saude adolecentes
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intersetoriais 
que lhes garanta proteção e a garantia de seus direitos. É trazê-los para o centro do 
processo como sujeitos de direitos (BRASIL, 2010a. p. 39).
Saiba mais:
Cuidando da saúde sexual e saúde reprodutiva de adolescentes: orientações básicas.
Acesse: <www.saude.gov.br/adolescente>
Saiba mais:
Programa Saúde na Escola (PSE) instituído pelo Decreto Presidencial nº 6.286/2007.
Acesse: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/.../decreto/d6286.htm>
Saiba mais:
Caderno de Atenção Básica sobre Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva (CAB 26, 2010).
Acesse: <http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/cadernos_ab/abcad26.pdf>
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Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na atenção básica
Saiba mais:
Diretrizes nacionais de atenção integral à saúde de adolescentes e jovens na promoção, 
proteção e recuperação da saúde.
Acesse: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_nacionais_atencao_saude_
adolescentes_jovens_promocao_saude.pdf>
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Ministério da Saúde
Figura 12 - Vulnerabilidades relacionadas a sexualidade
Perguntar Observar
CLASSIFICAR POSSIBILIDADE DE RISCO NA VIVÊNCIA SEXUAL
Determinar
 Etapa da adolescência em 
que o sujeito se encontra. 
 Ambiente erotizado.
 Frequência sexual, grau de 
intimidade sexual.
 Preferência sexual. 
 Fatores de risco nas 
atividades diárias e condutas 
que possam conduzir a 
problema iminente.
 Relação sexualidade versus 
projeto de vida, imagem 
corporal, doença crônica e/ou 
de\ufffdciência que o(a) 
prejudique na percepção e 
vivência da sexualidade.
 Disponibilidade e aceso a 
métodos contraceptivos.
 Risco de infecções de 
transmissão sexual ou DST 
ativa. 
 Grau de de\ufffdciência do(a) 
adolescente que o/a limite 
em sua sexualidade.
 Idade gestacional e sua 
atitude diante da mesma (se 
deseja adotar condutas 
abortivas ou em caso de 
sangramento genital 
suspeitar de aborto e referir).
 Abuso sexual: tratamento 
preventivo de DST, 
contracepção de emergência.
 Acesso a projetos sociais ou 
serviços institucionais ou 
comunitários. 
 Resultado de citologia.
ALTO RISCO
 Percepção de sua sexualidade (em cada consulta).
 Tem parceiro(a) atualmente? Número de parceiros. Relações 
sexuais, idade de início, preferência sexual, tipo de relação sexual 
(sem penetração ou com penetração).
 Possibilidade de gravidez atual e percepção da mesma.
 Abstinência sexual.
 Masturbação.
 Interpretação do conceito de virgindade.
 Conhecimentos sobre relações sexuais, fonte de informação 
(familiares, seus pares, educadores, folhetos, palestras, vídeos\u2026) e 
como as percebe e as interpreta. Referente adulto orientador.
 Prazer na relação sexual (dispareunia, insatisfação sexual, 
disfunção sexual).
 Higiene na atividade sexual.
 Pressão grupal para início da atividade sexual ou participação em 
grupos que promovam práticas sexuais de forma passiva ou ativa 
do adolescente (seitas religiosas, bandas juvenis ou gangues). 
 Antecedente de abuso sexual infantil (único, reiterado) e 
agressor(a). 
 Participação em atividades ilícitas: consumo de drogas, vídeos 
pornô, entre outras.
 Antecedentes obstétricos: números de gravidezes, abortos e 
condições deles, parto normal ou cesariana prévios, complicações 
na gravidez, peso ao nascer de seu(s) bebê(s). Vivência da gravidez. 
 Uso de medicamentos para a satisfação sexual. 
 Conhecimento e uso de métodos contraceptivos e prevenção de 
infecções de transmissão sexual, medo quanto ao uso e à disposição 
para usar contraceptivo.
 Antecedentes familiares de atividade sexual precoce e gravidez na 
adolescência (mãe, irmãs(os) adolescentes, referente adulto)
 Risco de abuso sexual ou violência sexual: isolamento, 
institucionalizada(o), insegurança na área residencial (presença de 
gangues). 
 Quem trabalha na família? De que recursos vivem. Se estaria 
disposta(o) a trabalhar em qualquer atividade, inclusive 
prostituição.
