Núcleos Metálicos Fundidos
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Núcleos Metálicos Fundidos


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deve ter suporte ósseo 
* O comprimento do pino de retenção deve ser no mínimo igual ao comprimento da coroa clínica. 
* o núcleo metálico fundido deve ter um comprimento intra \u2013 radicular pelo menos equivalente a metade do suporte ósseo da raiz envolvida 
Inclinação
* No momento do preparo do conduto é necessário seguir a inclinação do canal radicular que foi alargado pelo tratamento endodôntico 
 
Diâmetro
* O diâmetro do pino deve possuir 1/3 do diâmetro total da raiz. Quanto maior o diâmetro do pino, maior será a resistência da estrutura metálica. No entanto não se pode aumentar o diâmetro do pino e enfraquecer a estrutura dentária que ficará muito fina.
* A espessura de dentina deve ser maior na face vestibular dos dentes anteriores superiores, devido a incidência de força maior nesse sentido. 
* é indispensável que o pino tenha pelo menos 1mm de diâmetro na sua extremidade apical. 
Superfície
* Como a cimentação do pino metálico é uma cimentação convencional por embricamento mecânico, o ideal é que a superfície desse núcleo metálico seja rugosa. 
* As irregularidades podem ser confeccionadas usando brocas ou jateando o núcleo com oxido de alumínio
REMOÇÃO DO MATERIAL OBTURADOR E PREPARO DO(s) CONDUTO(s)
A remoção do material obturador deve ser iniciada com pontas Rhein aquecidas até atingir o comprimento pré-estabelecido. Como nem sempre é possível com esse instrumento retirar a quantidade desejada do material obturador, ultiliza-se para esse fim as brocas de Peeso, Gates ou Largo, de diâmetro apropriado para o conduto, acopladas de uma guia de penetração. 
Durante a utilização da broca deve-se tomar muito cuidado em acompanhar a extensão do contudo, procurando sempre visualizar o material obturador, para não correr o risco de trepanar a raiz. 
O material obturador deve ser retirado sempre considerando que um mínimo de 4mm de material obturador deve ser deixado no ápice do conduto para garantir um selamento efetivo nessa região. 
PREPARO DO CANAL RADICULAR DE DENTES MULTIRADICULARES
*O conduto de escolha para a desobstrução é o que se apresenta mais volumoso e mais retilíneo . Nos molares e pré-molares superiores esse conduto geralmente é o palatino.
* O outro canal é menos desobstruído em profundidade (apenas até a metade do comprimento total raiz-coroa remanescente), pois ele tem apenas uma função anti-rotacional do pino.
* Não é necessário o alargamento e ovalamento dos condutos, buscando atingir 1mm de diâmetro, como é necessário fazer em dentes unirradiculares afim de manter as características de resistência.
CONFECÇÃO DO NÚCLEO 
Técnica direta o conduto é moldado e a parte coronária esculpida diretamente na boca, ou seja, padrão de fundição que originará o núcleo é confeccionado diretamente no canal radicular
Técnica indireta o padrão de fundição que originará o núcleo é confeccionado por um modelo de trabalho, essa técnica exige moldagem dos condutos e porção coronária remanescente com elastômero, obtendo-se um modelo sobre o qual os núvleos são esculpidos no laboratório. (é a de escolha quando se tem múltiplos núcleos a serem feitos e quando busca-se paralelismo entre dentes com raízes divergentes). 
TÉCNICA DIRETA 
a) Prepara-se um bastão de resina acrílica que se adapta ao diâmetro e comprimento do conduto preparado e que se estenda 1cm além da coroa remanescente. É indispensável que o bastão atinja a porção apical do conduto e que exista espaço entre as paredes axiais para facilitar a moldagem com com resina Duralay
b) Lubrifica-se o conduto e a porção coronária com vaselina liquida
c) Molda-se o conduto, levando-se a resina acrílica (em fase mais liquida \u2013arenosa) com sonda, pincel ou seringa Centrix no seu interior e envolvendo o bastão que é introduzido no conduto verificando se atingiu toda a sua extensão. O material em excesso é acomodado no bastão para confeccionar a porção coronária do núcleo. Durante a polimerização da resina acrilica o bastão deve ser removido e novamente introduzido várias vezes no conduto para evitar que o núcleo fique retido pela presença de retenções deixadas durante o preparo do conduto. 
d) Corta-se o bastão a nível oclusal ou incisal e procede-se o preparo da poção coronária utilizando brocas e discos de lixa seguindo os princípios do preparo para receber o material restaurador selecionado. 
e) O padrão de fundição é enviado ao laboratório em um saco com água. 
	
FUNDIÇÃO
A fundição é feita no laboratório ultilizando ligas áureas (mais caras), ligas de cobre-aluminio e níquel-cromo. 
PROVA E AJUSTE DO NÚCLEO 
* Limpeza do núcleo com álcool ou clorexidina 
* Remoção de irregularidades grosseiras do metal 
* Adaptação do núcleo no interior do conduto deve ser passivo. O procedimento é facilitado empregando-se evidenciadores (carbono liquido) de contato no núcleo
* Radiografia periapical para avaliar a adaptação do núcleo 
* Após a adaptação, a porção radicular deve ser jateada com oxido de alumínio.
TÉCNICA DE CIMENTAÇÃO 
* Previamenta a cimentação o conduto deve ser limpo com álcool absoluto ou líquidos próprios para esse fim, e seco completamente. 
* Deve-se levar com o picel uma pequena quantidade de cimento em volta do núcleo para reduzir a pressão hidrostática. 
* A cimentação é feita com cimentos de fosfato de zinco ou ionômero de vidro. 
* É feita uma radiografia periapical final para avaliar o que foi feito. 
EX: Sequencia para a confecção de um núcleo metálico fundido para um remanescente radicular de 17mm. 
1- Preparo do remanescente coronário com broca 3216 ou 2215 
2- Odontometria: 2/3 do comprimento total do remanescente dental (aprox. 11mm) e ½ do remanescente dental deve ter suporte ósseo. 
3 \u2013 Remoção do material obturador com brocas Gates com manutenção de 4mm de material obturador na região apical. Preparo do conduto, desobstruindo 1/3 do diâmetro total da raiz.
4 \u2013 Radiografia periapical 
5 - Moldagem ou modelagem do conduto 
6 \u2013 Fundição em laboratório 
7 \u2013 Provar, ajustar o núcleo e radiografar
8- Jateamento com oxido de alumínio 
9 \u2013 Limpeza e secagem do conduto 10 \u2013 Cimentação com fosfato de zinco ou CIV e radiografia final