48403 OABDPE2 11122013
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DisciplinaDireito Penal I63.390 materiais1.031.600 seguidores
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televisivas, eletrônicas ou da 
publicação por qualquer meio.\u201d
O juiz pode cessar as transmissões eletrônicas se praticadas com a finalida-
de racial.
2. Art. 154-A do CP
2.1 Apresentação
Nesta unidade, estudaremos o crime previsto no arts. 154-A do Código 
Penal.
2.2 Síntese
Vejamos a Lei nº 12.737/2012. É uma lei de vacatio legis de 120 dias.
Essa lei dispõe sobre a tipificação criminal de delitos informáticos; altera o 
Decreto-lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 \u2013 Código Penal; e dá outras 
providências.
Essa lei trouxe os arts. 154-A e 154-B.
Vejamos o art. 154-A: 
\u201cInvadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de compu-
tadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim 
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de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa 
ou tácita do titular do dispositivo ou instalar vulnerabilidades para obter van-
tagem ilícita: 
Pena \u2013 detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. 
§ 1º Na mesma pena incorre quem produz, oferece, distribui, vende ou 
difunde dispositivo ou programa de computador com o intuito de permitir a 
prática da conduta definida no caput. 
§ 2º Aumenta-se a pena de um sexto a um terço se da invasão resulta pre-
juízo econômico. 
§ 3º Se da invasão resultar a obtenção de conteúdo de comunicações eletrô-
nicas privadas, segredos comerciais ou industriais, informações sigilosas, assim 
definidas em lei, ou o controle remoto não autorizado do dispositivo invadido: 
Pena \u2013 reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa, se a conduta não 
constitui crime mais grave. 
§ 4º Na hipótese do § 3º, aumenta-se a pena de um a dois terços se houver 
divulgação, comercialização ou transmissão a terceiro, a qualquer título, dos 
dados ou informações obtidos. 
§ 5º Aumenta-se a pena de um terço à metade se o crime for praticado 
contra: 
I \u2013 Presidente da República, governadores e prefeitos; 
II \u2013 Presidente do Supremo Tribunal Federal; 
III \u2013 Presidente da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Assem-
bleia Legislativa de Estado, da Câmara Legislativa do Distrito Federal ou de 
Câmara Municipal; ou 
IV \u2013 dirigente máximo da administração direta e indireta federal, estadual, 
municipal ou do Distrito Federal.\u201d 
3. Arts. 154-A e 154-B do CP
3.1 Apresentação
Nesta unidade, daremos continuidade ao estudo dos arts. 154-A e 154-B 
do Código Penal.
3.2 Síntese
Vejamos do § 2º em diante do art. 154-A: 
\u201c§ 2º Aumenta-se a pena de um sexto a um terço se da invasão resulta pre-
juízo econômico. 
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§ 3º Se da invasão resultar a obtenção de conteúdo de comunicações eletrô-
nicas privadas, segredos comerciais ou industriais, informações sigilosas, assim 
definidas em lei, ou o controle remoto não autorizado do dispositivo invadido: 
Pena \u2013 reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa, se a conduta não 
constitui crime mais grave. 
§ 4º Na hipótese do § 3º, aumenta-se a pena de um a dois terços se houver 
divulgação, comercialização ou transmissão a terceiro, a qualquer título, dos 
dados ou informações obtidos. 
§ 5º Aumenta-se a pena de um terço à metade se o crime for praticado 
contra: 
I \u2013 Presidente da República, governadores e prefeitos; 
II \u2013 Presidente do Supremo Tribunal Federal; 
III \u2013 Presidente da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Assem-
bleia Legislativa de Estado, da Câmara Legislativa do Distrito Federal ou de 
Câmara Municipal; ou 
IV \u2013 dirigente máximo da administração direta e indireta federal, estadual, 
municipal ou do Distrito Federal.\u201d
Vejamos agora o art. 154-B: 
\u201cNos crimes definidos no art. 154-A, somente se procede mediante repre-
sentação, salvo se o crime é cometido contra a administração pública direta ou 
indireta de qualquer dos Poderes da União, Estados, Distrito Federal ou Muni-
cípios ou contra empresas concessionárias de serviços públicos.\u201d
4. Arts. 266 e 298 do CP
4.1 Apresentação
Nesta unidade, estudaremos os arts. 266 e 298 do Código Penal.
