48403 OABDPE2 11122013
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DisciplinaDireito Penal I63.081 materiais1.029.101 seguidores
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o princípio da igualdade diz que há uma 
ampliação do conceito de entidade familiar, e que a lei valorizará a união está-
vel e facilitará sua conversão em casamento, presume-se que além do cônjuge, 
deve ser incluído, nessa situação, o companheiro da união estável.
O STF reconheceu a união homoafetiva, ou seja, um companheiro de 
união homoafetiva, se enquadra no § 2º do dispositivo.
\u201cArt. 349. Prestar a criminoso, fora dos casos de coautoria ou de receptação, 
auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime:
Pena \u2013 detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, e multa.\u201d
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Há um favorecimento real. Tenta-se favorecer o proveito do crime.
Exemplo: guardar dinheiro proveniente de crime para esconder, a pedido 
do criminoso, e depois divide com ele.
A letra da lei só fala em crime. Portanto, não se aplica a contravenção.
Pessoa ascendente, descendente, cônjuge ou irmão respondem pelo favo-
recimento real.
7. Arts. 349-A e 350 do CP
7.1 Apresentação
Nesta unidade, estudaremos os crimes previstos nos arts. 349-A e 350 do 
Código Penal.
7.2 Síntese
Veremos uma alteração legislativa do ano de 2009.
\u201cArt. 349-A. Ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a entrada 
de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem autori-
zação legal, em estabelecimento prisional. 
Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.\u201d
Vejamos os novos artigos na tabela abaixo:
Art. 319-A Art. 349-A 
Art. 50, inciso VII, da Lei 
de Execução Penal
Diretor do presídio ou 
agente público
Qualquer pessoa
O preso provisório ou de-
finitivo
De forma omissiva, vio-
lam o seu dever de vedar 
o acesso dos aparelhos
Facilitar o ingresso do 
aparelho no estabeleci-
mento prisional
Sofre falta disciplinar de 
natureza grave: ter em 
sua posse o aparelho
Pena: detenção de 3 me-
ses a 1 ano
Pena: Detenção de 3 
meses a 1 ano
Perde até 1/3 dos dias 
remidos e o período acu-
mulado para fins de pro-
gressão
Houve uma revogação tácita do art. 350, e todas as condutas nele previstas, 
estão na lei de abuso de autoridade (4.898/1965).
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8. Arts. 351 e 352 do CP
8.1 Apresentação
Nesta unidade, estudaremos os arts. 351 e 352 do Código Penal.
8.2 Síntese
\u201cArt. 351. Promover ou facilitar a fuga de pessoa legalmente presa ou sub-
metida a medida de segurança detentiva:
Pena \u2013 detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.
§ 1º Se o crime é praticado a mão armada, ou por mais de uma pessoa, ou 
mediante arrombamento, a pena é de reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.
§ 2º Se há emprego de violência contra pessoa, aplica-se também a pena 
correspondente à violência.
§ 3º A pena é de reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, se o crime é pratica-
do por pessoa sob cuja custódia ou guarda está o preso ou o internado.
§ 4º No caso de culpa do funcionário incumbido da custódia ou guarda, 
aplica-se a pena de detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.\u201d
Pelos verbos do artigo, se percebe a referência a terceiro.
Medida de segurança é uma sanção que tem por base a periculosidade do 
agente, atestada por perícia, nos casos em que se provou a autoria e materiali-
dade de crime, e a pessoa é inimputável. 
A pessoa não receberá pena, e sim tratamento. 
Se a pessoa fica trancada no manicômio, medida de segurança detentiva. Se 
ela fica internada e depois volta para casa, é medida de segurança ambulatorial.
O § 1º apresenta uma qualificadora.
Qualquer tipo de arma que facilite a fuga deve ser considerada como qua-
lificadora.
\u201cArt. 352. Evadir-se ou tentar evadir-se o preso ou o indivíduo submetido a 
medida de segurança detentiva, usando de violência contra a pessoa:
Pena \u2013 detenção, de 3 (três) meses a (um) ano, além da pena correspon-
dente à violência.\u201d
É crime fugir da cadeia? Depende.
