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DisciplinaDireito Penal I59.595 materiais1.000.419 seguidores
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de falso testemunho está previsto no art. 342 do Código Penal. Ve-
jamos: \u201cFazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade, como testemunha, 
perito, tradutor ou intérprete em processo judicial, policial ou administrativo, 
ou em juízo arbitral: 
Pena \u2013 reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.\u201d
Quem pode ser sujeito ativo do delito não é só a testemunha, mas todos 
aqueles elencados no artigo.
O sujeito passivo deste crime é a administração da Justiça.
É possível concurso de pessoas no crime de falso testemunho:
1ª posição: é possível a participação e não a coautoria, isso porque é crime 
de mão própria;
2ª posição: é possível a coautoria.
O STF admite a coautoria em crime de falso testemunho.
Coautor é a pessoa que induz a pessoa a mentir; é um coautor intelectual.
O STF ao admitir a coautoria no falso testemunho adota a teoria do domínio 
do fato.
Autor é aquele que executa ou aquele que promove e que organiza o crime.
O STJ não admite a coautoria no crime de falso testemunho. O STJ só 
admite a participação, por ser um crime de mão própria.
Mesmo que ela não preste compromisso, poderá cometer crime de falso 
testemunho.
Fazer informação falsa: é declaração diversa do que sabia.
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Negar a verdade: a pessoa presenciou o fato, mas negou o que sabia. 
Calar a verdade: quando a pessoa se recusa a falar.
O Código Penal adotou a teoria subjetiva do crime de falso testemunho. 
Às vezes, a testemunha narra um fato que não corresponde à realidade. 
Nesta hipótese, não está cometendo falso testemunho.
Exemplo: uma testemunha ouviu 3 tiros, enquanto as outras testemunhas 
ouviram 8 tiros. 
Não responderá por falso testemunho porque, na realidade, foi um erro.
O crime de falso testemunho é quando uma pessoa realmente queria en-
ganar o juízo.
A consumação se dá com o encerramento do depoimento.
Demais modalidades:
I \u2013 falsa perícia;
II \u2013 erro nos cálculos;
III \u2013 tradução de maneira errada;
IV \u2013 intérprete com interpretação errada.
A mentira narrada pelo falso testemunho tem que ter aptidão para interferir 
na apreciação da causa, senão, não há lesividade.
\u201c§ 1º Se o crime é cometido com o fim de obter prova destinada a produzir 
efeito em processo penal: 
Pena \u2013 reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
§ 2º As penas aumentam-se de um terço, se o crime é praticado mediante 
suborno. 
§ 3º O fato deixa de ser punível, se, antes da sentença, o agente se retrata 
ou declara a verdade.\u201d
Se a pessoa se retrata antes da sentença, o fato deixa de ser punível. Estará 
extinta a punibilidade.
Vejamos o art. 343: 
\u201cDar, oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a tes-
temunha, perito, contador, tradutor ou intérprete, para fazer afirmação falsa, 
negar ou calar a verdade em depoimento, perícia, cálculos, tradução ou inter-
pretação: 
Pena \u2013 reclusão, de três a quatro anos, e multa.\u201d
1. Arts. 338 e 339 do CP
1.1 Apresentação
Nesta unidade, estudaremos os art. 338 e 339 do Código Penal.
1.2 Síntese
Se falo dos crimes contra a administração da justiça, falo de condutas que 
agridem a administração da justiça. Justiça num plano macro, função jurisdi-
cional. A busca da verdade pelo devido processo legal.
Vejamos o art. 338 do Código Penal: 
\u201cReingressar no território nacional o estrangeiro que dele foi expulso:
Pena \u2013 reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, sem prejuízo de nova expul-
são após o cumprimento da pena.\u201d
Verbo: reingressar.
Capítulo 12
Crimes contra a 
Administração da Justiça
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A maioria da doutrina segue o sentido geográfico, quando há uma expulsão 
do estrangeiro.
A consumação se dá no momento do reingresso.