4.2 Síntese
Vejamos o art. 266 do Código Penal, após recente alteração: 
\u201cInterromper ou perturbar serviço telegráfico, radiotelegráfico ou telefôni-
co, impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento:
Pena \u2013 detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
§ 1º Incorre na mesma pena quem interrompe serviço telemático ou de in-
formação de utilidade pública, ou impede ou dificulta-lhe o restabelecimento.
§ 2º Aplicam-se as penas em dobro se o crime é cometido por ocasião de 
calamidade pública.\u201d
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Vejamos agora o art. 298 do Código Penal: 
\u201cFalsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento 
particular verdadeiro:
Pena \u2013 reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.
Parágrafo único. Para fins do disposto no caput, equipara-se a documento 
particular o cartão de crédito ou débito.\u201d
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Gabarito
1. Letra C.
2. Letra C.
3. Letra A.
4. Letra D.
5. Letra D.
6. Letra A.
7. Letra B.
8. Letra A.
9. Letra D.
10. Letra C.
11. Letra C.
12. Letra D.
13. Letra D.
14. Correta.
15. Correta.
16. Letra B.
17. Letra D.
18. Letra C.
19. Letra D.
20. Letra A.
21. Letra C.
22. Letra D.
23. Letra C.
24. Errada.
25. Errada.
26. Errada.
27. Errada.
28. Correta.
29. O crime é injúria, pois ele impu-
tou o fato tão somente perante a 
vítima.
30. Negro Sujo configura injúria 
preconceituosa, mas temos que 
analisar se ele estava no exer-
cício da função, assim, pode ser 
desacato.
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31. Correta.
32. Errada.
33. Errada.
34. Errada.
35. A disposição de motivos dispõe 
que não será possível a exceção 
da verdade na difamação envol-
vendo o presidente, entretanto, 
existe o posicionamento no sen-
tido de que poderia, tendo em 
vista que não há vedação legal.
36. Correta.
37. Correta.
38. 1º ponto de vista: segundo o 
STJ, o advogado possui imuni-
dade mesmo que seja contra o 
juiz, porém, deve haver perti-
nência temática. 2º ponto de 
vista: a imunidade judiciária se 
aplica quanto à ofensa contra a 
outra parte; nesse caso, o advo-
gado responderia por crime de 
injúria ou difamação.
39. Verdadeiro.
40. Letra E.
41. Letra C.
42. Letra E.
43. Falsa.
44. Letra C.
45. Letra D.
46. Letra B.
47. Letra D.
48. Letra D.
49. Letra B.
50. Letra A.
51. Incorreta.
52. Correta.
53. Errada. De acordo com o art. 
180, § 1º, exercício da atividade 
comercial, mesmo que seja no 
interior da própria residência.
54. 1ª posição: Sim, é necessário 
contato com o agente ou com 
o terceiro. 2ª posição: Não, não 
é necessário, bastando que haja 
um contato ato libidinoso com 
ela mesma. 3ª posição: Não, é ne-
cessário que haja ato libidinoso.
55. Todos os três envolvidos come-
tem um único crime de estupro 
consumado.
56. Correto.
57. Errado.
58. Responde por estupro mais ho-
micídio.
59. Não, pois a agente é quem en-
gravida, não aplicando a causa 
de aumento.
60. Não.
61. Estupro de Vulnerável.
62. Verdadeira.
63. Letra C.
64. Correta.
65. Falso.
66. Letra A.
67. Correta.
68. Errada.
69. Falsidade ideológica.
70. Falsa.
71. Correta.
72. Correta.
73. Errada.
74. Errada.
75. Crime de falsidade ideológica.
76. \u201cA\u201d comete apropriação indébita.
77. Sim.
78. Errada.
79. Responde pelo art. 5º da Lei 
nº 7.492/86. Não se configura 
como peculato.
80. Falsidade ideológica.
81. Letra C.
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82. Sim. Art. 3º, II, da Lei nº 
8.137/90.
83. Errada. Quando