convencao montego bay direito do mar
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de trabalho 
mencionados no parágrafo 3º Do artigo 153 e aprovados pela Autoridade de conformidade com a presente 
Convenção e com as normas, regulamentos e procedimentos pertinentes da Autoridade.
4. Qualquer plano de trabalho aprovado deve:
a) estar de conformidade com a presente Convenção e com as normas, regulamentos e procedimentos da 
Autoridade;
b) prever o controle pela Autoridade das atividades na Área, de conformidade com o parágrafo 4 do artigo 153;
c) conferir ao operador, de conformidade com as normas, regulamentos e procedimentos da Autoridade, 
direitos exclusivos para a exploração e aproveitamento, na área coberta pelo plano de trabalho, das categorias 
de recursos nele especificadas. Contudo, se o peticionário apresentar um plano de trabalho para aprovação que 
cubra apenas a fase de exploração ou a fase de aproveitamento, o plano de trabalho aprovado conferirá direitos 
exclusivos apenas em relação a essa fase.
5. Uma vez aprovado pela Autoridade, qualquer plano de trabalho, exceto os apresentados pela Empresa, terá 
a forma de um contrato concluído entre a autoridade e o peticionário ou os peticionários.
ARTIGO 4
Requisitos para a qualificação de peticionários
1. Com exceção da Empresa, devem ser qualificados os peticionários que preencherem os requisitos de 
nacionalidade ou controle e de patrocínio enumerados na alínea b) do parágrafo 2º do artigo 153 e que 
cumprirem os procedimentos e satisfizerem os critérios de qualificação estabelecidos nas normas, regulamentos 
e procedimentos da Autoridade.
2. Com exceção do disposto no parágrafo 6º, tais critérios de qualificação dirão respeito à capacidade financeira 
e técnica do peticionário e ao seu desempenho no cumprimento dos contratos anteriores com a Autoridade.
3. Cada peticionário deve ser patrocinado pelo Estado Parte do qual seja nacional, a não ser que o peticionário 
tenha mais de uma nacionalidade, como numa associação ou consórcio de entidades ou de pessoas nacionais 
de vários Estados, caso em que todos os Estados Partes em causa devem patrocinar o pedido, ou a não ser que 
o peticionário seja efetivamente controlado por um outro Estado Parte ou nacionais deste, caso em que ambos 
os Estados Partes devem patrocinar o pedido. Os critérios e procedimentos para a aplicação dos requisitos de 
patrocínio serão estabelecidos nas normas, regulamentos e procedimentos da Autoridade.
4. O Estado ou os Estados patrocinadores terão, nos termos do artigo 139, a responsabilidade de assegurar, no 
âmbito dos seus sistemas jurídicos, que o contratante assim patrocinado realize atividades na Área, de 
conformidade com os termos do seu contrato e com as obrigações que lhe incumbem nos termos da presente 
Convenção. Contudo, um Estado patrocinador não será responsável pelos danos causados pelo não-
cumprimento dessas obrigações por um contratante por ele patrocinado, quando esse Estado Parte tiver 
adotado leis e regulamentos e tomado medidas administrativas que, no âmbito do seu sistema jurídico, forem 
razoavelmente adequadas para assegurar o cumprimento dessas obrigações pelas pessoas sob sua jurisdição.
5. Os procedimentos para avaliar as qualificações dos Estados Partes que forem peticionários devem ter em 
conta a sua qualidade de Estados.
6. Os critérios de qualificação exigirão que, no seu pedido, qualquer peticionário, sem exceção, se comprometa 
a:
a) cumprir as obrigações aplicáveis das disposições da Parte XI, as normas, regulamentos e procedimentos da 
Autoridade, as decisões dos seus órgãos e os termos dos contratos concluídos com a Autoridade, e aceitar o 
seu caráter executório;
b) aceitar o controle pela Autoridade sobre as atividades na Área tal como autorizado pela presente Convenção;
c) dar à Autoridade garantias por escrito de que cumprirá de boa fé as obrigações que lhe incumbem em 
virtude do contrato;
d) cumprir as disposições relativas à transferência e tecnologia, previstas no artigo 5 do presente Anexo.
