QUIMICA ANALITICA
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QUIMICA ANALITICA


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Para a pesagem de todas as substâncias para todas as cápsulas, faz uma regra de três, multiplicando essas quantidades que é para uma cápsula por 20 (quantidade de cápsulas que será dividido essa mistura de excipiente e solução de digoxina).
A resposta então será: tem que pesar 0,02 g de digoxina e 1,98 g de excipiente para se preparar essas 20 cápsulas.
Fator de Correção e de Equivalência
* Fator de Correção:
Permite corrigir substâncias originalmente comercializadas na forma diluída. Essas diluições são fornecidas pelo fabricante.
Exemplo: Vitamina E 50%.
Fc = 100%/50% = 2
Fc = a quantidade que se quer/ pela quantidade que se tem.
Então você descobre quantas vezes mais você precisa usar esse material para conseguir a quantidade desejada.
*Fator de Equivalência (Feq):
Permite intercambiar uma substância na sua forma salina, éster ou hidratada com sua molécula base ou anidra, em relação a qual forma farmacêutica de referência estaria dosificada (em relação à substância que se deseja usar).
Pode-se então ver quanto que uma forma salina de um composto por exemplo, quantas vezes tem que usá-lo para equivaler à quantidade da substância farmacêutica na sua forma "pura" sem se ligar a nenhum sal.
Exemplo:
- Hidrocortisona - 0,1 g
- Creme base q.s.p. 30 g
PM do acetato de hidrocortisona = 405,51.
PM do hidrocortisona base = 362,47.
Feq = 405,51/362,47 = 1,12.
Descobre-se assim a quantidade de vezes que tem que aumentar o valor de hidrocortisona quando se tiver utilizando seu sal (acetato de hidrocortisona).
0,1 X 1,12 = 0,112 g (Passará a ter que ser utilizado para ter a mesma quantidade de hidrocortisona -ter o mesmo efeito- do que se fosse utilizado sua forma pura).
5) Calcule o fator de equivalência e a quantidade de matéria prima para o preparo das formulações:
a) Betacaroteno 10 mg / cápsula.
Substância disponível: Betacaroteno 11%.
Por regra de três: 11 g em 100 g do composto.
11 g - 100 g
0,01 g - x
0,09 g serão utilizados por cápsula de betacaroteno 11%.
Para encontrar esse valor pelo Fator de Correção (Fc):
O Fator de correção é 100/11 = 9,09.
Então multiplica-se esse fator a quantidade que se espera utilizar de betacaroteno, para ver quanto a mais terá que ser usado já que esse betacaroteno está diluído.
9,09 x 10 = 90,9 mg
Ou 0,09 g.
b) Kawa Kawa 100 mg/ cápsula
Disponível: Extrato com 30% de kawalactonas
Referência: Extrato com 70%.
Fc = 70 %/ 30% = 2,33.
2,33 x 100 mg = 233 mg.
Tem-se então que usar 0,233 g do extrato de 30% para fazer uma cápsula de Kawa Kawa.
c) No certificado de análise emitida pelo fornecedor, a matéria prima "metrotexato" apresentou umidade de 8%.
Qual é o seu fator de correção?
Umidade de 8% que dizer que 8% da matéria era água, pois tinha absorvido.
Sendo assim essa matéria prima só é metrotexato em 92% dela.
Fc = 100 %/ 92% = 1,08.
d) Para a formulação:
- L-lisina 100 mg/ 5 ml
- Xarope q.s.p. 100,0 ml
Tendo somente cloridrato de L-lisina (que possui PM = 182,64).
Diga a quantidade que se deve pesar de matéria prima para fabricar 100 ml.
Considere L-lisina (PM = 146,19).
Feq = 182,64/146,19 = 1,25
1,25 x 100 = 125 mg
Então: 
Precisará ter 125 mg de Cloridrato de L-lisina por 5 ml da solução. 
Se o xarope total terá 100 ml, quanto de cloridrato de L-lisina colocará para ficar 125 mg dele em cada 5 ml da preparação?
