Procedimentos de Rede - ONS -  Módulo7 Revisao 4 2

Procedimentos de Rede - ONS - Módulo7 Revisao 4 2


DisciplinaLegislação do Setor Elétrico13 materiais72 seguidores
Pré-visualização6 páginas
ao 
cálculo de perdas das permissionárias de serviço público de distribuição de 
energia elétrica. 
 
g) Seção 7.6 \u2013 DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS \u2013 estabelece as disposições 
transitórias relacionadas ao cálculo de perdas na distribuição. 
 
 
 
4 DAS ALTERAÇÕES DESTA REVISÃO 
 
 
4.1 Foram alterados dispositivos nas Seções 7.0, 7.1, 7.2, 7.3, 7.4 e 7.6. 
 
 
 
Procedimentos de Distribuição 
 
Assunto: 
Disposições Gerais para o Cálculo de 
Perdas na Distribuição 
Seção: 
7.1 
Revisão: 
4 
Data de Vigência: 
15/04/2015 
Página: 
6 de 27 
 
 
SEÇÃO 7.1 \u2013 DISPOSIÇÕES GERAIS PARA O CÁLCULO DE PERDAS NA 
DISTRIBUIÇÃO 
 
 
1 OBJETIVO 
 
1.1 Definir as informações e os dados necessários para cálculo das perdas na distribuição 
e o tratamento regulatório a ser empregado em caso da impossibilidade de realização 
do cálculo. 
 
1.2 Estabelecer os parâmetros regulatórios a serem adotados no cálculo de perdas na 
distribuição 
 
1.3 Estabelecer as etapas para o cálculo de perdas na distribuição. 
 
2 DADOS E INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS PARA O CÁLCULO DAS PERDAS NA 
DISTRIBUIÇÃO 
 
2.1 As informações referentes aos dados físicos (redes, transformadores, reguladores, 
chaves e medidores) e de energia nas unidades consumidoras e geradores, nos 
transformadores de potência e nos alimentadores de média tensão, são obtidas da 
Base de Dados Geográfica da Distribuidora \u2013 BDGD. 
 
2.2 As informações do Balanço de Energia, que compreende os montantes de energia 
injetada e fornecida agregados para cada segmento do sistema de distribuição, devem 
ser enviadas pelas distribuidoras de acordo com as instruções relativas ao processo 
de revisão tarifária, obedecendo ao formato e às instruções dadas no Módulo 6 do 
PRODIST. 
 
2.3 A caracterização da carga é realizada a partir de dados da campanha de medição 
definida no Módulo 2 \u2013 Planejamento da Expansão do Sistema de Distribuição do 
PRODIST. 
 
2.4 As informações de energia são obtidas de dados do sistema de medição das 
distribuidoras, de agentes supridores e da CCEE. 
 
2.5 Os demais dados necessários para a apuração das perdas no sistema de distribuição 
e nas DIT de uso exclusivo devem ser fornecidos pela distribuidora, conforme 
estabelecido no Módulo 6 \u2013 Informações Requeridas e Obrigações. Para apuração 
das perdas podem ainda ser utilizadas demais informações disponíveis na ANEEL. 
 
2.6 A distribuidora deve apresentar avaliação das perdas por segmento, detalhando a 
metodologia utilizada no estudo. 
 
2.7 As perdas nas DIT compartilhadas serão apuradas pela CCEE, que deverá informar 
os valores de cada distribuidora à ANEEL. 
 
2.8 A ANEEL poderá solicitar informações adicionais às listadas no Módulo 6 do 
PRODIST, necessárias para o cálculo das perdas na distribuição. 
 
 
 
Procedimentos de Distribuição 
 
Assunto: 
Disposições Gerais para o Cálculo de 
Perdas na Distribuição 
Seção: 
7.1 
Revisão: 
4 
Data de Vigência: 
15/04/2015 
Página: 
7 de 27 
 
 
 
2.9 Os estudos realizados pela distribuidora e o detalhamento das informações fornecidas 
devem estar disponíveis para fiscalização da ANEEL, por um período de cinco anos. 
 
3 AVALIAÇÃO DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS 
 
3.1 Após recebimento e avalição das informações encaminhadas pelas distribuidoras, a 
ANEEL poderá solicitar eventuais esclarecimentos e correções com vistas à realização 
do cálculo de perdas na distribuição. 
 
3.2 Caso as inconsistências nas informações referidas no item anterior persistirem, 
impossibilitando a realização do cálculo de perdas na distribuição pela metodologia 
descrita neste Módulo, o percentual de perdas técnicas sobre a energia injetada a ser 
adotado para a distribuidora terá como referência o menor valor entre os percentuais 
já calculados pela ANEEL. 
 
