Geografia e Cartografia   Cruzeiro do Sul
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Geografia e Cartografia Cruzeiro do Sul


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Geografia e Cartografia
Aerofoto, sensoriamento remoto, sistema GPS e produtos 
cartográficos temáticos
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Ms. Carlos Eduardo Martins
Revisão Textual:
Prof. Ms. Luciano Vieira Francisco
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Nesta unidade abordaremos aerofoto, sensoriamento remoto, sistema GPS e produtos 
cartográficos temáticos, por meio dos quais você terá acesso a diversos recursos de aprendizagem.
Não deixe de \u201cbaixar\u201d o arquivo em formato pdf do material teórico. Assim você poderá ter 
acesso às nossas discussões onde quer que esteja.
Veja o mapa mental que sintetiza a estrutura assunto tratado nesta unidade.
Fique atento(a) aos prazos das atividades que serão colocados no ar.
Recorra sempre que possível às videoaulas e ao PowerPoint narrado para tirar eventuais 
dúvidas sobre o conteúdo textual.
Participe do fórum de discussão proposto para estes temas.
Em seu tempo livre, procure pesquisar as fontes do material complementar.
Além disto, procure pesquisar o máximo que puder sobre aerofoto, sensoriamento remoto, 
sistema GPS e produtos cartográficos temáticos. Há inúmeros conteúdos na Internet que são 
úteis para o seu estudo e para a sua formação profissional.
Analisar os temas aerofoto, sensoriamento remoto, sistema GPS e produtos 
cartográficos temáticos, atualmente consideradas as ferramentas mais comuns 
na aquisição de dados e informações geográficas para a produção de cartas e 
mapas sistemáticos e temáticos.
Aerofoto, sensoriamento remoto, 
sistema GPS e produtos cartográficos 
temáticos
 · Introdução
 · O funcionamento da aerofotogrametria
 · O eletromagnetismo e o SR
 · O sistema GPS
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Unidade: Aerofoto, sensoriamento remoto, sistema GPS e produtos cartográficos temáticos
Contextualização
Os temas tratados nesta unidade, embora sejam analisados de forma individualizada, são 
considerados na Cartografia Sistemática como técnicas para aquisição de dados e informações 
geográficas para fins de mapeamento e geração de produtos como os mapas ou cartas. 
Nosso ponto de partida será discutir o papel das fotografias aéreas enquanto instrumento de 
composição visual vertical da paisagem. Por uma questão de ordenamento lógico separamos 
o tema aerofoto de sensoriamento remoto e Global Positioning System (GPS), embora todos 
sejam ferramentas remotas de obtenção de dados e informações.
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Introdução
Aerofotogrametria e aerofotointerpretação
A aerofotogrametria envolve uma série de atividades que tem por fim obter aerofotografias 
para fins de produção cartográfica. Diversos recursos materiais e pessoais são empregados 
nesta atividade e que serão detalhados em seguida. Ante disto, vejamos uma pequena narrativa 
histórica dos registros fotográficos como recursos ao mapeamento até os dias atuais.
Histórico da fotogrametria
As origens da fotogrametria podem recuar ao fim do século XV, quando Leonardo da Vinci 
criou a perspectiva nas suas obras, contribuindo com os rudimentos da Geometria Projetiva, 
desenvolvida pelo matemático francês Desargues, no início do século XVII, definindo Geometria 
Projetiva à generalização do uso dos pontos de fuga.
O pioneirismo da fotogrametria pode ser atribuído ao geodesista Dominique François Jean 
Arago que, em 1840, utilizou um processo chamado daguerreótipo, considerado o embrião da 
fotografia moderna.
Em 1849, Aimé Laussedat foi o primeiro a utilizar as fotografias terrestres como base para 
compor mapas topográficos. Em 1858, Laussedat fez as primeiras tentativas de fotografar a 
superfície do céu utilizando uma pipa. Em 1862, passou a utilizar balões, que inspiraram de 
maneira decisiva a Gaspard Felix Tournachon (também conhecido como Nadar) a dar início às 
diversas campanhas de registros fotográficos do solo a partir de balões (Figura 1).
Figura 1 \u2013 Nadar fotografando de seu balão.