Essa expulsão é legal, formal ou real?
A expulsão é um ato administrativo do presidente da República feita por 
decreto com base em conveniência política. 
Para fins de direito penal, é preciso que se consiga a expulsão real, para que 
haja a consumação do art. 338 do Código Penal. 
Trata-se de competência da justiça federal.
Se o estrangeiro considerar que sua expulsão foi injusta, continuará prati-
cando o crime se voltar, uma vez que a mera opinião subjetiva a respeito do 
mérito da decisão administrativa, não elide o crime.
Vejamos agora o art. 339 do Código Penal, que trata da denunciação ca-
luniosa: \u201cDar causa a instauração de investigação policial, de processo judi-
cial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de 
improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o 
sabe inocente: 
Pena \u2013 reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa.
§ 1º A pena é aumentada de sexta parte, se o agente se serve de anonimato 
ou de nome suposto.
§ 2º A pena é diminuída de metade, se a imputação é de prática de con-
travenção.\u201d
Aqui há uma calúnia especial, porque além da calúnia, há o dolo de dar 
causa à instauração de procedimento ou processo.
O crime de denunciação caluniosa é um crime progressivo, pois há só a 
calúnia. Há um crime só, mas precisa necessariamente passar por esse, para 
chegar ao outro.
Está prejudicando alguém, mas o sujeito passivo é o Estado.
2. Arts. 340 e 341 do CP
2.1 Apresentação
Nesta unidade, estudaremos os arts. 340 e 341 do Código Penal.
2.2 Síntese
Vejamos o art. 340 do Código Penal:
\u201cProvocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime 
ou de contravenção que sabe não se ter verificado:
Pena \u2013 detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.\u201d
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Assim como a denunciação caluniosa, existirá o delito em tela se estiver 
imputando crime ou contravenção.
A pena será a mesma, tanto no caso do crime, quanto na contravenção.
Neste crime, a ação não é dirigida contra uma vítima determinada. O agen-
te simplesmente provoca a ação de uma autoridade. É dar causa à instalação 
de inquérito policial? Não, se ocorrer qualquer diligência do delegado após a 
comunicação, já configurará o crime.
É um crime comissivo, está comunicando falsamente, pratica uma ação.
O crime somente estará consumado se a autoridade praticar alguma ação.
Vejamos agora o crime de autoacusação falsa, do art. 341 do Código Penal: 
\u201cAcusar-se, perante a autoridade, de crime inexistente ou praticado por outrem:
Pena \u2013 detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, ou multa.\u201d
A pessoa que pratica o art. 341, vai até a autoridade e se acusa de crime que 
não existiu, ou de crime que existiu, mas que foi praticado por outra pessoa.
Mesmo sendo uma atitude altruísta, pratica-se o crime.
A pessoa vai até a autoridade policial, formalmente se acusa, e o faz por 
determinação do chefe de ação criminosa, pratica crime?
Dependendo do concurso que você vai prestar, atenha-se à legalidade. Ex.: 
Ministério Público, delegado.
A inexigibilidade de conduta diversa deve ser alegada em questões dis-
cursivas.
Essa causa existe se comprovada a ameaça de morte.
A ideologia envolvendo essas carreiras é legalista. Não se trabalha com essa 
excludente, pois há outras previstas na lei. Não se pode buscar algo que não está 
na lei para absorver o sujeito. Em outro concurso, pode-se escapar pela coação 
moral irresistível.
3. Arts. 342 e 343 do CP
3.1 Apresentação
Nesta unidade, estudaremos os art. 342 e 343 do Código Penal.
3.2 Síntese
O falso testemunho ou falsa perícia protegem a verdade que deve ser apre-
sentada no processo pela testemunha ou pelo perito. 
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É considerado crime fazer afirmação falsa ou negar a verdade, calar a ver-
dade, ficar quieto sabendo da verdade. Está como figura a testemunha o perito, 
contador, tradutor e intérprete.
Isso deve ocorrer