convencao montego bay direito do mar
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constituída de conformidade com os artigos 15 e 17 do Anexo VI; ou
b) a pedido de qualquer das partes na controvérsia, a uma câmara ad hoc da Câmara de Controvérsias dos 
Fundos Marinhos constituída de conformidade com o artigo 36 do AnexoVI.
2. a) As controvérsias relativas à interpretação ou execução de um contrato referidas na subalinea i) da alínea 
c) do artigo 187 serão submetidas, a pedido de qualquer das partes na controvérsia, a uma arbitragem 
comercial obrigatória, salvo acordo em contrário das partes. O tribunal arbitral comercial, a que a controvérsia 
seja submetida, não terá jurisdição para decidir sobre qualquer questão de interpretação da presente 
Convenção. Quando a controvérsia suscitar também uma questão de interpretação da Parte XI e dos Anexos 
com ela relacionados relativamente às atividades na Área, essa questão será remetida à Câmara de 
Controvérsias dos Fundos Marinhos para decisão.
b) Se, no inicio ou no decurso de tal arbitragem, o tribunal arbitral comercial determinar, a pedido de uma das 
partes na controvérsia ou por iniciativa própria, que a sua decisão depende de uma decisão da Câmara de 
Controvérsias dos Fundos Marinhos, o tribunal arbitral remeterá tal questão à Câmara para esta se pronunciar. 
O tribunal arbitral proferirá em seguida sentença de conformidade com a decisão da Câmara de Controvérsias 
dos Fundos Marinhos.
c) Na ausência de disposição no contrato sobre o procedimento arbitral a aplicar a uma controvérsia, a 
arbitragem processar-se-á de conformidade com as Regras de Arbitragem da Comissão das Nações Unidas 
sobre o Direito Comercial Internacional (UNCITRAL) ou com quaisquer outras regras de arbitragem sobre a 
matéria estabelecida nas normas, regulamentos e procedimentos da Autoridade, salvo acordo em contrário das 
partes na controvérsia.
ARTIGO 189
Limitação da competência relativa a decisões da Autoridade
A Câmara de Controvérsia dos Fundos Marinhos não terá competência para se pronunciar sobre o exercício pela 
Autoridade dos poderes discricionários que lhe são conferidos pela presente Parte; em nenhum caso a Câmara 
se substituirá à Autoridade no exercício dos poderes discricionários desta. Sem prejuízo do disposto no artigo 
191, a Câmara de Controvérsias dos Fundos Marinhos, ao exercer a sua competência nos termos do artigo 187, 
não se pronunciará sobre a questão da conformidade com a presente Convenção das normas, regulamentos e 
procedimentos da Autoridade, nem declarará a invalidade de tais normas, regulamentos e procedimentos.A 
competência da Câmara limitar-se-á a decidir se a aplicação de quaisquer normas, regulamentos e 
procedimentos da Autoridade em casos particulares estaria em conflito com as obrigações contratuais das 
partes na controvérsia ou com as obrigações emergentes da presente Convenção, bem como decidir os pedidos 
relativos a abuso ou desvio de poder e pedidos por perdas ou danos ou outras indenizações a serem devidas à 
parte interessada por não-cumprimento pela outra parte das suas obrigações contratuais ou emergentes da 
presente Convenção.
ARTIGO 190
Participação e intervenção nos procedimentos pelos Estados Partes patrocinadores
1. Se uma pessoa física ou jurídica for parte em qualquer das controvérsias referidas no artigo 187, o Estado 
patrocinador será disso notificado e terá o direito de participar nos procedimentos por meio de declarações 
escritas ou orais.
2. Se, numa controvérsia mencionada na alínea c) do artigo 187, for intentada uma ação contra um Estado 
Parte por pessoa física ou jurídica, patrocinada por outro Estado Parte, o Estado contra o qual a ação foi 
intentada poderá requerer que o Estado que patrocina essa pessoa intervenha no procedimento em nome da 
mesma. Não ocorrendo tal intervenção, o Estado contra o qual a ação é intentada poderá fazer-se representar 
por essa pessoa jurídica da sua nacionalidade.