 
Fonte: mentalfloss.com
Em pleno processo de expansão das suas forças militares, em 1859, Napoleão ordenou a 
Nadar que obtivesse fotografias de reconhecimento para planejar a Batalha de Solferino, na 
Itália, da qual o exército napoleônico sagrou-se vitorioso. Estavam lançadas as bases para o uso 
estratégico-militar da aerofotogrametria.
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Unidade: Aerofoto, sensoriamento remoto, sistema GPS e produtos cartográficos temáticos
Em 1893, Albrecht Meydenbauer foi o primeiro a cunhar o termo \u201cfotogrametria\u201d, tornando-
se o fundador do Instituto Fotogramétrico Real da Prússia. Meydenbauer projetou sua própria 
câmera fotogramétrica em 1867, fazendo uso de uma grande angular de 105°, utilizada nos 
levantamentos topográficos de Freyburg, Alemanha. As particularidades da câmera que criou 
ainda são encontradas em câmeras aerofotogramétricas atuais.
Internacionalmente, o marco da invenção do avião é atribuído aos irmãos Wright, em 1903. 
Entretanto, a primeira fotografia aérea para fins de mapeamento foi capturada por Cesare 
Tardivo, em 1908.
A primeira câmera montada diretamente na estrutura de um avião ocorreu em 1914 com os 
irmãos Arthur Brock Jr. e Norman H. Brock, nos EUA. Até então, as câmeras eram carregadas 
e as fotos feitas manualmente.
Em 1920, Sherman Mills Fairchild elaborou um mosaico com mais de cem fotos aéreas 
da ilha de Manhattan, criando, provavelmente, o protótipo do que chamamos atualmente de 
fotoíndice, sendo um dos primeiros a montar uma companhia de desenvolvimento de câmeras 
fotogramétricas, em 1920, a Fairchild Aerial Camera Corporation.
Glossário
Fotoíndice: mapa-índice elaborado através da união das fotografias aéreas em suas devidas posições, 
sendo tirada uma cópia fotográfica do conjunto em escala reduzida (MINEROPAR, [20--]).
Por fim, em 1937, Talbert Abrams criou a Escola de Mapeamento Aéreo e Fotointerpretação 
para dar treinamento aos militares norte-americanos.
A partir do entre guerras mundiais o desenvolvimento passou a centrar atenção sobre as câmeras 
aerofotogramétricas, filmes especiais, fotorrestituidores etc. Tudo em prol da melhoria na qualidade 
das imagens e fundamentalmente dos produtos dessas imagens analógicas: os mapas.
A Guerra Fria trouxe consigo as corridas aeroespacial, eletrônica e computacional que, em 
conjunto, revolucionaram a aquisição, tratamento, processamento e confecção de aerofotos 
a partir de então.
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O funcionamento da aerofotogrametria
O que é a aerofotogrametria? 
No que concerne às fotografias aéreas, há duas formas consideradas possíveis: 
- Fotografias verticais: tomadas como eixo ótico da câmera na vertical ao nadir e consideradas 
para os mapeamentos oficiais, com aeronaves, voos, altitude e câmeras especiais; 
- Fotografias oblíquas: tomadas com o eixo ótico da câmera inclinado obliquamente ao 
campo de observação, feitas de forma menos rigorosa com equipamentos mais simples.
Outro aspecto de grande importância na aerofotogrametria é a escala da fotografia aérea. 
Essa decorre da relação entre a distância focal da câmara e a altura de voo da aeronave e deve 
ser padronizada (Figura 2).
Figura 2 \u2013 Interior de uma aeronave especialmente adaptada à aerofotogrametria.
Fonte: aerosat.com.br
Voo fotogramétrico
O voo fotogramétrico, em geral, é precedido de um planejamento que avalia diversas 
condições relacionadas ao ambiente a ser fotografado e ao produto que se deseja obter.
Além da área a ser fotografada, é necessário considerar o relevo, a posição do Sol na hora do 
voo, o tipo de vegetação que recobre a superfície, entre outros aspectos.
Quanto ao produto a ser obtido no trabalho de fotogrametria, deve-se considerar a altura do 
voo, o intervalo de curvas e a distância focal da câmera com base na escala da fotografia desejada.
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Unidade: Aerofoto, sensoriamento remoto, sistema GPS e produtos cartográficos temáticos
Cobertura aerofotográfica ou linha de voo
A área coberta pelo voo fotogramétrico (Figura 3a) é um conjunto de faixas