Blocos estruturais
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Blocos estruturais


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redução de desperdício e economia no uso de fôrmas e concreto.
http://www.ecivilnet.com/artigos/alvenaria_estrutural.htm
Foto por Emerson M.S - Prédio de alvenaria 
Como comprar bloco estrutural de concreto
Construtora deve exigir do fornecedor ensaios de resistência dos blocos; qualidade da argamassa de assentamento também requer atenção
A construção de empreendimentos com blocos estruturais de concreto tem se tornado cada vez mais comum, principalmente nas obras de padrão econômico. Apesar de pressupor um projeto mais detalhado, a construção com blocos estruturais de concreto em geral é mais rápida, se comparada à alvenaria convencional.
A regularidade do material, que pode dispensar chapisco e emboço, também confere economia à construção, diz o consultor técnico da Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto (Bloco Brasil), Carlos Alberto Tauil. O revestimento, nesse caso, pode ser feito diretamente sobre o bloco, em monocamada.
É preciso, porém, seguir detalhadamente o projeto. "Sem uma estrutura bem definida previamente, a construção pode ser inviabilizada", alerta Mercia Maria Bottura de Barros, professora da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Isso porque não existe a possibilidade de corte das paredes para passagem de instalações. Os próprios blocos, por serem vazados, já pressupõem que isso seja feito com antecedência, explica Mercia.
Especificações 
De acordo com as normas técnicas brasileiras, os blocos estruturais de concreto podem ter espessuras de 14 cm ou 19 cm. Além disso, há os blocos complementares, cujos modelos mais comuns são meia-canaleta, canaleta inteira e os de 34 cm e 54 cm de comprimento, indicados para amarrações de canto. Existem ainda os complementares tipo T, J, bolacha e estruturais elétricos ou hidráulicos.
A resistência à compressão do material também pode variar. A classe A dos blocos, recomendada para obras acima ou abaixo do solo, deve ter resistência mínima de compressão de 6 MPa. As classes B e C, indicadas para obras acima do solo, devem ter resistência mínima de 4 MPa e 3 MPa, respectivamente. As dimensões, ainda de acordo com as normas, podem variar dentro de uma tolerância de 2 mm de largura e 3 mm de altura e comprimento, para mais ou para menos.
Cotações de preços e fornecedores
Há várias normas que regulamentam esse tipo de bloco e a escolha do fornecedor deve ser orientada pela conformidade do material. Alguns fabricantes possuem o selo de qualidade da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), dado a empresas que atendem integralmente às NBRs. "É preciso ter cuidado, porém, com os fabricantes que só possuem o selo para blocos de vedação, e não para estruturais", ressalta Tauil.
Outro fator importante é observar quais fornecedores fazem os ensaios de resistência nos blocos. A maioria deles, afirma Tauil, faz isso na própria fábrica ou em laboratórios externos, mas a construtora pode também fazer testes na obra, principalmente quando ainda não conhece o fornecedor. David Nonno, gerente geral de obras da Cury, alerta para a necessidade de testar, além dos blocos, os prismas. A qualidade da argamassa também deve ser bem avaliada, já que ela é que garante a resistência dos prismas.
Logística
Os blocos são enviados à obra paletizados e a quantidade e resistência do material devem ser identificadas em cada palete. Quando a descarga é feita com auxílio de gruas ou guindastes, os paletes podem ser enviados diretamente ao pavimento onde serão usados. Nunca devem ser empilhados mais que dois paletes. Quando a descarga é feita manualmente, os blocos devem ser retirados um a um e as pilhas formadas no canteiro não devem ser maiores que 1,8 m, para que os blocos fiquem ao alcance dos operários. Nesse caso, é preciso identificar corretamente cada pilha para não misturar blocos de resistências diferentes.
É recomendado que se mantenha estocado no canteiro pelo menos meia-laje de blocos. No armazenamento, nunca os deixe em contato com superfícies úmidas. Fazer uma camada de pedrisco ou brita é o suficiente para isolar o contato direto com a terra. Para proteger da chuva, deve-se cobrir a pilha com lona preta.
Cuidados de execução
Recomenda-se fazer a amarração dos blocos e as cintas de amarração no encontro da parede com o forro. Vergas e contravergas são necessárias para evitar fissuras na alvenaria. Além disso, é importante fazer juntas de controle com selantes, em paredes cujo comprimento seja maior que 7 m. As juntas de controle limitam as dimensões do painel de alvenaria, evitando concentração de tensões pela variação volumétrica dos blocos, seja por ação da umidade ou da temperatura.
As fissuras podem ser reparadas com materiais elastoméricos, para permitir que elas continuem trabalhando sem se alastrar pela alvenaria. Outra patologia comum costuma acontecer no último pavimento do edifício, onde a movimentação térmica da laje pode causar fissuras nas paredes. Esse problema pode ser evitado isolando termicamente a cobertura. Outra solução é separar a alvenaria da laje com elementos de dessolidarização, como borrachas de dilatação térmica, que permitem o trabalho da laje independente da parede.
http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/133/artigo298810-1.aspx
CINTAS DE AMARRAÇÃO As cintas de amarração são elementos estruturais apoiados sobre as paredes, com a função de distribuir e uniformizar as cargas atuantes sobre as paredes de alvenaria. São aplicadas em paredes onde há uma concentração de 2 ou mais aberturas, funcionando como uma verga contínua. Sua utilização nas edificações ainda previne recalques diferenciais que não tenham sido considerados e auxilia no contraventamento e amarração das paredes. Podem ser executadas em concreto armado ou com blocos canaleta e blocos \u201cJ\u201d preenchidos com graute e armadura. Nas paredes externas são empregados os blocos \u201cJ\u201d para evitar o uso de formas de madeira, já nas paredes internas a cinta de amarração é executada com os blocos canaleta tipo \u201cU\u201d quando o pé-direito é múltiplo de 20 cm e com blocos compensadores quando a distância entre pisos é múltipla de 20 cm. O principal problema que temos na execução das cintas são os cantos e encontros de paredes, onde não há um encaixe entre os blocos, sendo necessário a utilização de formas de madeira ou ser executado um corte na aba da canaleta,Foto por: Emerson M.S
 
