Curso vigilancia epidemiologica
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Curso vigilancia epidemiologica


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7.723.199 8.833 114,4 99 1,3 1,1
1984 7.776.314 9.948 127,9 148 1,9 1,5
1985 7.840.293 5.115 65,2 138 1,8 2,7
1986 7.914.855 11.063 139,8 47 0,6 0,4
1987 7.999.989 9.758 122,0 62 0,8 0,6
1988 8.095.887 528 6,5 4 0,0 0,8
1989 8.202.543 488 5,9 3 0,0 0,6
1990 8.320.094 1.846 22,2 3 0,0 0,2
1991 8.448.713 791 9,4 4 0,0 0,5
1992 8.538.342 261 3,1 1 0,0 0,4
1993 8.635.977 11 0,1 - - -
1994 8.740.220 3 0,0 - - -
1995 7.785.847 - - - - -
1996 9.003.804 - - - - -
1997 9.142.215 515 5,6 1 0,0 0,2
1998 9.258.813 873 9,4 1 0,0 0,1
1999 9.375.592 1 0,0 - - -
2000 9.492.790 2 0,0 - - -
2001 9.610.597 - - - - -
2002 9.797.965 - - - - -
2003 9.906.812 - - - - -
2004 10.015.425 - - - - -
Fonte: SESA-PR/ISEP/DVSP/CIDS/departamento de Doenças Imunopreveníveis
26 \u25cf \u25cf \u25cf CBVE - Curso Básico de Vigilância Epidemiológica \u25cf \u25cf \u25cf
Medidas em Saúde Coletiva e Método EpidemiológicoCBVE
Figura 5 - Taxas de incidência e de mortalidade de sarampo no Estado do Paraná. Brasil, 1965 a 2004 1
QUESTÃO 17: Observando a tabela e o grá\ufb01co anteriores, comente a variação cíclica do sarampo no Paraná, até 2000.
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Fonte: SESA-PR/ISEP/DVSP/CIDS/Departamento de Doenças Imunopreveníveis
1 Dados preliminares
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Taxa de incidência taxa de mortalidade
\u25cf \u25cf \u25cf CBVE - Curso Básico de Vigilância Epidemiológica \u25cf \u25cf \u25cf 27 
Módulo III CBVE
1.2.3. Variação sazonal
Ocorre quando a incidência das doenças aumenta sempre, periodicamente, em algumas épocas 
ou estações do ano, meses do ano, dias da semana, ou em horas do dia. Por exemplo, dengue (nas 
épocas quentes do ano), acidentes de trânsito (horas de muita movimentação urbana \u2013 deslocamento 
para o trabalho ou escola). Em relação às doenças com variação estacional, deve-se conhecer o nível 
endêmico: se há aumento normal em certa época do ano, ele não pode ser confundido com uma 
epidemia.
As variações sazonais são muito comuns em doenças infecciosas e transmissíveis, como gripe, 
malária, meningite, dengue, broncopneumonias, gastroenterites e outras. Certos envenenamentos, 
como os causados pela aranha marrom (ocorrência típica em Curitiba, nos meses quentes do ano), 
também apresentam essa variação.
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Fonte: SESA-PR/ISEP/DVSP/CSA/Divisão de Zoonoses e Toxicologia
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Mês e ano
Figura 6 - Número de casos de acidentes ofídicos segundo o mês de ocorrência no Estado do Paraná. 
Brasil, 1997 a 2002
QUESTÃO 18: Analise a ocorrência sazonal de acidentes ofídicos no Paraná.
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28 \u25cf \u25cf \u25cf CBVE - Curso Básico de Vigilância Epidemiológica \u25cf \u25cf \u25cf
Medidas em Saúde Coletiva e Método EpidemiológicoCBVE
O técnico responsável pela área de Acidentes por Animais Peçonhentos, do Centro de Saúde 
Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, analisa:
\u201cA distribuição mensal dos casos segue padrão encontrado nos demais Estados das Regiões Sul 
e Sudeste, onde é veri\ufb01cada uma sazonalidade marcada pela predominância dos casos nos meses 
quentes e chuvosos de setembro a março, con\ufb01rmando que a ocorrência do acidente ofídico está, 
geralmente, relacionada a fatores climáticos e ao aumento da atividade humana nos trabalhos no 
campo, nessa época do ano.\u201d
1.3. Lugar: Onde?
Em epidemiologia, o conhecimento do lugar onde ocorre determinada doença é muito impor-
tante, principalmente para se conhecer o seu agente etiológico e as fontes de contaminação. Distri-
buindo-se os casos sobre um mapa detalhado da área, identi\ufb01ca-se sua concentração ou dispersão. 
Isso vai orientar as ações de investigação de casos e contatos, como também a aplicação das medidas 
de controle \u2013 por exemplo, a distribuição da cobertura da vacinação permite veri\ufb01car onde devem 
se concentrar as ações de imunização.
Utiliza-se a distribuição geográ\ufb01ca para identi\ufb01car de que forma as doenças se distribuem no 
espaço (urbano/rural, distrito sanitário, bairro, Município, etc.), associando a sua alta ocorrência, por 
exemplo, à baixas coberturas vacinais, precariedade no saneamento básico, mananciais contaminados 
por microorganismos, existência ou não de uma rede básica de atenção à saúde, etc.
Vários elementos geográ\ufb01cos espaciais podem in\ufb02uenciar a distribuição das doenças, como, 
por exemplo, clima, fauna, relevo, poluentes urbanos e rurais, contaminação de alimentos, tipo de 
habitação, espaço urbano, ambiente de trabalho e inúmeros outros. Pode-se dizer que a expressão 
\u201conde ocorre\u201d uma determinada doença signi\ufb01ca o mesmo que dizer em que \u201ctipo de ambiente\u201d. A 
distribuição geográ\ufb01ca de uma doença pode variar entre países, Estados, Municípios e localidades.
A expressão estatística espacial designa um conjunto amplo de técnicas de análise geográ\ufb01ca 
que utiliza técnicas quantitativas para