ARTIGO 191
Pareceres consultivos
A Câmara de Controvérsias dos Fundos Marinhos emitirá, a pedido da Assembléia ou do Conselho, pareceres 
consultivos sobre questões jurídicas que se suscitem no âmbito das suas atividades. Tais pareceres serão 
emitidos com caráter de urgência.
PARTE XII
PROTEÇÃO E PRESERVAÇÃO DO MEIO MARINHO
SEÇÃO 1. DISPOSIÇÕES GERAIS
ARTIGO 192
Obrigação geral
Os Estados tem a obrigação de proteger e preservar o meio marinho.
ARTIGO 193
Direito de soberania dos Estados para aproveitar os seus recursos naturais
Os Estados têm o direito de soberania para aproveitar os seus recursos naturais de acordo com a sua política 
em matéria de meio ambiente e de conformidade com o seu dever de proteger e preservar o meio marinho.
ARTIGO 194
Medidas para prevenir, reduzir e controlar a poluição do meio marinho
1. Os Estados devem tomar, individual ou conjuntamente, como apropriado, todas as medidas compatíveis com 
a presente Convenção que sejam necessárias para prevenir, reduzir e controlar a poluição do meio marinho, 
qualquer que seja a sua fonte, utilizando para este fim os meios mais viáveis de que disponham e de 
conformidade com as suas possibilidades, e devem esforçar-se por harmonizar as suas políticas a esse respeito.
2. Os Estados dever tomar todas as medidas necessárias para garantir que as atividades sob sua jurisdição ou 
controle se efetuem de modo a não causar prejuízos por poluição a outros Estados e ao seu meio ambiente, e 
que a poluição causada por incidentes ou atividades sob sua jurisdição ou controle não se estenda além das 
áreas onde exerçam direitos de soberania, de conformidade com a presente Convenção.
3 As medidas tomadas, de acordo com a presente Parte, devem referir-se a todas as fontes de poluição do 
meio marinho. Estas medidas devem incluir, inter alia, as destinadas a reduzir tanto quanto possível:
a) a emissão de substancias tóxicas, prejudiciais ou nocivas, especialmente as não degradáveis, provenientes 
de fontes terrestres, provenientes da atmosfera ou através dela, ou por alijamento;
b) a poluição proveniente de embarcações, em particular medidas para prevenir acidentes e enfrentar situações 
de emergência, garantir a segurança das operações no mar, prevenir descargas internacionais ou não e 
regulamentar o projeto, construção, equipamento, funcionamento e tripulação das embarcações;
c) a poluição proveniente de instalações e dispositivos utilizados na exploração ou aproveitamento dos recursos 
naturais do leito do mar e do seu subsolo, em particular medidas para prevenir acidentes e enfrentar situações 
de emergência, garantir a segurança das operações no mar e regulamentar o projeto, construção, 
equipamento, funcionamento e tripulação de tais instalações ou dispositivos;
d) a poluição proveniente de outras instalações e dispositivos que funcionem no meio marinho, em particular 
medidas para prevenir acidentes e enfrentar situações de emergência, garantir a segurança das operações no 
mar e regulamentar o projeto, construção, equipamento, funcionamento e tripulação de tais instalações ou 
dispositivos.
4. Ao tomar medidas para prevenir, reduzir ou controlar a poluição do meio marinho, os Estados devem abster-
se de qualquer ingerência injustificável nas atividades realizadas por outros Estados no exercício de direitos e 
no cumprimento de deveres de conformidade com a presente Convenção.
5. As medidas tomadas de conformidade com a presente Parte devem incluir as necessárias para proteger e 
preservar os ecossistemas raros ou frágeis, bem como a habitat de espécies e outras formas de vida marinha 
em vias de extinção, ameaçadas ou em perigo.
ARTIGO 195
Dever de não transferir danos ou riscos ou de não transformar um tipo de poluição em outro
Ao tomar medidas para prevenir, reduzir e controlar a poluição do meio marinho, os Estados devem agir de 
modo a não transferir direta ou indiretamente os danos ou riscos de uma zona para outra ou a não transformar 
um tipo de poluição em outro.