A Civilização do Espetáculo
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A Civilização do Espetáculo


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No Livro \u201cA Civilização do Espetáculo\u201d, o autor Mario Vargas Llosa, relata de forma lucida o cenário cultural contemporâneo. Descrevendo que a cultura sofreu uma violenta mudança em sua essência, em que a beleza das artes, o estímulo pela leitura, a apreciação por filmes com conteúdos produtivos e críticos, toda essa base foi negligenciada, para assim dar lugar, a cultura contemporânea. Que se baseia puramente no entretenimento banalizado aliado a uma mídia irresponsável que trata de forma frívola seus consumidores.
 A cultura que fazia a sociedade a ter um senso mais critico, a refletir, ter sede por conhecimento e lutar pelos seus ideais ou contra algo que não era satisfatório foi trocada por uma cultura onde a arte, filósofos, compositores, professores e outros grandes pensadores foram esquecidos e substituídos por atores de cinema, jogadores de futebol, astros da televisão. Desta forma observamos que houve uma inversão que resulta em uma sociedade muito mais ligada as imagens do que para as ideias. 
Na civilização do espetáculo, o que se espera dos artistas não é talento, mas sim escândalo e poses. O que um dia foi revolucionário hoje foi transformado em moda.
O Jornalismo, principal veiculo de comunicação, foi afetado pela mudança estrutural da cultural, passando a ter como foco o entretenimento. Mirando a vida de pessoas públicas, minimizando extremamente o espaço de noticias sobre: politica, cultura e economia por exemplo. 
A politica também sofreu em consequência a essas mudanças, se tornando regida por publicidade, perdendo suas prioridades ideológicas e doutrinarias. O que acabou contribuindo para a sua desmoralização foi o jornalismo inconsequente e sensacionalista amplificando e exagerando os aspectos negativos da politica. Essa desmoralização acabou por gerar um desinteresse pela politica e uma mitigação na fatalidade e escândalo ligados a casos de corrupção e abuso de poder, tudo isso acabou criando uma sociedade politicamente apática.
No campo artístico, há uma ausência de consensos mínimos sobre valores estéticos criando dificuldades para definir o que necessitou de talento, o que é belo ou artístico. 
O cinema, teve seus atores, roteiros e diretores colocados em segundo plano dando visibilidade aos efeitos especiais, desta forma suprindo a cultura que propicia um menor esforço intelectual. Em sua maioria entregando emoções e sensações totalmente focadas no visual, sem qualquer conteúdo intelectual .
 A crítica especializada também não tem mais seu valor original, a publicidade tomou seu lugar influenciando decisivamente os gostos, costumes e vontades, massificando as pessoas em um todo. 
A obra em questão revela a banalização da cultura nos dias de hoje, sempre colocando em pauta, com fortes citações, que o meio cultural que vivemos hoje não pode ser considerado cultura e sim, uma fuga das situações e obstáculos enfrentados no dia a dia. O autor aproveita o tema e impõe um alto nível de critica sobre nossa intelectualidade e poder de reflexão, devido a inabilidade da maioria de buscar algo além do que se vê na TV e internet.
Não há duvidas que se analisarmos friamente, a sociedade inserida nesta cultura da importância exagerada a coisas banais de pouco valor cultural, e dificilmente saberão dar valor ao que realmente pode ser considerado cultura de verdade, pois esta já se encontra deturpada. 
Finalmente, o autor expõe, que não existe mais a distinção entre preço e valor, pois, o real conceito de valor foi absorvido pelo conceito de valor
comercial dado as coisas, e que não existe mais a velha cultura de antes, pois tudo agora é consumido pelo sensacionalismo barato, dos jornais, TV e etc., e pela superficialidade do que hoje é classificado como cultura.