eca anotado 2013 6ed
540 pág.

eca anotado 2013 6ed


DisciplinaDireito Penal I62.920 materiais1.027.626 seguidores
Pré-visualização50 páginas
(STJ. 2ª T. R.Esp. 
nº 577573/SP. Rel. João Otávio de Noronha. J. em 17/04/2007). A respeito da 
matéria, vale repetir que com o advento da Lei nº 11.114/2005, de 16/05/2005, 
a matrícula de crianças no ensino fundamental passou a ser obrigatória a partir 
dos 06 (seis) anos de idade, sendo que a pré-escola passa a ter como idade-
limite os 05 (cinco) anos. Por fim, vale lembrar que a oferta da educação infantil 
é de responsabilidade dos municípios, cabendo à União a função \u201credistributiva e 
supletiva, de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e 
padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira 
aos ... municípios\u201d (art. 211, §1º, da CF). Neste sentido, vide o Decreto 
nº 6.494/2008, de 30/06/2008, que dispõe sobre o Programa Nacional de 
Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de 
Educação Infantil - Pro-Infância, destinado a apoiar os sistemas públicos de 
educação infantil por meio da construção e reestruturação de creches e escolas 
de educação infantil das redes municipais e do Distrito Federal. 
246 Vide art. 208, inciso V, da CF e art. 4º, inciso V, da LDB. 
 
80 
P
a
rt
e
 G
e
ra
l 
247 Vide arts. 7º, inciso XXXIII e 208, inciso VI, da CF e art. 4º, inciso VI, da LDB. 
Da inteligência do dispositivo, que vincula o ensino noturno ao trabalho do 
adolescente, fica claro que deve ser o quanto possível evitada a matrícula de 
crianças ou adolescentes no ensino noturno, o que somente deverá ocorrer caso 
comprovada a necessidade, em razão do trabalho, na condição de aprendiz, a 
partir dos 14 (quatorze) anos, ou trabalho regular, a partir dos 16 (dezesseis) 
anos de idade. Além dos \u201cperigos\u201d da noite, que por si só já não tornam 
recomendável o estudo no período noturno, parte-se do princípio que este é 
atentatório à convivência familiar da criança/adolescente com seus pais ou 
responsável, na medida em que estes geralmente trabalham durante o dia e 
somente teriam contato com aqueles à noite. O estudo noturno, portanto, reduz 
sobremaneira, quando não impede por completo, o contato diário da 
criança/adolescente com seus pais ou responsável, expondo-os a perigos e a 
toda sorte de influência negativa externa, com evidentes prejuízos à sua 
formação. Importante também destacar que a proposta pedagógica oferecida 
aos adolescentes que trabalham, assim como aos jovens que apresentam 
defasagem idade-série, deve ser diferenciada e altamente especializada, de 
modo a atender suas necessidades pedagógicas específicas, respeitando as 
peculiaridades destas categorias de alunos. Os professores encarregados de 
ministrar as aulas também deverão ser adequadamente selecionados e 
capacitados (valendo neste sentido observar o disposto nos arts. 62 e 62-A, da 
LDB), devendo ser dado ênfase ao desenvolvimento de novas propostas relativas 
à metodologia, didática e avaliação tal qual previsto no art. 57, do ECA. Sobre a 
matéria: PROCESSUAL CIVIL. COLÉGIO PEDRO II. EXTINÇÃO DO CURSO 
NOTURNO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO 
FEDERAL. INTERESSES COLETIVOS EM SENTIDO ESTRITO E DIFUSOS. 1. O 
Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública objetivando a manutenção do 
curso de ensino médio no período noturno oferecido pelo Colégio Pedro II - 
Unidade São Cristóvão, que teria sido ilegalmente suprimido pelo Diretor da 
referida entidade educacional. 2. O direito à continuidade do curso noturno 
titularizado por um grupo de pessoas - alunos matriculados no estabelecimento 
de ensino - deriva de uma relação jurídica base com o Colégio Pedro II e não é 
passível de divisão, uma vez que a extinção desse turno acarretaria idêntico 
prejuízo a todos, mostrando-se completamente inviável sua quantificação 
individual. 3. Há que se considerar também os interesses daqueles que ainda 
não ingressaram no Colégio Pedro II e eventualmente podem ser atingidos pela 
extinção do curso noturno, ou seja, um grupo indeterminável de futuros alunos 
que titularizam direito difuso à manutenção desse turno de ensino. 4. Assim, a 
orientação adotada pela Corte de origem merece ser prestigiada, uma vez que 
os interesses envolvidos no litígio revestem-se da qualidade de coletivos e, por 
conseguinte, podem ser defendidos pelo Ministério Público em ação civil pública. 
5. No mais, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece expressamente a 
legitimidade do Ministério Público para ingressar com ações fundadas em 
interesses coletivos ou difusos para garantir a oferta de ensino noturno regular 
adequado às condições do educando. 6. Recurso especial não provido. (STJ. 2ª 
T. R.Esp. nº 933002/RJ. Rel. Min. Castro Meira. J. em 16/06/2009). 
248 Vide art. 208, inciso VII, da CF e arts. 4º, inciso VIII, 10, inciso VII e 11, inciso 
VI, da LDB; Lei nº 10.880/2004, de 09/06/2004, que institui o Programa 
Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar - PNATE e o Programa de Apoio aos 
Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e Adultos; Lei 
nº 11.947/2009, de 16/06/2009, que dispõe sobre o atendimento da 
alimentação escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola aos alunos da 
educação básica; Decreto nº 6.286/2007, de 05/12/2007 que institui o Programa 
Saúde na Escola - PSE, e Decreto nº 6.768/2009, de 10/02/2009, que Disciplina 
o Programa Caminho da Escola, através do qual a União, por intermédio do 
Ministério da Educação, apoia os sistemas públicos de educação básica dos Estados, 
 