 Crenças e práticas religiosas. Espiritualidade.
 Antecedentes pessoais de doenças agudas ou crônicas e/ou 
alguma de\ufffdciência que inter\ufffdra com a vivência sexual.
 Estágio de Tanner e grau de 
maturação psicossexual.
 Presença de piercing ou 
tatuagens sugestivas de 
participação em grupos. 
 Atitude durante o exame 
físico genital.
 Exame genital e região anal: 
indícios de atividade sexual, 
características do hímen, 
hematomas, cicatrizes, 
\ufffdssuras, \ufffduxo vaginal, 
secreção uretral.
 Sinais sugestivos de doença 
sexualmente transmissível 
(DST).
 Sinais sugestivos de 
gravidez. 
 Sinais físicos de violência 
(hematomas, cicatrizes\u2026) ou 
atitude sugestiva de violência 
verbal ou psicológica que 
possam estar associadas a 
formas de coerção/abuso 
sexual.
Referir a projetos sociais disponíveis na localidade, 
dependendo da problemática identi\ufffdcada.
 Convicção ou motivação de 
abstinência.
 Conversar sobre o que 
considera ser o momento de 
iniciar as atividades sexuais.
 Seguimento em curto prazo (agendamento de acordo 
com o caso).
 Citologia anual. 
 Intervenção objetiva de acordo com os problemas 
identi\ufffdcados. 
 Acompanhar prescrição e uso de contracepção.
Sexualmente Ativo(a)SIM NÃO
RELAÇÕES
SEXUAIS RESPONSÁVEIS BAIXO RISCO
Referir à especialista e/ou ao acompanhamento conjunto 
com pro\ufffdssionais dos Nasf quando necessária abordagem 
multidisciplinar: Psicologia, especialidades médicas 
(Ginecologia, Obstetrícia, Urologia, serviço de DST, 
segundo cada caso)
Acompanhar, em consultas sucessivas, a progressão e/ou 
volta às atividades escolares, esporte e lazer, bem como, 
os possíveis obstáculos para sua realização. Perguntar 
sobre o início das atividades sexuais.
Fonte: Elaboração própria.
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Uma variedade de condições pode levar uma adolescente a uma primeira visita para o 
atendimento ginecológico. Os pais e/ou responsáveis tomam a iniciativa e marcam a consulta, 
quando percebem alterações que os preocupam. Outras vezes a adolescente procura o serviço 
para receber informações quanto à normalidade de seu corpo, por problemas, principalmente 
os relacionados à menstruação, ou porque está pensando em iniciar um relacionamento sexual.
O profissional de Saúde deve demonstrar competência, habilidade, experiência e 
capacidade de bom relacionamento humano. Ele precisa conquistar a confiança da jovem, sem 
pressa e respondendo às dúvidas com respostas concretas e jamais assumindo atitude crítica. 
Sua postura deve ser de respeito, procurando usar o nome da adolescente e nunca abordá-la 
com termos impessoais como \u201cquerida\u201d, \u201cboneca\u201d, \u201cgatinha\u201d, \u201camor\u201d etc. Ao examinar, deve-se 
evitar o uso de algumas expressões em relação à sua anatomia: muito pequeno, muito grande, 
infantil, muito largo. A sensibilidade da adolescente pode levar a uma compreensão errônea das 
palavras empregadas.
26.1 Exame ginecológico
A rotina do exame ginecológico \u2013 mamas, abdômen, órgãos genitais externos e internos 
\u2013 não difere muito do praticado na mulher adulta. O exame físico nunca deve ser forçado, 
devendo ser adiado, quando necessário. Recomenda-se a presença do acompanhante e/ou 
outro profissional de Saúde da equipe durante o procedimento.
Os exames complementares dependerão essencialmente do quadro clínico. Em alguns 
casos faz-se necessário referenciar para consultas especializadas.
26atendimento Ginecológico
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Ministério da Saúde
Orientações
\u2022 Explicar a importância do exame genital/ginecológico e as razões para fazê-lo.
\u2022 Enfatizar a importância da higiene na área genital
\u2022 Usar modelos ou diagramas para explicar o aparelho reprodutor feminino.
\u2022 Explicar e orientar sobre a importância do uso da dupla proteção, que é o uso do 
preservativo masculino ou feminino associado a outro método anticoncepcional, e 
sobre a anticoncepção de emergência, mesmo que a adolescente não tenha iniciado 
a atividade