OAB -2° Fase- DPP
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subida de apelação, ca-
berá Rese e não carta testemunhável. 
Exercício
20. (TJ-DF/2007) Cícero, cumprindo pena na penitenciária do DF, 
requer, na Vara de Execuções Criminais, livramento condicional. 
O Juiz, ao final, indefere o pedido. Inconformado, Cícero pode 
interpor:
a) Recurso de agravo;
b) Recurso em sentido estrito;
c) Recurso de apelação;
d) Revisão criminal executória.
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11. Recurso Ordinário, Recurso Especial 
e Recurso Extraordinário
11.1 Apresentação
Nesta unidade, será realizado estudo acerca dos recursos, mais precisa-
mente a respeito do recurso ordinário, do recurso especial e do recurso 
extraordinário.
11.2 Síntese
Em relação ao recurso especial e recurso extraordinário, é preciso que se 
esgotem as vias ordinárias. Ainda, de acordo com a Súmula nº 98 do STJ, não 
são protelatórios os embargos com intuito de prequestionar a matéria.
O prazo para interposição é de quinze dias e junto com a interposição de-
vem ser apresentados os fundamentos jurídicos. 
São recursos de fundamentação vinculada, daí a importância de se trazer os 
fundamentos juntamente com a interposição. 
Nota-se que a violação da matéria constitucional deve ser direta para que 
seja conhecida. 
O mandado de segurança é uma ação de impugnação autônoma e quando 
é denegado cabe recurso ordinário, bem como no caso do habeas corpus. O 
ROC é mais demorado do que o HC substitutivo, portanto, o fato deve ser 
levado em consideração.
A Lei Complementar nº 80, de 1994, traz que intimação pessoal é prerro-
gativa da defensoria pública, sob pena de nulidade.
O art. 102, II, \u201cb\u201d, da CF traz uma verdadeira apelação ao recurso ordinário 
de competência do STF em crime político.
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Gabarito
1. Segundo jurisprudência pre-
dominante, que inclusive tem 
precedentes no STF, o MP não 
pode presidir IP. HC nº 91.661 
do STF, de março de 2009.
2. Estado de inocência e dignidade 
da pessoa humana.
3. Será competente a Comarca do 
local da recusa do pagamento. 
Súmula STF nº 521 e Súmula 
STJ nº 244.
4. Será competente ou o local em 
que foi decretada a falência, ou 
o local em que foi concedida a 
recuperação judicial, ou o local 
em que foi homologado o acor-
do de recuperação extrajudicial. 
Art. 183 da Lei nº 1.1101\u20442005.
5. Excepcionalmente, sim, pois o 
rito ordinário pode ser aplicado 
subsidiariamente ao rito sumá-
rio (art. 394, §§ 4º e 5º do CPP). 
6. Sim, como vimos.
7. Sim, não há exceção, caso isto 
ocorra não se cita, sendo que os 
autos são retirados do juizado e 
remetidos ao juízo comum, que 
fará a citação e adotará o rito su-
mário.
8. Segundo a súmula do STJ, não, 
pois os que discordam desta 
teoria ainda não são a maioria 
e assim deve-se responder desta 
forma.
9. Arts. 121 a 126 do CP, salvo o 
homicídio culposo. 
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10. Depende, pode ser, caso este 
seja conexo a um crime doloso 
contra a vida. Ex.: ocultação de 
cadáver.
11. Sim, caso contrário, outra data 
será designada para o julgamen-
to. Jurado que não comparecer e 
não justificar receberá uma mul-
ta de um a dez salários mínimos.
12. Ao contrário do que se verifica na 
questão prejudicial facultativa, 
não é possível fixar prazo de sus-
pensão do processo, sendo certo 
que a ação penal deverá ficar sus-
pensa enquanto não decidida em 
definitivo a questão. Dois são os 
reflexos: atribuição de legitimi-
dade ao MP para discutir a ques-
tão no juízo cível e suspensão do 
prazo prescricional.
13. Muito embora o art. 95 do CPP 
não tenha elencado a exceção 
de impedimento, é perfeita-
mente possível manejá-la, já 
que a imparcialidade do juízo se 
encontra comprometida. Dian-
te da ausência de recurso espe-
cífico, cabe à defesa de João se 
valer da ação de habeas corpus 
para questionar a postura assu-
mida pelo juiz criminal.
14. Seria possível se valer da exce-
ção de coisa julgada, pois o fato 
histórico já foi apreciado, não 
sendo possível nova apreciação 
pelo Poder Judiciário, sob pena 
de violar a garantia da coisa jul-
gada e, por via de consequência, 
o primado da segurança jurídica.
15. A absolvição imprópria, que é 
aquela em que se reconhece a 
inimputabilidade do réu, não 
gera reflexo automático na esfe-
ra cível. Logo, é cabível a ação 
civil ex declito. Não pode o MP 
ajuizar a ação civil ex delicto, 
já que o art. 68 do CPP não foi 
recepcionado. O entendimento 
do Supremo Tribunal Federal 
que aponta para a inconstitucio-
nalidade progressiva não é apli-
cável no presente caso, já que o 
Rio de Janeiro possui Defenso-
ria Pública estruturada.
16. Deve Raimundo apelar da de-
cisão, uma vez que o art. 64 do 
CPP é claro em afirmar que não 
se mostra necessária a existência 
do título executivo judicial para 
o ajuizamento da ação civil ex 
delicto.
17. Sim, poderá inclusive ser nova-
mente decretada, dependendo 
somente dos requisitos, quando 
aparecem e quando não \u2013 art. 
316 do CPP.
18. A questão da reformatio in pejus 
envolve recurso defensivo; logo, 
não assiste razão ao MP na sua 
alegação. 
19. Letra D.
20. Letra A.