha residido no Brasil, capital da República (Art.88
do CP).
Súmulas: 521 do STF; 244 do STJ; 151 do STJ.
COLEGIADO DE PRIMEIRO GRAU DE JURISDIÇÃO \u2013 LEI Nº 12.694 \u2013
Crimes Praticados por Organizações Criminosas (+ de 4 pessoas que
se organizem de forma sofisticada para praticar crimes cujas penas
sejam igual ou maior de 4 anos) 3 juízes \u2013 Segurança do Magistrado \u2013
Lei do Juiz sem rosto.
COMPETÊNCIA
COMPETÊNCIA EM RAZÃO DO CRITÉRIO DA FUNÇÃO \u2013 A
competência será fixada em razão das funções exercidas pelo agente.
Foro por prerrogativa de função.
As regras estão diluídas nas Constituições estaduais e na Constituição
Federal.
COMPETÊNCIA
CF EXECUTIVO LEGISLATIVO JUDICIÁRIO OUTRAS 
AUTORIDADES
STF,
ART. 102 DA CF
PRES. E VICE
MINIST DE ESTADO
AGU
CGU
PRE. BC
MEMBROS DO 
CONGRESSO
MEMBRO DOS 
TRIBUNAIS 
SUPERIORES
PGR
COMANDANTES 
DAS FORÇAS 
ARMADAS 
MEMBROS DO TCU
CHEFES DE MISSÃO 
DIPLOMÁTICAS 
PERMAMENTE
STJ, ART. 105 GOVERNADORES MEMBROS DO TRF, 
TRE, TRTS, E TJ\u2019S
MEMBROS DOS 
TCE/DF E MUN.
MEMBROS DO MP 
QUE ATUAM NOS 
TRIBUNAIS
TJ PREFEITOS DEP. ESTADUAIS JUIZES DE DIREITO MP ESTADUAL
TRF PREFEITOS \u2013
Súmula 702 do 
STF/ 208 e 2009 do 
STJ.
DEP. ESTADUAIS JUIZES FEDERAIS MEMBROS DO 
MPU
COMPETÊNCIA
O foro competente por prerrogativa de função permanece apenas
enquanto o agente estiver exercendo suas funções.
Renúncia de Mandato com motivação de deslocamento de
competência não ilidir o foro competente.
As autoridades com prerrogativa de função na CF não irão a júri, ao
contrário das autoridades com prerrogativas exclusivas nas
Constituições Estaduais \u2013 Súmula 721 do STF e Súmula vinculante nº
45.
COMPETÊNCIA ABSOLUTA COMPETÊNCIA RELATIVA
1. NATUREZA DO INTERESSE PÚBLICO 
TUTELADO; INTERESSE PÚBLICO
1. NATUREZA DO INTERESSE PÚBLICO 
TUTELADO; INTERESSE 
PREPONDERANTEMENTE DAS PARTES
2. IMPRORROGÁVEL 2. PRORROGÁVEL
3. CONSEQUÊNCIAS
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA INCOMPETÊNCIA RELATIVA
a) Nulidade absoluta b) Nulidade relativa
A1 \u2013 Pode ser arguida a qualquer momento, 
inclusive após o trânsito em julgado em se 
tratando de condenação ou absolvição 
imprópria
B1 \u2013 Deve ser arguido no momento 
oportuno, sob pena de preclusão
A2 \u2013 O prejuízo é presumido B2 \u2013 O prejuízo deve ser comprovado
3. CONSEQUÊNCIAS
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA INCOMPETÊNCIA RELATIVA
A jurisprudência entende que não há necessidade de se declarar nulos
os atos decisórios e probatórios , desde que tais atos sejam ratificados
pelo juízo competente.
STJ - PROCESSUAL PENAL. INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. REMESSA AO
JUÍZO COMPETENTE. ATOS JUDICIAIS E PROVAS. POSSIBILIDADE DE
RATIFICAÇÃO. DENÚNCIA. INÉPCIA. NÃO OCORRÊNCIA. PRISÃO
PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO NÃO VERIFICADO. 1. Segundos
variados julgados desta Corte, mesmo em caso de incompetência
absoluta, é possível ao juízo que recebe os autos do processo
ratificar ou não os atos decisórios e provas colhidas. (...). (RHC
76.745/RJ, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA
TURMA, julgado em 28/03/2017, DJe 04/04/2017).
3. CONSEQUÊNCIAS
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA INCOMPETÊNCIA RELATIVA
CPP, art. 567 \u2013 A incompetência (RELATIVA) do juízo
anula somente os atos decisórios, devendo o
processo, quando for declarada a nulidade, ser
remetido ao juízo competente.
A doutrina entende que quando ocorre
incompetência absoluta devem ser anulados os atos
decisórios e probatórios. No entanto, quando
ocorre incompetência relativa (567) devem ser
anulados apenas os atos decisórios.
3. CONSEQUÊNCIAS
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA INCOMPETÊNCIA RELATIVA
Pode ser reconhecida de
ofício, pelo menos enquanto
o juiz exercer jurisdição em
relação ao processo
Pode ser reconhecida de
ofício pelo menos enquanto
não houver o início da
instrução probatória.
Súmula n. 33 do STJ: \u201ca incompetência relativa não pode ser
declarada de ofício\u201d.
Até quando se pode