Prevalece na doutrina que tentar fugir é natural do ser humano. Só será 
crime se praticar a fuga de acordo com o mencionado artigo.
A conduta tentada e consumada terá a mesma pena. Tanto faz se está fugin-
do ou tentado fugir, recebe a mesma pena. É o chamado de crime de atentado.
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A violência é contra a pessoa, e não contra a coisa.
Se machucar o carcereiro tentando fugir, há dois crimes, o do art. 352 do 
Código Penal, e a lesão corporal. Configura-se um concurso formal impróprio, 
no qual há uma ação, dois ou mais resultados, e as penas são somadas.
9. Arts. 353 e 354 do CP
9.1 Apresentação
Nesta unidade, estudaremos os arts. 353 e 354 do Código Penal.
9.2 Síntese
\u201cArt. 353. Arrebatar preso, a fim de maltratá-lo, do poder de quem o tenha 
sob custódia ou guarda:
Pena \u2013 reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, além da pena correspondente 
à violência.\u201d
O agente também responderá pela violência.
Se não houve ainda violência e o réu é primário, é possível a pena mínima, 
que garante a suspensão condicional do processo.
Não se aplica para o arrebatamento de internado por medida de segurança 
detentiva.
Se com a conduta \u201cA\u201d arrebata o preso com o fim de maltratá-lo, com a 
conduta \u201cB\u201d efetivamente maltrata o sujeito. Praticou duas ou mais condutas, 
produzindo dois ou mais crimes, em concurso material do art. 353 com a vio-
lência. Somam-se as penas.
Devolver o preso recém arrebatado, como arrependimento, não deixa de 
cometer o crime. É um crime formal. Basta arrebatar o preso com fim de mal-
tratá-lo, ainda que não maltrate e não devolva. O simples fato de arrebatar já 
configura o crime
\u201cArt. 354. Amotinarem-se presos, perturbando a ordem ou disciplina da 
prisão:
Pena \u2013 detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, além da pena correspon-
dente à violência.\u201d
Motim era um agrupamento de pessoas inconformadas com postura de ou-
tras dentro do ambiente militar. Diante disso, surgiu o crime do art. 354.
Não se incluem aqui as pessoas sob medida de segurança.
A amotinação para subversão da situação também se enquadra no art. 354.
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Rebelião é o nome fático. É uma revolta generalizada de um conjunto de 
pessoas. Rebelião dentro de presídio pode ser chamada de motim.
Se os presos se revoltarem por celas superlotadas, corte de banho de sol, 
maus-tratos, prevalecerá que não importa o que buscam, se é justo, o crime 
continuaria acontecendo por ser um crime contra a administração da justiça, e 
as reclamações devem ocorrer de maneira formal.
Protesto pacífico não se enquadra como motim, pois não perturba a ordem 
e a disciplina da prisão.
10. Arts. 355 e 356 do CP
10.1 Apresentação
Nesta unidade, estudaremos os crimes dos arts. 355 e 356 do Código Penal.
10.2 Síntese
Nos crimes próprios, é preciso ser advogado ou procurador legalmente ha-
bilitado.
O art. 355 do Código Penal traz o crime de patrocínio infiel e o patrocínio 
simultâneo no parágrafo único. Vejamos: 
\u201cTrair, na qualidade de advogado ou procurador, o dever profissional, pre-
judicando interesse, cujo patrocínio, em juízo, lhe é confiado:
Pena \u2013 detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na pena deste artigo o advogado ou procurador 
judicial que defende na mesma causa, simultânea ou sucessivamente, partes 
contrárias.\u201d
Patrocínio é trair, como advogado e procurador, o interesse do cliente. Trair 
um dever profissional. 
Patrocínio simultâneo ou tergiversação tem a mesma pena, e está previs-
to no parágrafo único. O advogado patrocina ou defende partes contrárias no 
mesmo processo.
Trata-se de um crime contra a administração da justiça, tutela-se a verdade 
do processo.
\u201cArt. 356. Inutilizar, total ou parcialmente, ou deixar de restituir