convencao montego bay direito do mar
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convencao montego bay direito do mar


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aproveitamento deve ser calculada de modo a, de conformidade com as claúsulas do 
contrato, satisfazer os requisitos do artigo 8 do presente Anexo sobre reserva de áreas, bem como os requisitos 
de produção previstos compatíveis como o artigo 151, tendo em conta o grau de desenvolvimento da tecnologia 
disponível nesse momento para a mineração dos fundos marinhos e as características físicas pertinentes da 
área. As áreas não serão menores nem maiores que o necessário para satisfazer esse objetivo.
b) Duração das operações:
i) a prospecção não deve estar sujeita a prazo;
ii) a exploração deve ter a duração suficiente para permitir um estudo aprofundado da área determinada, o 
projeto e a construção de equipamento de extração mineira para a área, e o projeto e construção de 
instalações de processamento de pequena e média dimensão destinadas a testar sistemas de extração e 
processamento de minerais;
iii) a duração do aproveitamento deve ser em função da vida econômica do projeto de extração mineira, tendo 
em conta fatores como o esgotamento do depósito, a vida útil do equipamento de extração e das instalações de 
processamento, bem como a viabilidade comercial. A duração do aproveitamento deve ser suficiente para 
permitir a extração comercial dos minerais da área e incluir um prazo razoável para a construção de sistemas 
de extração e processamento de minerais à escala comercial, período durante o qual não deve ser exigida a 
produção comercial. Contudo, a duração total do aproveitamento deve também ser suficientemente breve para 
dar à Autoridade a possibilidade de modificar as modalidades e condições do plano de trabalho quando 
considerar a sua renovação, de conformidade com as normas, regulamentos e procedimentos que tenha 
adotado depois da aprovação do plano de trabalho.
c) Requisitos de execução:
A Autoridade deve exigir que, durante a fase de exploração, o operador efetue despesas periódicas que 
mantenham uma relação razoável com a dimensão da área coberta pelo plano de trabalho e com as despesas 
que sejam de esperar de um operador de boa fé que pretenda iniciar a produção comercial na área dentro dos 
prazos fixados pela Autoridade. Essas despesas não devem ser fixadas a um nível que desincentive possíveis 
operadores que disponham de uma tecnologia menos onerosa que a correntemente utilizada. A Autoridade 
deve fixar um intervalo máximo entre a conclusão da fase de exploração e o início da produção comercial.
Para fixar esse intervalo, a Autoridade deve ter em conta que a construção de sistemas de extração e 
processamento de minerais em grande escala não pode ser iniciada senão depois da conclusão da fase de 
exploração e do início da fase de aproveitamento. Em conseqüência, o intervalo até o início da produção 
comercial na área deve ter em conta o tempo necessário para a construção desses sistemas depois de 
completada a fase de exploração e prever um prazo razoável que tenha em conta atrasos inevitáveis no 
calendário da construção. Uma vez iniciada a produção comercial, a Autoridade, dentro dos limites razoáveis e 
tendo em conta todos os fatores pertinentes, deve exigir ao operador que mantenha a produção comercial 
durante a vigência do plano de trabalho.
d) Categorias de recursos:
Ao determinar as categorias de recursos a respeito dos quais um plano de trabalho possa ser aprovado, a 
Autoridade deve dar ênfase, inter alia, às seguintes características:
i) que diferentes recursos requerem a utilização de métodos semelhantes de extração; e
ii) que alguns recursos podem ser aproveitados simultaneamente por vários operadores que aproveitem 
recursos diferentes na mesma área sem que interfiram indevidamente entre si. Nada do disposto na presente 
alínea deve impedir a Autoridade de aprovar um plano de trabalho relativo a mais de uma categoria de recursos 
na mesma área a favor do mesmo peticionário.
e) Renúncia de áreas:
O operar pode renunciar em qualquer altura, sem sanção, à totalidade ou a uma parte dos seus direitos na área 
coberta pelo plano de trabalho.
