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QUIMICA ANALITICA

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só uma forma farmacêutica, ou serem incorporadas noutras.
TINTURAS São formas farmacêuticas oficinais que resultam da ação do álcool, por maceração, sobre produtos secos de origem animal, vegetal ou mineral. São portanto soluções alcoólicas, a 10 ou 20%.
XAROPES São formas farmacêuticas em que a substância ativa, sob a forma de pó, líquido, etc., se encontra dissolvida numa solução aquosa açucarada concentrada (85% de sacarose).
São denominadas de formas farmacêuticas especiais aquelas que não podem facilmente inserir num determinado grupo ou que têm inserção em mais do que um grupo.
AEROSSÓIS São formas farmacêuticas que se caracterizam por constituírem um "nevoeiro não molhante" formado por microgotas (diâmetro compreendido entre 0.05 e 0.2 µ). Formam uma suspensão coloidal, em que fase contínua é o gás e a fase dispersa o líquido, daí o seu nome. Este efeito obtém-se pela brusca descompressão de um gás que, conjuntamente com o líquido, se encontra encerrado dentro de uma cápsula.
COLÍRIOS São formas farmacêuticas destinadas a serem aplicadas sobre a mucosa ocular. Os colírios podem ser colírios secos (constituídos por pós porfirizados), colírios moles (também chamados de "pomadas oftálmicas") e colírios líquidos (destinados à instilação sobre a conjuntiva e podendo apresentar-se sob a forma de soluções ou suspensões). Os colírios devem ser isotônicos em relação à secreção lacrimal (nas formas líquida e pastosa), estéreis e não irritativos.
Efervescência
Quando ocorre a liberação de gás de uma solução líquida, denominamos este efeito efervescência. Essa liberação é caracterizada por um espumejar ou estalido e pode ser observada, por exemplo, na adição de água oxigenada em um ferimento.Ela ocorre quando os reagentes não são substâncias gasosas. O gás que é gerado na reação, é pouco solúvel e menos denso do que a solução líquida. As bolhas da reação de liberação de O2 se formam apenas após a ocorrência da reação, podendo desta forma ser considerado um indício de que a transformação química ocorreu.
Bicarbonato de Sódio
O principal componente dos antiácidos é o bicarbonato de sódio, conhecido quimicamente como NaHCO3. Sua aparência é de um pó branco que constitui uma mistura cristalina solúvel em água, que o caracteriza como um alcalino solúvel, e recebe também o nome de hidrogeno carbonato de sódio.
Quando diluído o bicarbonato libera gás carbônico, como pode ser observado na equação abaixo:
NaHCO3 + HCl → NaCl + H2O + CO2
Em contato com a água, o NaHCO3 reage com os ácidos, e libera CO2, responsável pela efervescência.
Medicamentos efervescentes
Em medicamentos, essa reação é muito comum, sendo conhecida popularmente em antiácidos estomacais – sais de fruta – que são encontrados sob a forma de comprimidos ou pós efervescentes. Sua composição é uma mistura de ácidos orgânicos e bases carbonadas, sendo estes principalmente o ácido cítrico e o bicarbonato de sódio. A reação encontrada no uso destes medicamentos, quando colocados em água, é de liberação de gás carbônico, que é responsável pela formação de bolhas e pelo resultado esperado do medicamento.
A efervescência faz com que os comprimidos sejam mais vantajosos para a eficácia do tratamento, quando comparados com comprimidos habituais. A liberação do gás faz com que o líquido seja agitado, e que o comprimido seja dissolvido mais rapidamente, além disso, sua absorção é melhor uma vez que o princípio ativo do medicamento está mais solubilizado após a efervescência, fazendo com que o organismo assimile melhor.
Mas atualmente, não são apenas os antiácidos que são feitos desta maneira. Remédios como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno, paracetamol e alguns suplementos vitamínicos, também tem sido feitos na forma de comprimidos efervescentes.
Como realizar cálculos farmacotécnicos
Calcular a quantidade de matéria prima para preparar 100 g de uma solução com:
- Ureia 2,5 g
- Óleo de amêndoas 8,0 ml
- Creme base q.s.p. 50,0 g
* Ureia:
Em 50 g da solução tem 2,5 g de ureia.
Em 100 g terão quantos? (x)
50 - 2,5
100 - x
Precisará de 5 g de ureia.
Sabemos então que 5 % dessa formulação é composta por ureia.
* Óleo de amêndoas:
Em 50 g tem - 8 ml
Então 100g vai ter - x
50 - 8
100 - x
Precisará de 16 ml de óleo de amêndoas para o preparo dessa solução.