ARTIGO 5
Transferência de tecnologia
1. Ao apresentar um plano de trabalho, qualquer peticionário porá à disposição da Autoridade uma descrição 
geral do equipamento e dos métodos que serão utilizados na realização de atividades na Área e outras 
informações pertinentes que não sejam propriedade industrial acerca das características de tal tecnologia, bem 
como informações sobre onde essa tecnologia se encontra disponível.
2. Qualquer operador comunicará à Autoridade as alterações na descrição e nas informações postas à 
disposição nos termos do parágrafo 1º, sempre que seja introduzida uma modificação ou inovação tecnológica 
importante.
3. Qualquer contrato para a realização de atividades na Área deve incluir os seguintes compromissos da parte 
do contratante:
a) pôr à disposição da Empresa, segundo modalidades e condições comerciais justas e razoáveis, quando 
solicitado pela Autoridade, a tecnologia que utiliza na realização de atividades na Área, nos termos do contrato 
e que o contratante esteja legalmente autorizado a transferir. A transferência far-se-á por meio de licenças ou 
outros ajustes apropriados que o contratante negociará com a Empresa e que serão especificados num acordo 
especial complementar ao contrato. Este compromisso só pode ser invocado se a Empresa verificar que não 
pode obter no mercado livre, segundo modalidades e condições comerciais justas e razoáveis, a mesma 
tecnologia ou tecnologia igualmente eficiente e apropriada;
b) obter do proprietário de qualquer tecnologia utilizada na realização de atividades na Área nos termos do 
contrato, e que não esteja geralmente disponível no mercado livre nem prevista na alínea a), a garantia escrita 
de que, quando solicitado pela Autoridade, porá essa tecnologia à disposição da Empresa por meio de licenças 
ou outros ajustes apropriados e segundo modalidades e condições comerciais justas e razoáveis, na mesma 
medida em que esteja à disposição do contratante. Se esta garantia não for obtida, tal tecnologia não poderá 
ser utilizada pelo contratante na realização de atividades na Área;
c) adquirir do proprietário, por meio de um contrato executório, a pedido da Empresa, e, se for possível ao 
contratante faze-lo sem custo substanciais, o direito de transferir para a Empresa a tecnologia que utiliza na 
realização de atividades na Área nos termos do contrato, e que o contratante não esteja de outro modo 
legalmente autorizado a transferir nem esteja geralmente disponível no mercado livre. Nos casos em que exista 
um vínculo empresarial importante entre o contratante e o proprietário da tecnologia, a solidez desse vínculo e 
o grau de controle ou de influência serão tidos em conta para determinar se foram tomadas todas as medidas 
possíveis para a aquisição desse direito. Se o contratante exercer um controle efetivo sobre o proprietário, a 
não-aquisição desse direito legal será tida em conta para o exame dos requisitos de qualificação do 
contratante, quando este solicitar posteriormente a aprovação de um plano de trabalho.
d) facilitar, a pedido da Empresa, a aquisição pela mesma de qualquer tecnologia referida na alínea b), por 
meio de licença ou outros ajustes apropriados e segundo modalidades e condições comerciais justas e 
razoáveis, se a Empresa decidir negociar diretamente com o proprietário dessa tecnologia;
e) tomar, em benefício de um Estado em desenvolvimento ou de um grupo de Estados em desenvolvimento 
que tenha solicitado um contrato nos termos do artigo 9 do presente Anexo, as mesmas medidas previstas nas 
alíneas a), b), c) e d), desde que essas medidas se limitem ao aproveitamento da parte da área proposta pelo 
contratante que tenha sido reservada nos termos do artigo 8 do presente Anexo, e desde que as atividades 
previstas pelo contrato solicitado pelo Estado em desenvolvimento ou por um grupo de Estados em 
desenvolvimento não impliquem transferência de tecnologia para um terceiro