Curso vigilancia epidemiologica
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Curso vigilancia epidemiologica


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Figura 2 - Quadro sinóptico
Indicadores de saúde
1. Medidas de mortalidade
- Taxa geral de mortalidade
- Taxa de mortalidade infantil
- Taxa de Letalidade
- Outros
1. Medidas de morbidade
- Taxa de prevalência
- Taxa de incidência
- Taxa de ataque
Risco de adoecer
Risco de morrer
Gravidade
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Módulo III CBVE
Um indicador de saúde muito utilizado em Saúde Pública é a cobertura vacinal.
3. Cobertura vacinal (CV)
A cobertura vacinal é o percentual da população que foi atingida pela vacinação em um determi-
nado espaço de tempo (anual, semestral, mensal ou durante uma campanha), em uma determinada 
área geográ\ufb01ca. No numerador, registra-se o número de vacinados que corresponde ao número de 
pessoas com o esquema básico completo da vacina em questão.
O impacto epidemiológico causado pela vacina dependerá, principalmente, das taxas de co-
bertura vacinal e de sua homogeneidade. Com dados de cobertura, pode-se concluir, entre outros 
aspectos, sobre:
- o acesso da população ao serviço [cobertura de BCG, primeiras doses da tetravalente (difteria, 
tétano, coqueluche mais hemó\ufb01los), poliomielite, hepatite B];
- o grau de aceitação da comunidade ao programa de vacinação (cobertura de 3ª dose da 
tetravalente, das vacinas de poliomielite e de hepatite B, cobertura da vacina de sarampo, 
cobertura de reforço); e
- a e\ufb01ciência do serviço (taxa de abandono da vacina contra poliomielite, da tetravalente, 
da vacina da hepatite B).
QUESTÃO 11: No relatório de atividades do Departamento de Saúde do Município de Pedras Negras, no ano de 2.004, 
registraram-se 6.180 doses de 1ª dose da vacina Sabin, aplicadas em menores de um ano; e 5.456 doses de 3ª dose, também 
aplicadas em menores de um ano. Qual a cobertura vacinal para o Município, sabendo-se que a população menor de um 
ano corresponde a 6.200 crianças?
A cobertura vacinal (CV) é obtida através do seguinte cálculo:
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Nesse caso, utilizamos a 3ª dose da vacina Sabin, pois a criança menor de um ano é considerada 
imunizada contra a poliomielite somente após a aplicação das três doses básicas da vacina. O mesmo 
se aplica para as vacinas contra difteria, tétano e coqueluche, contra hepatite B e contra hemó\ufb01los.
Encontramos uma cobertura vacinal de 88%, signi\ufb01cando que 88% das crianças menores de 
um ano do Município de Pedras Negras estão imunizadas contra a poliomielite. Como a meta é de 
vacinar 100% das crianças menores de um ano, veri\ufb01camos que esta cobertura está baixa. É mister 
que se tomem medidas para estimular o alcance da meta, como, por exemplo, busca ativa de faltosos, 
não-agendamento de dias para vacinar, orientação efetiva às mães sobre a importância de completar 
o esquema vacinal, etc.
N° de 3a dose de vacinas Sabin em menores de um ano
CV = X 100
N° total da população menor de um ano (hab.)
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Medidas em Saúde Coletiva e Método EpidemiológicoCBVE
QUESTÃO 12: Como organizamos e analisamos as informações obtidas por meio das medidas em saúde coletiva? Qual o 
caminho ou o método a seguir?
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II. Método Epidemiológico
De\ufb01nição de Epidemiologia
Na Saúde Pública, a epidemiologia é a área de conhecimento que proporciona as bases de susten-
tação e avaliação das medidas de controle, favorece o diagnóstico das doenças e facilita a construção 
e a veri\ufb01cação de hipóteses de causalidade. Por meio do método epidemiológico, é possível estudar a 
freqüência, a distribuição e os determinantes dos eventos relacionados à saúde. Objetiva conhecer e 
mapear o per\ufb01l de saúde-doença nas coletividades humanas. A vigilância epidemiológica é uma das 
aplicações da epidemiologia.
 
1. Método
É um artefato, um modelo a partir do qual observamos, medimos, valoramos e tomamos co-
nhecimento dos fatos e dos acontecimentos da vida. O método constitui-se de elementos palpáveis, 
visíveis ou imaginados, elaborados intelectualmente, como, por exemplo: a matemática e o método 
epidemiológico.
A Epidemiologia, assim como acontece com outras áreas do conhecimento, tem o seu método 
próprio para reconhecer, medir e avaliar o seu objeto de trabalho. Este, formatado a partir das bases 
do método cienti\ufb01co, conduz toda a realização da investigação epidemiológica: a coleta, o manejo e 
o tratamento dos dados epidemiológicos devem ser realizados a partir do método epidemiológico.
QUESTÃO 13: Identi\ufb01que as etapas do processo de investigação no exemplo abaixo, extraído do livro \u201cCaçadores de vírus: 
o combate aos vírus desconhecidos que ameaçam a humanidade\u201d, Ed. Regis, 1997.
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Módulo III CBVE
Investigação da transmissão da Escherichia coli no Maine, Estados Unidos da América (EUA), 
pela epidemiologista Joanna Buf\ufb01ngton, dos Centers for Diseases Control and Prevention 
(CDC/EUA)
Uma criança de dois anos morreu em um hospital em conseqüência de síndrome hemolítico- 
urêmica (SHU), doença renal rara, cujo sintoma principal é a diarréia sanguinolenta. A enfermidade 
é atribuída à bactéria E. coli do tipo antigênico 0157:H7, particularmente perigosa em crianças pe-
quenas, nas quais o sistema imunológico ainda não está completamente desenvolvido. Um irmão 
dessa criança estava internado com os mesmos sintomas. Onde teriam contraído essa bactéria?
Buf\ufb01ngton e outro pesquisador do Serviço de Informação Epidemiológica do CDC (SIE /CDC), 
Paul Cieslak, foram a Maine conversar com a família. A investigação da doença levou até a babá das 
crianças, que apresentara os mesmos sintomas e depois melhorara.
Suspeitou-se que a babá havia sido infectada em uma fazenda em New Hampshire, onde passara 
uma temporada. Algumas vacas da fazenda haviam sido abatidas para fazer hambúrguer. Sabe-se que a 
carne mal passada é um dos principais veículos de transmissão das infecções por E. coli. Uma hipótese 
seria que a babá contraíra a bactéria ao consumir hambúrgueres; porém, ela era vegetariana.
Sendo assim, Buf\ufb01ngton e Cieslak desenvolveram uma segunda