* Creme base:
16 + 5 = já se tem 21 g da solução, precisa-se então adicionar mais 79 g do creme base para formar as 100g da formulação como desejado.
Porcentagem
- Peso por volume (p/v):
É o número de gramas de um constituinte sólido em 100 ml de uma preparação líquida.
Exemplo: 10 % p/v = 10 g a cada 100 ml.
- Peso por peso (p/p):
É o número de gramas de um constituinte sólido em 100 g de uma preparação.
Exemplo: 10% p/p = 10 g (de um certo constituinte) a cada 100 g (de outro constituinte sólido da mistura).
- Volume por volume (v/v):
É o número de mililitros que existe de um constituinte líquido, misturado em 100 ml de outro (normalmente o solvente) em uma preparação.
Exemplo: 10% v/v = 10 ml em 100 ml.
2) Calcule a quantidade de matéria prima necessária para o preparo dessa formulação:
- Fármaco X: 0,15% p/p.
- Estearato de Mg: 0,25% p/p.
- Aerosil: 1,0% p/p.
- Talco farmacêutico: 30,0% p/p.
- Lauril sulfato de sódio: 2,0 % p/p.
- Amido q.s.p. 100,0% p/p.
(Pode-se perceber que 66,6 % dessa preparação seria amido).
* F.S.T. 60,0 g (Isso quer dizer = Faça Segundo a Técnica para obter 60 g dessa preparação).
Fármaco X:
0,15 % = 0,15 g por cada 100 g.
Então quantas gramas (x) teriam em 60 g da preparação.
0,15 g - 100 g
x - 60 g
Precisará separar 0,09 g do Fármaco X para preparar 60 g dessa formulação.
Estearato de Magnésio:
0,25 g - 100g
x - 60 g
Precisará de 0,15 g de Estearato de Magnésio.
Aerosil:
0,6 g de Aerosil serão usadas.
Talco farmacêutico:
18 g.
Lauril sulfato de sódio:
1,2 g.
Já de Amido precisará de 39,96 g para completar os 60 g desejados para a formulação.
3) Calcule a quantidade de matéria prima para o preparo da seguinte formulação:
- T 3 - diluição 1:100 - 0,02 mg
- Excipiente q.s.p. - 100,0 mg
Preparar 60 cápsulas.
Solução de T3:
1:100 quer dizer: Que a cada 100 partes dessa mistura, uma dessas partes é T 3 (hormônio tireoidiano) e 99 são de solvente (excipiente).
Então em 100 mg dessa mistura 1 mg é T3. Como se irá precisar somente de 0,02:
100 mg = 1 mg
X mg = 0,02 mg
Será utilizado então 2 mg da mistura de T3 para conseguir a quantidade da substância ativa que se precisa, que é 0,02 mg.
Essa quantidade de 2 mg é para preparar uma cápsula. Para preparar 60 precisará de 120 mg da solução de T3 diluída dessa forma (1 por 100).
* Excipiente:
Para preparar uma cápsula com 100 mg, utilizando 2 mg da solução do hormônio, a quantidade de excipiente necessária para completar a cápsula com 100 mg será de 98 mg, isso uma cápsula.
Para 60 cápsulas será necessário 5880 mg de excipiente. Pois:
Em 1 cápsula tem 98 mg de excipiente.
Em 60 cápsulas se terá quanto X?
1 = 98
60 = X
Sendo assim para preparar 60 cápsulas dessa formulação é necessário separar 0,12 g de T3 e 5,88 g de excipiente.
4) Calcule a quantidade de matéria prima necessária para preparar 20 cápsulas dessa formulação:
- Digoxina - diluição 1:10 - 0,1 mg.
- Excipiente q.s.p. 100,0 mg.
A digoxina está sendo utilizada na dosagem de 1 mg (de digoxina) a cada 10 mg da mistura.
Sendo assim se colocar 0,1 mg dessa solução de digoxina, não terá 0,1 mg de digoxina como se espera que seja em cada dose.
Se em 10 mg dessa solução tem 1 mg de digoxina.
0,1 mg dessa solução teria 0,01 mg de digoxina!
Para se ter 0,1 mg de digoxina faz-se uma regra de três:
Em 10 mg dessa solução tem 1 mg de digoxina.
Quantos mg dela terão 0,1 mg de digoxina?
10 mg = 1 mg
X mg = 0,1 mg
Descobri-se então que em 1 mg da solução em cada cápsula se terá a quantidade de princípio ativo requerido.
Sendo assim precisará de mais 99 mg para completar a cápsula com 100 mg. 
Então cada cápsula terá 99 mg de excipiente.