OAB -2° Fase- DPP
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\u2013 membros do Congresso Nacional: Senadores e Deputados Federais.
III \u2013 Judiciário:
\u2013 ministros dos Tribunais Superiores, STF, TST, STM, STJ.
IV \u2013 outros:
\u2013 Procurador-Geral da República;
\u2013 Comandante das Forças Armadas;
\u2013 membros do TCU;
\u2013 Chefe de Missão Diplomática de caráter permanente.
Serão julgados pelo STJ nos respectivos poderes:
I \u2013 Executivo:
\u2013 Governadores dos estados e do DF.
II \u2013 Legislativo:
\u2013 O STJ não tem competência para julgar ninguém do Legislativo.
III \u2013 Judiciário:
\u2013 membros dos tribunais, ou seja, os desembargadores dos TJ, dos TRE, 
dos TRT e dos TRF.
IV \u2013 Outros:
\u2013 membros dos Tribunais de Contas, dos estados, do DF e dos municípios;
\u2013 membros do Ministério Público da União que atuam perante Tribunais 
Federais.
Serão julgados pelos Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais:
I \u2013 Executivo:
\u2013 Prefeitos Municipais;
\u2013 Vice-Governador;
\u2013 Secretários de Estado.
II \u2013 Legislativo:
\u2013 Deputados Estaduais e Distritais.
III \u2013 Judiciário:
\u2013 magistrados, juízes em geral que atuam em primeira instância.
IV \u2013 Outros:
\u2013 membros do Ministério Público.
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Atenção: se um juiz de primeira instância praticar crime em concurso com 
ministro do STJ, o juiz será também julgado pelo STF. Aquele que tem a prer-
rogativa de função maior leva o outro para ser julgado no tribunal de origem.
Quando as pessoas deixam aquelas funções, acaba a prerrogativa de função 
e os processos são julgados em instância normal.
Quando um cidadão comum comete crime com alguém que tem prer-
rogativa de função é também levado ao tribunal especial para evitar soluções 
conflitantes.
6. Competência pelo Lugar da Infração
6.1 Apresentação
Nesta unidade, estudaremos a competência pelo lugar da infração.
6.2 Síntese
É uma hipótese de competência relativa; se desrespeitada, gerará incompe-
tência relativa. Tem momento certo para ser arguida e não pode ser reconhe-
cida de ofício pelo juiz.
A competência pelo lugar da infração está prevista nos arts. 69, I, 70 e 71 
do CPP.
Segundo o Código de Processo Penal, o lugar da infração será onde o crime 
foi consumado. Isso porque se aplica a Teoria do Resultado.
A jurisprudência abre uma exceção para os crimes dolosos contra a vida, 
em que a conduta é praticada em uma cidade e o resultado em outro; o pro-
cesso e julgamento ocorrerão na cidade onde houve a conduta. Exemplo: atiro 
em alguém na cidade A e esse alguém é transferido para a cidade B, e falece na 
cidade B. O resultado ocorreu na cidade B. Nesse caso, o crime será processa-
do e julgado em plenário do Júri e, por isso, a exceção, as provas, testemunhas 
estão na cidade A, o que torna o julgamento mais fácil.
No caso de crime tentado, praticado no território de várias Comarcas, será 
competente a Comarca onde foi praticado o último ato executório.
O art. 63 da Lei do Jecrim estabelece que esta lei (9.099\u20441995) traz como 
escolher a competência.
Corrente 1: Teoria da Atividade. Como temos o verbo praticar, traz a con-
duta. É adotada por Capez e Ada Pellegrini.
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Corrente 2: Teoria da Ubiquidade\u2044Mista. A lei reconheceria como lugar da 
infração tanto o lugar da conduta, como do resultado. Adotada por Guilherme 
Nucci e Mirabete.
Corrente 3: Teoria do Resultado. Para os atos infracionais, o ECA, no art. 
147, adota a teoria da atividade.
É importante lembrarmos que, na dúvida, entre um limite territorial e ou-
tro, será competente a comarca que primeiro tomar conhecimento do fato, ou 
seja, competência por prevenção.
Exercícios
3. Qual a competência no caso de estelionato mediante fraude com 
pagamento de cheque sem provisão de fundos?
4. Qual a competência nos crimes falimentares?
7. Competência pelo Domicílio ou 
Residência do Réu e Competência por 
Distribuição
7.1 Apresentação
Nesta unidade, estudaremos a competência pelo domicílio ou residência 
do réu e a competência por distribuição.