f) Proteção do meio marinho:
Normas, regulamentos e procedimentos devem ser estabelecidos para assegurar a proteção eficaz do meio 
marinho contra efeitos nocivos resultantes diretamente de atividades na Área ou do processamento de minerais 
procedentes de uma área, de extração mineira a bordo de um navio posicionado sobre tal área, tendo em conta 
a medida em que tais efeitos nocivos possam resultar diretamente da perfuração, da dragagem, da extração de 
amostras e da escavação, bem como da eliminação, da imersão e da descarga no meio marinho de sedimentos, 
detritos ou outros efluentes.
g) Produção comercial:
Considera-se iniciada a produção comercial quando um operador se dedicar a operações de extração contínua 
em grande escala que produza uma quantidade de materiais suficiente para indicar claramente que o objetivo 
principal é a produção em grande escala e não a destinada a recolher informação, a analisar ou a testar o 
equipamento ou a instalação.
ARTIGO 18
Sanções
1. Os direitos de um contratante nos termos do contrato só podem ser suspensos ou extintos nos seguintes 
casos:
a) se, apesar das advertências da Autoridade, contratante tiver realizado as suas atividades de forma a 
constituir uma violação grave, persistente e dolosa das cláusulas fundamentais do contrato, da Parte XI e das 
normas, regulamentos e procedimentos da Autoridade; ou
b) se o contratante não tiver cumprido uma decisão definitiva e obrigatória do órgão de solução de 
controvérsias que for aplicável.
2. Nos casos de qualquer violação do contrato não previstos na alínea a) do parágrafo 1º, ou em vez da 
suspensão ou extinção nos termos da alínea a) do parágrafo 1º, a Autoridade pode impor ao contratante 
sanções monetárias proporcionais à gravidade da violação.
3. Com exceção das ordens em caso de emergência nos termos da alínea w) do parágrafo 2º do artigo 162, a 
Autoridade não pode executar nenhuma decisão que implique sanções monetárias ou suspensão ou extinção 
até que tenha sido dada ao contratante uma oportunidade razoável de esgotar os meios judiciais de que dispõe, 
de conformidade com a seção 5 da Parte XI.
ARTIGO 19
Revisão do contrato
1. Quando tenham surgido ou possam surgir circunstâncias que, na opinião de qualquer das duas Partes, 
tornariam não equitativo o contrato, ou impraticável ou impossível a realização dos seus objetivos ou dos 
previstos na Parte XI, as Partes devem iniciar negociações para rever o contrato, em conformidade.
2. Qualquer contrato celebrado de conformidade com o parágrafo 3º do artigo 153 só pode ser revisto com o 
consentimento das Partes.
ARTIGO 20
Transferência de direitos e obrigações
Os direitos e obrigações resultantes de um contrato só podem ser transferidos com o consentimento da 
Autoridade e de conformidade com as suas normas, regulamentos e procedimentos. A autoridade não negará 
sem causa razoável o seu consentimento à transferência se o cessionário proposto reunir todas as condições 
exigidas a um peticionário qualificado e assumir todas as obrigações do cedente, e se a transferência não 
conferir ao cessionário um plano de trabalho cuja aprovação estaria proibida pela alínea c) do parágrafo 3º do 
artigo 6 do presente Anexo.
ARTIGO 21
Direito aplicável
1. O contrato deve ser regido pelas cláusulas do contrato, pelas normas, regulamentos e procedimentos da 
Autoridade, pela Parte XI, e por outras normas de direito internacional não incompatíveis com a presente 
Convenção.
2. Qualquer decisão definitiva de uma corte ou tribunal que tenha jurisdição nos termos da presente Convenção 
no que se refere aos direitos e obrigações da Autoridade e do contratante deve ser executória no território de 
qualquer Estado Parte.
3. Nenhum Estado Parte pode impor a um contratante condições incompatíveis com a Parte XI. Contudo, não 
deve ser