Direito Penal   2ª Fase   2ª Prova
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Direito Penal 2ª Fase 2ª Prova


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É imprescindível, para uma condenação criminal, um juízo de certeza. 
Meras suposições não bastam para levar a uma sentença penal condenatória. 
Entretanto, se V. Exa. entender de forma diversa, a condenação não pode ser 
nos termos que pretende o Parquet, devendo ser considerados os argumentos 
acima expendidos.
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 DOS PEDIDOS
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Por tudo quanto foi exposto e inequivocamente provado, a defesa requer:
a) preliminarmente a .... nulidade absoluta ..........
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b) Caso V. Exa. entender de forma diversa, afastando a nulidade apontada, 
quanto ao mérito, postula-se a absolvição do acusado, com fulcro no 
inciso __, do art. 386 do Código de Processo Penal.
c) Apenas pela eventualidade, em caso do não acatamento da tese meritó-
ria, subsidiariamente requer a substituição da pena privativa de liberdade 
por restritiva de direitos, nos termos do art. 44 do CP (ou suspensão con-
dicional da pena \u2013 art. 77 do CP; ou causa de diminuição de pena, etc.).
OBS.: Sendo caso de rito especial do Júri, além de preliminares, a defesa 
poderá requerer a impronúncia (art. 414 do CPP); absolvição sumária (art. 415 
do CPP) ou desclassificação (art. 415 do CPP). Em verdade, é plenamente 
possível requerer como tese principal a absolvição sumária (art. 415 do CPP) e, 
subsidiariamente, a desclassificação (art. 419 do CPP).
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 Nestes termos,
 Pede deferimento.
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 Local e data
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 Advogado ___________
 OAB/ ____ nº __________
6. Casos Referentes à Matéria
Caim, enfermeiro, do Hospital sem Base, responde processo por praticar 
ato que se adequa ao que dispõe o art. 121, § 2º, inciso III, 1ª parte, c.c. o art. 
14, inciso II do CP, pois segundo narra a denúncia, tal enfermeiro tentou matar 
Abel, mediante aplicação de injeção intravenosa. Feito o laudo, para apurar o 
caráter da substância ora utilizada, este conclui que tal substância ministrada 
não tinha potencialidade lesiva, não podendo através de seu uso causar a morte 
de ninguém. O representante do Ministério Público apresentou suas Alegações 
Finais, requerendo a pronúncia de Caim, conforme versava a denúncia.
Questão: Advogue para Caim.
7. Recursos de Competêcia Recursal da 
Justiça Comum Estadual
No que diz respeito à Justiça Comum Estadual, temos o Tribunal de Justi-
ça (Seção Criminal), que tem competência para julgar recursos relacionados 
a todos os crimes, salvo os crimes de menor potencial ofensivo (crimes com 
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pena máxima em abstrato de até 2 anos e as contravenções penais) que serão 
julgados pelo Colégio Recursal do Juizado Especial Criminal da comarca onde 
foi julgado o caso.
Também vale lembrar que, em tal órgão, seus componentes recebem a 
denominação de Desembargadores.
Por sua vez, na Justiça Comum Estadual, em 1ª instância temos Juízes de 
Direito da Vara Criminal ou Vara do Júri da Comarca de Fortaleza, Estado do 
Ceará, por exemplo. 
Quanto à 2ª instância, temos, para todos os Estados, Tribunal de Justiça, 
Seção ou Secção Criminal, do Estado de Minas Gerais, por exemplo.
Os integrantes dos TJ são denominados Desembargadores.
Os TJ possuem Câmaras Criminais (em alguns casos excepcionais, Turmas 
Criminais).
Os crimes de competência da Justiça Comum Estadual são todos aqueles 
que não são da competência da Justiça Especializada Militar e Eleitoral ou da 
Justiça Comum Federal.
8. Competência Recursal da Justiça Comum 
Federal
Na Justiça Federal, em 1ª instância, temos Juízes Federais da Vara Criminal 
ou Vara do Júri da Seção Judiciária de São Paulo, por exemplo.
