OAB-1°Fase Penal
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em lei.
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47. O erro de tipo incide sobre os elementos que integram o tipo penal, 
abrangendo qualificadoras, causas de aumento e agravantes.
48. O erro de tipo exclui o dolo, mas o comportamento pode ser punido 
a título culposo se o erro for escusável.
17. Erro de Tipo \u2013 Descriminante Putativa \u2013 
Parte I
17.1 Apresentação
Nesta unidade, serão feitas outras considerações acerca do erro de tipo, 
sendo abordada a descriminante putativa prevista no art. 20, § 1º, do 
Código Penal.
17.2 Síntese
Conforme já estudado, o crime possui elementos. São eles: fato típico, ili-
citude e culpabilidade.
A ilicitude possui excludentes, também denominadas descriminantes, jus-
tificantes ou ainda normas permissivas.
É possível entender que se está se falando de descriminante, está se se re-
ferindo à excludente de ilicitude. No entanto, a descriminante putativa é uma 
exclusão de ilicitude imaginária.
A descriminante putativa por erro de tipo, prevista no art. 20, § 1º, do Có-
digo Penal, traz erro sobre a situação fática.
Dispõe o § 1º do art. 20 do Código Penal:
\u201c§ 1º É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas cir-
cunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. 
Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como 
crime culposo.\u201d
18. Erro de Tipo \u2013 Descriminante Putativa \u2013 
Parte II
18.1 Apresentação
Nesta unidade, serão feitas outras considerações acerca do erro de tipo, 
sendo ainda abordada a descriminante putativa por erro de tipo.
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18.2 Síntese
Há duas hipóteses de consequência diante de um erro de tipo sobre uma 
situação fática.
A primeira hipótese diz respeito ao erro inevitável, sendo isento de pena o 
agente. Segundo a doutrina, excluem-se o dolo e a culpa.
A segunda hipótese diz respeito ao erro evitável, não havendo isenção de 
pena e, assim, o agente responde pelo crime culposo. A doutrina entende que 
se exclui o dolo, mas não a culpa.
O § 2º do art. 20 do Código Penal estabelece:
\u201c§ 2º Responde pelo crime o terceiro que determina o erro.\u201d
Aqui há a figura de um terceiro que determinou o erro e a situação do agen-
te que agiu por erro. Este terceiro que determina o erro responde pelo delito. 
Exemplo: médico (terceiro) quer matar a vítima e coloca veneno na seringa, 
pedindo que a enfermeira aplique a injeção. A enfermeira pode responder a 
título de culpa, caso tenha o dever de observar algum cuidado e não observou.
Por fim, o § 3º dispõe:
\u201c§ 3º O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta 
de pena. Não se consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, 
senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime.\u201d
Exemplo: sujeito quer matar seu pai, dispara contra um terceiro acreditan-
do que se tratava de seu pai. Neste caso, o sujeito responderá como se tivesse 
matado seu pai.
Exercícios
49. O erro quanto aos pressupostos fáticos de uma causa de exclusão de 
ilicitude é considerado uma das hipóteses de descriminantes putativas.
50. A legítima defesa putativa pode se dar por erro sobre os pressupostos 
fáticos, que será uma hipótese de descriminante putativa, prevista no 
art. 20, § 1º.
51. Segundo o CP, não é isento de pena quem, por erro plenamente jus-
tificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, 
tornaria a ação legítima.
52. O art. 20, § 1º, parte final, trata da chamada culpa imprópria.
53. Arlete, em estado puerperal, manifesta a intenção de matar o pró-
prio filho recém-nascido. Após receber a criança no seu quarto para 
amamentá-la, a criança é levada para o berçário. Durante a noite, 
Arlete vai até o berçário, e, após conferir a identificação da criança, 
a asfixia, causando a sua morte. Na manhã seguinte, é constatada a 
morte por asfixia de um recém-nascido, que não era o filho de Arlete.