Você sabia que a estrutura de obras pode ser feita com canaletas cerâmicas?
Antes de escolher o produto mais adequado para seu projeto, é preciso comparar a relação de custos e benefícios de cada uma das opções disponíveis no mercado.
Confira abaixo todas as informações necessárias para você avaliar as canaletas de cerâmica.
 
Características
 
Função: criar uma fôrma fixa para o concreto e as armações de ferro que compõem as vigas da obra, auxiliando assim na resistência e solidez da estrutura.
Tipos: existem diversos tamanhos de canaletas cerâmicas para diferentes tipos de projetos (confira nossa página de produtos). Dependendo do uso, as canaletas de cerâmica podem ser encontradas em formato de \u2018U\u2019 ou em formato de \u2018J\u2019.
Usos: em baldrames, vergas, contravergas, pingadeiras, amarrações e vigas de respaldo.
Rendimento: confira a tabela abaixo, você pode calcular a quantidade necessária de produtos em função das dimensões da canaleta cerâmica.
	Largura
	Altura
	Comprimento
	Peças por metro linear
	11,5 cm
	14 cm
	24 cm
	4,17
	11,5 cm
	19 cm
	29 cm
	3,45
	14 cm
	19 cm
	29 cm
	3,45
 
 
Vantagens
 
Dispensa o uso de madeiras, que são muito mais caras que as canaletas cerâmicas.
Diminui o desperdício de materiais, pois a canaleta vira uma fôrma que impede o escorrimento do concreto.
Construção mais rápida, porque, depois de assentada, a canaleta de cerâmica faz parte da própria estrutura da obra e não exige outros trabalhos.
 
 
Por essas razões, o uso de canaletas cerâmicas pode gerar até 60% de economia na estrutura da sua obra. Analise as necessidades de seu projeto, compare