Quanto à 2ª instância, temos o Tribunal Regional Federal, dividido em 
regiões, como: SP e MS formam a 3ª Região.
Os integrantes dos TRF são denominados Desembargadores.
Os TRF possuem Turmas Recursais.
Os crimes de competência da Justiça Comum Federal estão tratados, em 
regra, no art. 109 da CF.
Dentre os crimes de competência da Justiça Comum Federal, temos: cri-
mes políticos (Lei de Segurança Nacional); crimes que atinjam quaisquer inte-
resses da União ou de suas entidades autárquicas, ou empresas públicas, salvo 
as contravenções e os crimes de competência da Justiça Militar e da Justiça 
Eleitoral (art. 109, IV da CF); crimes praticados contra a Justiça do Trabalho 
e a Justiça Eleitoral, excetuados os crimes eleitorais; tráfico internacional de 
entorpecentes; crimes cometidos a bordo de navios e aeronaves, ressalvados 
os casos da competência Justiça Militar \u2013 art. 109, IX da CF; crimes contra o 
sistema financeiro e contra a ordem econômica e financeira; art. 109, X da CF; 
crimes praticados contra servidores públicos no exercício da função, etc.
Importante frisar que em matéria de competência devem ser também estu-
dadas as súmulas do STJ e STF.
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APELAÇÃO
Observações preliminares sobre a peça: \u201cTal peça é cabível quando, no 
processo, houve sentença definitiva ou com força de definitiva, porém, ainda 
não há trânsito em julgado.\u201d Então, há processo, sentença que ainda não 
transitou em julgado. 
Modelo Prático:
*Petição de interposição:
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Criminal da 
Comarca de _________, Estado de São Paulo,
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da ___ Vara Criminal da Seção 
Judiciária de ________, Estado de São Paulo,
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Processo nº __/__
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________________, qualificado nos autos do processo em epígrafe, via de 
seu advogado e procurador que esta subscreve, vem, mui respeitosamente à 
Douta Presença de Vossa Excelência, dentro do quinquídio legal, interpor re-
curso de APELAÇÃO, com fulcro no art. 593 do Código de Processo Penal, 
data vênia, por não se conformar com a r. sentença condenatória.
 Em anexo, seguem as razões recursais.
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 Nestes termos,
 Pede deferimento.
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 Local e data
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 Advogado__________
 OAB/ ____ nº___
*Roteiro de Razões de Apelação:
Egrégio Tribunal de Justiça, Seção Criminal, do Estado de São Paulo,
ou
Egrégio Tribunal Regional Federal da ___ Região.
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Comarca de ____________________
Cartório do ____ Ofício Criminal
Processo nº __/__
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Apelante: ______________________
Apelado: ______________________
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DOUTO PROCURADOR, 
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COLENDA CÂMARA (justiça estadual)
COLENDA TURMA (justiça federal)
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EMÉRITOS JULGADORES:
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A r. sentença condenatória de fls. não deu ao caso o conforto da justiça e 
merece ser reformada, senão vejamos:
ou
Em que pese o zelo do magistrado \u201ca quo\u201d, este não deu ao caso a solução 
adequada, assim vejamos:
ou
A r. sentença de fls. é injusta e necessita de reparo. Verifiquemos:
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 DOS FATOS
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 DO DIREITO
Aqui o candidato deve organizar seu raciocínio da mesma maneira que 
em uma alegação final: higidez do processo (preliminares) mérito (absolvição, 
normalmente) e subsidiárias (outras teses que melhorem de alguma forma a 
situação do condenado, como desclassificação, afastamento de qualificadora, 
alteração de regime de cumprimento, etc.).
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*Não se esquecer de reservar, conquanto não haja consulta, espaço especí-
fico para colocação de doutrina (desde que o candidato tenha conhecimento 
de alguma) e jurisprudência, que deve ser assim enunciada, por exemplo:
\u201cA jurisprudência já se pronunciou no sentido de que o regime integral-
mente fechado não compõe com o princípio da individualização da pena 
(HC nº ... do C. STF ou STJ).\u201d
Ou