7.2 Síntese
A competência por domicílio ou residência do réu ocorre somente quando 
for ignorado o lugar da infração. Por isso, é reconhecido como foro subsidiário 
ou foro supletivo ou foro optativo.
Sabendo quem cometeu o crime, mas não sabendo onde ele foi cometido, 
a competência será do foro do lugar da residência ou domicílio do réu (art. 72 
do CPP).
Quando o réu possuir mais de uma residência competente para processar 
e julgar essa infração, será competente a comarca do lugar que primeiro tomar 
conhecimento do fato. 
A prevenção está prevista no art. 72, § 1º, do Código de Processo Penal. Se 
o réu tiver mais de uma residência, a competência firmar-se-á pela prevenção.
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Se o réu não tiver residência certa, ou a residência for ignorada, ou até mes-
mo se o paradeiro do indivíduo for ignorado, novamente teremos a prevenção.
Temos a hipótese excepcional de escolher o foro: foro optativo ou alternativo, 
quando se tratar de crime de ação penal exclusiva (art. 73 do CPP).
Competência por distribuição: várias varas criminais são competentes. 
Ocorre uma distribuição igualitária, ou seja, não pode atribuir todos os crimes 
para uma única vara criminal.
Observação: Alguns juízes tomam medidas cautelares no curso de inqué-
ritos policiais e, nesse caso, o juiz estará prevento (art. 75, caput e parágrafo 
único).
8. Conexão e Continência \u2013 Parte I
8.1 Apresentação
Nesta unidade, falaremos sobre conexão e continência (arts. 76 e 77 do CPP).
8.2 Síntese
Em verdade, não são critérios de fixação de competência. Devem ser con-
siderados hipóteses de prorrogação de competência.
Cada inciso do art. 76 do CPP traz uma espécie de conexão:
I \u2013 Conexão Intersubjetiva:
\u2013 por simultaneidade ou ocasional\u2044subjetiva objetiva;
\u2013 por concurso ou concursal;
\u2013 por reciprocidade.
II \u2013 Conexão Objetiva:
\u2013 teleológica;
\u2013 consequencial.
III \u2013 Conexão Intersubjetiva Instrumental ou Probatória:
\u2013 art. 76, I, do CPP.
IV \u2013 Conexão Intersubjetiva Ocasional:
\u2013 várias pessoas cometeram o mesmo crime, mas cada uma agiu por si. Ex.: 
pessoas que saqueiam um caminhão tombado.
O ideal é que todos os crimes praticados por elas sejam processados e julga-
dos em um mesmo processo.
V \u2013 Conexão Intersubjetiva Concursal:
\u2013 vários crimes praticados por várias pessoas, contudo, elas têm liame sub-
jetivo, uma adere à vontade da outra para praticar crimes.
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O ideal é que esses crimes, por serem conexos, sejam processados e julga-
dos em um único processo.
VI \u2013 Conexão Intersubjetiva por Reciprocidade:
\u2013 várias pessoas cometem vários crimes, umas contras as outras. Há um elo 
de ligação entre os crimes. Todos os crimes devem ser julgados e processados 
em um único processo (art. 76, II, do CPP).
VII \u2013 Conexão Objetiva Teleológica:
\u2013 praticar uma infração para facilitar outra, matar o marido para estuprar a 
esposa. Os crimes serão julgados em um mesmo processo.
VIII \u2013 Conexão Objetiva Sequencial:
\u2013 comete crime para ocultar outro, para garantir a impunidade de outro 
crime. Exemplo: ocultação de cadáver.
Em regra, serão julgados e processados em um único processo.
9. Conexão e Continência \u2013 Parte II
9.1 Apresentação
Nesta unidade, continuaremos o estudo da conexão e sobre a continência.
9.2 Síntese
Conexão Instrumental ou Probatória (art. 76, III, do CPP):
A prova de um crime influi na prova de outro crime. Exemplo: a recepta-
ção depende de um crime anterior. Exemplo 1: anteriormente, eu pratiquei 
um furto e o objeto do furto foi receptado por alguém. A prova do furto influi 
na prova da recepção. Exemplo 2: o crime de lavagem de dinheiro precisa de 
um crime anterior, previsto na lei: cometo um crime contra o sistema financei-
ro para praticar a lavagem; esses