100 ml = X
5 ml = 125 mg
COMPRIMIDOS REVESTIDOS E DRÁGEAS INTRODUÇÃO O revestimento é uma operação que consiste no recobrimento da forma farmacêutica (em geral comprimido), a partir da utilização de açúcar (drágeas) ou polímeros (comprimidos revestidos). As principais finalidades do revestimento são a proteção do fármaco contra ação da umidade, da luz e do oxigênio, além da finalidade estética e para encobrir eventuais odores e sabores desagradáveis. O revestimento também pode ser utilizado para controlar a liberação do fármaco, porém, neste caso específico, o polímero empregado é especialmente designado para atuar como agente capaz de regular a dissolução do fármaco. FATORES A SEREM CONSIDERADOS NO REVESTIMENTO Propriedades dos comprimidos (núcleos) Os comprimidos que se destinam ao revestimento devem possuir características físicas especiais, uma vez que o processo submete os comprimidos à rolagem e promove intenso atrito entre comprimidos e entre estes e as paredes do equipamento. Portanto, os comprimidos devem apresentar resistência mecânica adequada (dureza e friabilidade), além de tamanho e formato também adequados. Tipo de revestimento Revestimento com açúcar Baseia-se na aplicação de sucessivas camadas de açúcar, na forma de xarope, à superfície dos comprimidos. É considerado um processo tecnologicamente ultrapassado, em função dos seguintes aspectos: \u2013 Bastante demorado; \u2013 Dependente do operador (experiência); \u2013 Processo de difícil validação; \u2013 Resulta em comprimidos de peso e tamanho bastante alterados; \u2013 Dificulta a dissolução; \u2013 Variação intra lote e inter lotes; \u2013 Não permite o aproveitamento de gravações dos comprimidos; \u2013 A película formada é mais frágil, etc. Diante deste quadro, o que se verifica é que as drágeas estão, gradativamente, sendo substituídas pelos comprimidos revestidos. Formas farmacêuticas sólidas: comprimidos e comprimidos revestidos. Revestimento com polímeros (película) Baseia-se na aplicação de uma fina camada de polímero, especialmente formulado, sobre a superfície dos comprimidos, por aspersão, através de um sistema especialmente desenvolvido para a operação (pistola). Neste caso, o processo pode ser automatizado, transcorrendo sem grandes intervenções do operador. Assim, suas principais vantagens são a rapidez do processo, a possibilidade de validação, não produzir grandes alterações à superfície dos comprimidos e o peso e tamanho dos comprimidos ao final do processo, que são mantidos praticamente inalterados. O revestimento pode ser aquoso (utiliza polímeros dispersíveis em água), que é considerado mais moderno. Porém, existem polímeros que são dispersos apenas em solventes orgânicos, o que facilita a operação, em função da volatilidade do solvente, porém, este processo está em desuso.
1. INTRODUÇÃO Comprimidos são formas farmacêuticas sólidas que possuem formato bastante variável geralmente obtidas pela compressão, em equipamento específico, do(s) fármaco(s) e de adjuvantes (excipientes) adequados. Os comprimidos apresentam inúmeras vantagens, não só para a indústria (boa estabilidade físico-química; simplicidade e economia na preparação; boa apresentação; etc), como também para o paciente (precisão na dosagem, fácil administração; fácil manuseio; etc). Por estes e outros motivos, os comprimidos são considerados, hoje, a mais popular forma farmacêutica. 2. ADJUVANTES UTILIZADOS EM COMPRIMIDOS Adjuvantes são os ingredientes "inertes" dos comprimidos, pois não possuem atividade terapêutica. Porém, exercem influência marcante sobre a estabilidade, a biodisponibilidade, etc. Os principais adjuvantes utilizados em comprimidos são: TIPO FUNÇÃO EXEMPLOS Diluentes Aumentar o volume de pós, permitindo a obtenção de uma forma farmacêutica de tamanho adequado; permitir a compressão direta. Desagregante (desintegrante) Promover ou acelerar a ruptura da forma farmacêutica, após contato com a água Amido, celulose microcristalina, PVP modificado, amido pré- gelatinizado Lubrificante Facilitar a compressão, promover uma melhor ejeção do comprimido, diminuir a adesão do material às matrizes e punções e melhorar o escoamento de pós e granulados Ácido esteárico, talco, estearato de magnésio Promotores de reologia Melhorar o escoamento dos pós e granulados Derivados da sílica Molhantes Permitir um melhor contato da água com a forma farmacêutica, favorecendo a sua entrada para o interior e contato com o desintegrante Lauril sulfato de sódio, polissorbatos Formas farmacêuticas sólidas: comprimidos e comprimidos revestidos É um sólido cristalino, de cor branca ou ligeiramente amarelada, de aspecto untuoso e odor de gordura. Suas propriedades