Direito Constitucional II Processo Legislativo.pptx

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Direito Constitucional II
 
Processo Legislativo
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Processo Legislativo
1. CONCEITO.
 
Conforme os professores Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino: \u201c A expressão \u201cprocesso legislativo\u201d compreende o conjunto de atos (iniciativa, emenda, votação, sanção ou veto, promulgação e publicação) realizados pelos órgãos competentes na produção das leis e outras espécies normativas indicadas diretamente pela Constituição\u201d.
Tais espécies normativas estão previstas expressamente no art. 59 da Lex Fundamentalis in casu: 
· Emendas à Constituição;
· Leis complementares;
· Leis ordinárias;
· Leis delegadas;
· Medidas provisórias;
· Decretos legislativos;
· Resoluções.
As referidas espécies normativas são denominadas normas primárias, pois retiraram seu fundamento de validade diretamente da Constituição Federal, sendo, assim, o primeiro nível das normas que derivam da Carta Magna (infraconstitucional).
Também cabe destacar que todas elas estão no mesmo plano hierárquico, com exceção da emenda constitucional, cuja elaboração decorre do Poder Constituinte Derivado de Emenda.
Ademais, cabe apenas às espécies normativas em questão inovarem no ordenamento jurídico, no ato de regulamentar a Constituição Federal.
E isso ao contrário de outros atos, ditos atos de 2º nível, secundários ou infralegais, editados para regulamentar normas infraconstitucionais, sendo exemplo, os decretos, os regulamentos, as resoluções ministeriais, as portarias administrativas.
Os atos de 2º nível, por não integram o processo legislativo quando da sua formação, não podem inovar no ordenamento jurídico.
2. CLASSIFICAÇÃO
A doutrina classifica os processos legislativos em relação às formas de organização política, em:
a) Autocrático.
b) Democrático.
b.1) Direto;
b.2) Indireto ou representativo;
b.3) Semidireito.
No processo legislativo autocrático as leis são elaboradas pelo próprio governante. Os cidadãos não participam.
O processo legislativo democrático se divide em Direto, Indireto ou representativo e Semi direito.
No processo legislativo direto as leis são discutidas e votadas pelo povo diretamente.
No processo legislativo indireto ou representativo as leis são elaboradas através dos representantes do povo. É o tipo de processo legislativo que existem no Brasil. Os cidadãos escolhem seus representantes em eleições e estes decidem sobre o processo de elaboração das espécies normativas.
No processo legislativo semidireto o projeto de lei é discutido e votado por representantes do povo, após o que será submetido a referendo popular. Que é uma concordância da vontade do órgão representativo junto com a vontade do eleitorado. 
3. PROCEDIMENTO:
Quanto aos tipo de procedimento (ou rito processual e prazos) os processos legislativos podem ser:
 Ordinários;
 Sumários;
c) Especiais.
Como asseveram os professores Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino:
\u201cO processo legislativo ordinário é aquele que se destina à elaboração de leis ordinárias, caracterizando-se pela inexistência de prazos rígidos para a conclusão das diversas fases que o compõem.
O processo legislativo sumário segue as mesmas fases procedimentais do processo ordinário, mas com uma diferença: no processo legislativo sumário exige prazo para que o Congresso Nacional decida sobre o assunto (Projeto Lei Ordinária em regime de urgência).
Os processos legislativos especiais seguem rito diferente do estabelecido para a elaboração das leis ordinárias, como é o caso das emendas à Constituição, das leis complementares, das leis delegadas, das medidas provisórias , das resoluções e dos decretos legislativo. 
4. INOBSERVÂNCIA AO DEVIDO PROCESSO LEGISLATIVO
Acaso as regras estabelecidas para a elaboração das diversas espécies de normas primárias existentes em nosso ordenamento não sejam obdecidas, o Poder Judiciário poderá declarar inconstitucionalidade do ato normativo produzido em desacordo com o devido processo legislativo (inconstitucionalidade formal), através do controle de constitucionalidade das leis, e isso já na iniciativa do projeto. 
O processo legislativo de elaboração das normas pode ser modificado por meio de emendas à Constituição.
5. DECURSO DE PRAZO
Atualmente, no Brasil, não mais existe a aprovação tácita de projetos das espécies legislativas sem apreciação deste por parte do Congresso Nacional, pela simples expiração do prazo previsto para a sua análise.
No entanto, e como ser melhor visto adiante, se o chefe do Poder Executivo, após aprovação do projeto pelo Poder Legislativo, não manifestar, por meio de veto ou sanção, no lapso de 15 dias úteis, seu silêncio implicará em sanção tácita. 
6 ESQUEMA DO PL DAS LEIS ORDINÁRIAS E COMP. (Prof. PEDRO LENZA ) 
7. PROCESSO LEGISLATIVO ORDINÁRIO
O processo legislativo ordinário é o responsável por elaborar leis ordinárias , sendo composto por todas as fases e procedimentos comuns ao processo legislativo, que nem sempre estão presentes nas demais.
Este processo é dividido em três fases:
· Fase introdutória;
· Fase constitutiva;
· Fase complementar.
7.1. FASE INTRODUTÓRIA 
A fase Introdutória representa a iniciativa legislativa, ou seja, é o ato que desencadeia o processo de formação da lei, sendo conferida a algum órgão ou alguém para apresentar projeto de lei ao Poder Legislativo.
Diz o art. 61 da CF: \u201cA iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Const\u201d.
Conquanto o dispositivo acima não mencione o Tribunal de Contas da União, entende-se que ele pode propor leis acerca de seus cargos, serviços e funções por força do art. 73 c/c. 96, II, da CF/88.
Já os arts. 51, IV, e 52, XIII, da CF/88 outorgam iniciativa de lei para a Câmara do deputados e para o Senado Federal disporem sobre a remuneração de seus respectivos cargos, empregos e funções.
Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados, verbis:
IV - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:
XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Assim, iniciativa pode ser geral, concorrente, reservada (exclusiva ou privativa), do art. 67 da CF, popular, parlamentar, extraparlamentar e vinculada .
A iniciativa geral é a conferida a qualquer membro ou comissão da Câmara dos Deputados, do Senado ou do CN, ao Presidente da República, ao STF, aos Tribunais Superiores, ao PGR e aos cidadãos (art. 61,CF).
Mas, como observa Vicente Paulo: \u201cA denominação \u201ciniciativa geral\u201d não significa, porém, que caiba aos legitimados com ela contemplados a competência para a iniciativa das leis sobre qualquer matéria. Na Constituição Federal de 88, ninguém possui propriamente, iniciativa geral, irrestrita\u201d, pois devem ser respeitados os casos de iniciativa reservada.
\u201cA expressão \u201ciniciativa geral\u201d deve ser entendida, portanto, como indicativa de que os legitimados com ela contemplados poderão dar início ao processo legislativo sobre quaisquer matérias, ressalvadas as hipóteses de iniciativa reservada.\u201d 
A iniciativa é conjunta, segundo o prof. Pedro Lenza quando há um \u201cconsenso de vontades, estabelecendo a CF competência para que diversas pessoas , conjuntamente, deflagrem o processo legislativo\u201d.