4 PARÂMETROS REGULATÓRIOS 
 
4.1 É adotado o valor de referência de 0,92 para o fator de potência para fins do cálculo 
das perdas do SDMT e SDBT. 
 
4.2 Não são considerados no cálculo de perdas elementos de compensação de energia 
reativa instalados no SDMT e SDBT. 
 
4.3 São consideradas perdas adicionais de 5% sobre o montante de perdas técnicas 
totais, excluindo-se as perdas apuradas por medição, devido às perdas técnicas 
produzidas por efeito corona em conexões, sistemas supervisórios, relés fotoelétricos, 
capacitores, transformadores de corrente e de potencial, e por fugas de correntes em 
isoladores e para-raios. 
 
4.4 É considerado o nível de tensão de operação informado pela distribuidora na saída do 
alimentador de média tensão, que deverá corresponder à tensão que o circuito opera 
na maior parte do período de apuração das perdas. 
 
4.5 Os valores regulatórios de perdas totais e em vazio para os transformadores de 
distribuição se encontram definidos nas Tabelas I a VI do Anexo I, e nas Tabelas VII a 
XII após quatro anos da publicação deste Módulo. 
 
4.6 Os valores de perdas totais e em vazio para os transformadores de potência devem 
corresponder aos dados de placa dos equipamentos, que terão sua pertinência 
avaliada pela ANEEL. 
 
4.7 São considerados 1 W (watt) de perda por circuito de tensão para medidores 
eletromecânicos e 0,5 W para medidores eletrônicos. 
 
4.8 É considerada a impedância de sequência positiva para fins do cálculo de perdas de 
que trata o Item 6 Seção 7.2 deste Módulo, obtida à temperatura de operação dos 
condutores elétricos igual a 55 ° C, conforme tabelas disponíveis no Anexo II. Para o 
 
 
 
Procedimentos de Distribuição 
 
Assunto: 
Disposições Gerais para o Cálculo de 
Perdas na Distribuição 
Seção: 
7.1 
Revisão: 
4 
Data de Vigência: 
15/04/2015 
Página: 
8 de 27 
 
 
caso do condutor não estar contido nas tabelas do Anexo II, será utilizada a 
impedância informada na BDGD, que terão sua pertinência avaliada pela ANEEL. 
 
4.9 O modelo adotado para as cargas conectadas ao SDMT e ao SDBT é denominado 
ZIP, composto por 100% de impedância constante para parcela reativa e de 50% 
potência constante e 50% impedância constante para a parcela ativa da carga. 
 
4.10 A carga é dividida de forma igual entre as fases para as unidades consumidoras 
trifásicas e é considerada conectada entre fases para as unidades monofásicas a três 
fios. 
 
4.11 Quando a aplicação do método de cálculo de que trata o Item 6 da Seção 7.2 deste 
Módulo resultar em tensão nos pontos de conexão de unidades consumidoras no nível 
precário ou crítico, conforme definido na Seção 8.1 do Módulo 8 do PRODIST, a 
parcela da carga a que se refere o item 4.9 dessa Seção, caracterizada como potência 
constante, passa a ser modelada como impedância constante. 
 
4.12 Caso as tensões em qualquer ponto do sistema não estiverem dentro dos limites 
estabelecidos na Seção 8.1 do Módulo 8 do PRODIST, relativos aos níveis de tensão 
precária ou crítica, poderão ser efetuados ajustes nos Taps dos reguladores de tensão 
e nas cargas conectadas ao alimentador. 
 
4.13 É considerada resistência de aterramento de 15 ohms para os circuitos monofilares 
com retorno por terra \u2013 MRT. 
 
4.14 Caso a distribuidora não possua cadastro dos seus ramais de ligação de unidades 
consumidoras de baixa tensão é estabelecido o comprimento regulatório de 15 metros. 
 
4.14.1 O comprimento máximo admissível para o ramal de ligação é de 30 metros. 
 
5 ETAPAS DO CÁLCULO 
 
5.1 O fluxograma da Figura 1 descreve o fluxo de informações em cada uma das etapas 
do cálculo das perdas na distribuição. Consiste na definição das diretrizes a serem 
obedecidas na apuração dos dados e informações e no estabelecimento da 
metodologia de cálculo das perdas. 
 
 
 
 
Procedimentos de Distribuição 
 
Assunto: 
Disposições Gerais para o Cálculo de 
Perdas na Distribuição