Curso vigilancia epidemiologica
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sindrômica. Ex: síndrome febril ictero-
hemorrágica aguda.
São itens que compõe a FIN:
- dados gerais
- dados do caso (paciente)
- dados de residência
b) Ficha Individual de Investigação (FII)
Trata-se de um instrumento para o registro dos dados da investigação distinto para cada tipo 
de agravo.
Os dados registrados na \ufb01cha permitem a análise de cada caso suspeito, subsidiando o raciocínio 
epidemiológico do pro\ufb01ssional envolvido na investigação epidemiológica.
 
A \ufb01cha deve ser utilizada pelos serviços municipais de vigilância epidemiológica ou unidades 
referendadas para realização da investigação epidemiológica.
Os dados gerados nas áreas de abrangência dos respectivos Estados e Municípios e registrados 
no Sinan devem ser consolidados e analisados considerando aspectos relativos à organização, sensibi-
lidade e cobertura do próprio sistema de noti\ufb01cação e das atividades de vigilância epidemiológica. Na 
estrutura básica das \ufb01chas, estão contidos, além daqueles que aparecem na FIN, os seguintes itens:
- antecedentes epidemiológicos
- dados clínicos
- atendimento
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Módulo II CBVE
- dados de laboratório
- tratamento
- evolução
- conclusão
Quando se tratar de evento inusitado, um protocolo de investigação (\ufb01cha de investigação es-
pecial) deverá ser elaborado considerando-se as características clínicas e epidemiológicas da doença 
ou agravo suspeito, logo após o conhecimento dos primeiros casos.
c) Planilha e boletim de acompanhamento de surtos
Intrumentos utilizados para o registro de investigação de surtos. Devem ser preenchidos quando 
da ocorrência de um surto, seja de DNC ou outros agravos.
d) Boletins de acompanhamento de hanseníase e tuberculose
Instrumentos de registro do acompanhamento do tratamento e da evolução dos casos.
A impressão, a distribuição e a numeração desses formulários são de responsabilidade do Estado 
ou Município. O sistema conta, ainda, com tabelas para cadastramento de unidades noti\ufb01cantes, 
logradouros e população, entre outros.
QUESTÃO 8: Esquematize o \ufb02uxo da informação, do nível mais periférico ao nível nacional, localizando o serviço em que 
você atua.
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Fluxo de Informações
O Sistema de Informação deve ser operado a partir das unidades de saúde, considerando o 
objetivo de coletar e processar dados sobre agravos de noti\ufb01cação em todo o território nacional, 
desde o nível local. Ainda que o Município não disponha de microcomputadores em suas unidades, 
os instrumentos desse sistema são preenchidos neste nível e o processamento eletrônico é feito no 
nível central das Secretarias Municipais de Saúde, regional ou nas Secretarias de Estado.
Periodicidade de envio de dados
a) do nível municipal para o nível estadual
O arquivo de transferência deverá ser encaminhado, semanalmente, das Secretarias Munici-
pais de Saúde para as Regionais de Saúde e destas para as Secretarias de Estado de Saúde (SES); ou 
conforme a periodicidade estabelecida pela SES, obedecendo o calendário das Semanas Epidemio-
lógicas.
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Sistema Nacional de Vigilância EpidemiológicaCBVE
 b) do nível estadual para o nível federal
O arquivo de transferência deverá ser encaminhado, quinzenalmente, das SES para o SVS, de 
acordo com as seguintes datas:
- primeira quinzena: do 1º ao 3 º dia útil de cada mês.
- segunda quinzena: do 15º ao 17º dia útil de cada mês.
Fluxo de informações do Sinan
QUESTÃO 9: Como é feito o controle da pontualidade do envio de dados em seu Município ou Regional?
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QUESTÃO 10: Além do Sinan, existem outros subsistemas de informação em seu local de trabalho?
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2.1.5.2. Outros sistemas de informação
Sistema de Avaliação do Programa de Imunização (SI-API)
As informações sobre coberturas vacinais do Programa Nacional de Imunizações (PNI) resultam 
dos dados enviados pelas unidades de saúde, seguindo o \ufb02uxo Município Estado SVS, por meio do 
Sistema de Avaliação do PNI, SI-API. O Sistema possibilita a avaliação do Programa, em todas as 
instâncias, por imunobiológico e por faixa etária, emitindo relatórios de doses aplicadas, cobertura 
vacinal, taxa de abandono e homogeneidade de cobertura por Município. Dispõe, também, de fer-
ramentas para validação dos dados coletados, mediante a veri\ufb01cação sistemática da integração das 
bases de dados.
Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM)
O SIM foi implantado em 1975 e utiliza como instrumento de coleta de dados a Declaração de 
Óbito (DO). Foi informatizado na década de 90 do século passado, sendo utilizado pela totalidade 
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Módulo II CBVE
das unidades federadas. As causas básicas são codi\ufb01cadas e os dados criticados e processados por 
Município de residência do falecido, embora a legislação determine que o registro do óbito seja feito 
no local da ocorrência do evento. O registro pelo local de residência é o de maior interesse para os 
pro\ufb01ssionais do setor saúde, com exceção das mortes por causas externas (acidentes, violências). Entre 
os indicadores utilizados com maior freqüência, elaborados a partir dos dados do SIM, destacam-se: 
mortalidade proporcional; mortalidade por causas especí\ufb01cas, mortalidade por local; mortalidade por 
faixa etária; mortalidade infantil; e mortalidade materna. Muitos outros indicadores, mais especí\ufb01cos, 
podem ser construídos segundo o que se queira avaliar, utilizando-se esse mesmo banco de dados.
Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc)
Implantado o\ufb01cialmente em 1990, o Sistema de Informações sobre Nacidos Vivos no País 
propicia dados sobre gravidez, parto e condições da criança ao nascer. O seu documento básico é a 
Declaração de Nascidos Vivos (DN)4, padronizada nacionalmente. Seus dados podem ser utilizados 
em análise, a partir da construção de