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Diante do caso concreto, assinale a alternativa que indique a respon-
sabilidade penal da mãe.
a) Crime de homicídio, pois o erro acidental não a isenta de res-
ponsabilidade.
b) Crime de homicídio, pois, uma vez que o art. 123 do CP trata 
de matar o próprio filho sob influência do estado puerperal, não 
houve preenchimento dos elementos do tipo.
c) Crime de infanticídio, pois houve erro quanto à pessoa.
d) Crime de infanticídio, pois houve erro essencial.
19. Iter Criminis \u2013 Parte I
19.1 Apresentação
Nesta unidade, serão feitas considerações sobre as etapas de realização 
do crime.
19.2 Síntese
Iter criminis são as etapas de realização do delito. O crime passa por quatro 
fases: cogitação, preparação, execução e consumação. Ainda, após a consuma-
ção, pode se falar em exaurimento do crime, mas esta não é considerada uma 
fase do crime.
A fase de cogitação abrange a idealização do delito, o planejamento, sendo 
escolhido o meio de execução. Esta fase não é punida, já que quem pensa em 
cometer um crime não pode ser punido.
A segunda fase é a fase de preparação, em que o agente já começa a praticar 
atos materiais, que antecedem a execução. Em regra, esta fase também não é 
punida, mas há punição quando os atos preparatórios, por si só, já constituírem 
crime autônomo.
A terceira fase é a execução do delito. Indaga-se em que momento se inicia 
a execução de um crime e há dois critérios que devem ser utilizados.
O primeiro é o critério objetivo formal, que determina que se inicia a exe-
cução com o início da realização do verbo típico.
O segundo critério, mais amplo, é o critério subjetivo individual, que esta-
belece que a execução se inicia no momento imediatamente anterior à reali-
zação do verbo típico.
É preciso observar que o critério predominante na doutrina é o critério 
objetivo-formal.
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20. Iter Criminis \u2013 Parte II
20.1 Apresentação
Nesta unidade, ainda serão feitas considerações sobre as etapas de reali-
zação do crime.
20.2 Síntese
A consumação do crime está prevista no art. 14, I, do Código Penal:
\u201cArt. 14. Diz-se o crime:
I \u2013 consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua defini-
ção legal;\u201d (...)
O homicídio, por exemplo, se consuma com a morte, pois neste momento 
se reuniram todos seus elementos.
O crime de extorsão mediante sequestro se consuma com o sequestro da 
vítima, independentemente de o agente receber a vantagem. Se o sequestrador 
receber a vantagem, diz-se que o crime está exaurido.
No crime material, o tipo penal descreve uma conduta e também um 
resultado. A consumação aqui se dá no momento da produção do resultado 
naturalístico.
No crime formal, o tipo penal descreve uma conduta e um resultado. 
Exemplo: extorsão mediante sequestro. Para sua consumação, não é necessária 
a produção do resultado naturalístico.
No crime de mera conduta, o tipo penal descreve somente a conduta, mas 
não o resultado. Assim, basta a prática da conduta para que haja consumação. 
Exemplo: violação de domicílio.
Exercícios
54. Diz-se o crime consumado quando nele se reúnem todos os elemen-
tos de sua definição legal.
55. O crime somente se consuma com a produção do resultado descrito 
no tipo.
56. Os crimes formais se consumam com a prática da conduta, indepen-
dentemente da produção do resultado naturalístico.
57. Reunidos todos os elementos da definição legal do crime, pode-se 
dizer que o crime estará consumado.
58. O crime consumado é o crime exaurido.
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21. Tentativa
21.1 Apresentação
Nesta unidade, será abordada a tentativa.
21.2 Síntese
Primeiramente, para que se fale em tentativa, nos termos do art. 14, II, do 
Código Penal, é preciso que tenha havido início da execução.
Neste sentido, iniciada a execução, não ocorre a consumação por circuns-
tâncias alheias