Curso vigilancia epidemiologica
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Curso vigilancia epidemiologica


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O fato de o Município não apresentar registro de casos de raiva humana há cinco anos deve ser 
investigado. Há acompanhamento da situação da raiva animal? Os casos de acidentes com animais 
são investigados? A cobertura da vacinação animal é satisfatória?
O Município não dispõe de saneamento básico adequado. A ocorrência de enchentes impõe que 
se veri\ufb01que a possibilidade da existência de subnoti\ufb01cação de casos de hepatite A e de leptospirose. 
Há necessidade de buscar informações sobre o monitoramento das diarréias e o registro de surtos 
de doenças ocasionadas por água e alimentos.
QUESTÃO 29: Analise as taxas de incidência das doenças de noti\ufb01cação compulsória apresentadas no quadro seguinte.
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Análise de Situação de SaúdeCBVE
Agravos 1998 1999 2000 2001 2002 2003
Aids 2,13 4,17 4,41 - - 2,16
Dengue 2034,13 461,24 410,10 424,25 341,16 177,02
Hanseníase (1) 3,19 3,54 3,53 3,06 2,61 1,94
Hepatite A 27,66 16,69 37,48 24,06 10,86 15,11
Hepatite B - - - - 4,35 2,16
Hepatite C - - - - 2,17 6,48
Leptospirose 38,30 12,52 6,61 15,31 19,56 8,63
Meningites não especi\ufb01cadas 6,38 8,34 4,40 6,56 8,69 8,63
Raiva humana 2,13 - - - - -
Rubéola - 43,83 19,84
Sarampo 6,38 4,17 - - - -
Tétano acidental - 2,09 - - - -
Tuberculose 63,83 50,09 57,32 48,11 54,32 49,65
Fonte: Vigilância em Saúde de Portais
1) taxa por 10.000 habitantes
Figura 17 - Taxa de incidência (por 100.000 habitantes) das doenças de noti\ufb01cação compulsória no 
Município de Portais, Estado de Paraíso. Brasil, 1998 a 2003
A medida de um coe\ufb01ciente ou taxa de incidência é um excelente indicador epidemiológico 
para estimar a força de transmissão da doença.
Mediante a análise da distribuição sistemática das taxas segundo as variáveis de pessoa, tempo 
e lugar, podemos detectar, precocemente, um surto e descobrir grupos de risco prioritários para a 
tomada de medidas de controle e prevenção.
No Brasil, adota-se a seguinte classi\ufb01cação das taxas de detecção de casos de hanseníase por 10.000 
habitantes: baixa (<0,2), média (0,2-0,9), alta (1,0-1,9), muito alta (2,0-3,9) e situação hiperendêmica 
(\u22654). Assim sendo, a taxa de detecção de hanseníase (todas as formas) do Município de Portais pode 
ser considerada alta, apesar de apresentar, nos últimos anos, tendência de queda. Altas taxas estão, 
geralmente, associadas a baixos níveis de desenvolvimento socioeconômico e a condições assistenciais 
insatisfatórias para o diagnóstico precoce, o tratamento padronizado e o acompanhamento dos casos. 
Em 1999, o Brasil apresentou a taxa de detecção de hanseníase de 2,5 casos por 10.000 habitantes: a 
maior taxa (7,9) foi da Região Norte; e a menor (0,8), da Região Sul.
Há necessidade de se conhecer a taxa de prevalência da hanseníase no Município de Portais, com 
o objetivo de reduzir a prevalência da doença para menos de um caso por 10.000 habitantes.
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Módulo IV CBVE
QUESTÃO 30: Quais outras informações são necessárias para melhor entender a situação epidemiológica das doenças de 
noti\ufb01cação em Portais?
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A análise dos dados de morbidade poderia ser aprofundada se o número de casos ou taxa de 
incidência se apresentasse por faixa etária, local de residência (bairros/distritos) e segundo outras 
variáveis importantes para cada agravo \u2013 por exemplo: a forma clínica para a hanseníase e tubercu-
lose; local de exposição para as doenças transmitidas por vetor; antecedentes vacinais para as doenças 
imunopreveníveis.
A análise da cobertura vacinal é um importante recurso para o planejamento, gestão e avalia-
ção de políticas públicas relativas à atenção materno-infantil e ao controle de doenças evitáveis por 
imunização.
QUESTÃO 31: Quais fatores podem in\ufb02uenciar a análise da cobertura vacinal?
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A cobertura vacinal é calculada dividindo-se o número de crianças menores de um ano de idade 
com esquema básico completo para determinado tipo de vacina pela população da faixa etária de 
menores de um ano de idade multiplicado por 100.
Alguns fatores podem in\ufb02uenciar esse cálculo e, conseqüentemente, a análise da cobertura va-
cinal, tais como: o registro incorreto das doses aplicadas no mapa de trabalho diário; a demanda da 
população não residente no Município e a possível imprecisão dos dados de população, especialmente 
em anos intercensitários.
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Análise de Situação de SaúdeCBVE
Imunobiológico 1998 1999 2000 2001 2002 2003
Contra pólio 72,7 82,5 64,6 85,4 94,2 92,5
Contra sarampo (1) 62,1 65,6 80,5 89,1 91,9 -
DTP (tríplice bacteriana) (2) 69,3 75,5 70,2 87,8 21,4 -
Tetravalente (3) - - - - 70,2 95,5
BCG 59,3 67,8 68,3 88,0 80,0 90,5
Contra hepatite B (4) 0,3 55,0 80,0 88,6 90,5 91,2
Contra febre amarela - - - - - -
Hib (Haemophilus in\ufb02uenzae tipo b) - - 68,7 89,8 14,1 -
Contra pólio (campanha) 174,0 209,9 - - - -
Contra pólio (campanha: 1ª etapa) - - 116,2 101,6 99,5 98,7
Contra pólio (campanha: 2ª etapa) - - 97,7 102,5 95,5 95,6
Fonte: Vigilância em Saúde de Portais \u2013 Avaliação do Programa de Imunizações (API)
1) Retirada do calendário vacinal para menores de um ano, sendo substituída pela vacina tríplice viral para a faixa etária de um ano.
2) Até 2001, a