81 
P
a
rt
e
 G
e
ra
l 
Distrito Federal e Municípios na aquisição de veículos para transporte dos 
estudantes da zona rural. Através de tais programas, que devem estar articulados 
entre si (cf. art. 86, do ECA) e integrando a \u201crede de proteção dos direitos 
infanto-juvenis\u201d que cada município está obrigado a implementar, se procura 
proporcionar reais condições para que o aluno frequente a escola com 
aproveitamento, afinal, de nada adianta a oferta meramente \u201cformal\u201d de vagas 
nas escolas, sendo necessário proporcionar às crianças e adolescentes os meios 
necessários ao efetivo exercício do direito à educação. No Paraná, vide Lei 
Estadual nº 15.537/2007, de 12/06/2007, que dispõe sobre o fornecimento, na 
Rede de Ensino Estadual, de merenda diferenciada para estudantes diabéticos, 
hipoglicêmicos e celíacos. Sobre a matéria: ADMINISTRATIVO. AÇÃO 
DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO FEDERAL. VERBAS ALUSIVAS AO 
PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR E AO PROGRAMA NACIONAL 
DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. A suspensão 
das verbas do PNAI e PNAE é inadmissível na medida em que se destinam à 
merenda escolar de crianças e adolescentes, muitas vezes constituindo-se na 
sua única refeição diária. (TRF 4ª Reg. 4ª T. Ag. nº 2007.04.00.041668-5. Rel. 
Des. Valdemar Capeletti. Publ. D.E. de 10/03/2008) e Reexame Necessário. Aç\ufffd\ufffdo 
Civil Pública. Litisconsorte passivo necessário do município. Preliminar afastada. 
Transporte escolar gratuito. Ensino fundamental. Obrigatoriedade da prestação 
do serviço. Exegese dos arts. 208, I e VII da Constituição Federal e 54, VII do 
Estatuto da Criança e do Adolescente. Remessa desprovida. É dever do Estado 
assegurar o transporte escolar gratuito às crianças e adolescentes necessitados, 
como forma de garantia do pleno acesso ao ensino fundamental obrigatório, de 
maneira a permitir que a criança ou o adolescente recebam formação básica 
necessária ao exercício da cidadania. (TJSC. 3ª C. Dir. Pub. Ap. Cív. 
nº 2007.007731-8. Rel. Des. Pedro Manoel Abreu. J. em 10/11/2008). Sobre 
transporte escolar, vide ainda o disposto nos arts. 136 a 139, da Lei 
nº 9.503/1997, de 23/09/1997 (institui o Código de Trânsito Brasileiro), e 
Resolução nº 82/1998, do CONTRAN c/c Resolução nº 10/2008, do FNDE (que 
tratam do transporte precário, com veículos adaptados, para as localidades 
onde, comprovadamente, os veículos de transporte