Direito Constitucional II Processo Legislativo.pptx

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DisciplinaDireito Constitucional I57.080 materiais1.406.182 seguidores
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de aprovado pelo Poder Legislativo, será encaminhado ao Chefe do Executivo, para fins de sanção ou veto. A partir desse momento, o projeto segue o trâmite ordinário ao demais projetos de lei...\u201d. 
Logo, MP emendada se transforma em PL de conversão, a ser remetido ao PR para sanção ou veto. Sancionada pelo PR é promulgada e publicada
Vale citar que, durante o trâmite do PL de conversão, a MP continua vigente e eficaz até que o PR sancione ou vete, o que também acarreta a possibilidade da MP ter vigência superior a 120d, segundo art. 62, § 12, CF
§ 12. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória, esta manter-se-á integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto.(Incluído pela EC nº 32, de 2001)
9.5.10 Das relações jurídicas decorrentes de MP não convertida em Lei
Os efeitos jurídico decorrentes de matéria alterada pela MP devem ser regulamentados por decreto legislativo, quando então a MP perderá sua eficácia desde a sua edição, conforme art. 62, §3º, da CF, in litteris:
§ 3º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos do § 7º, uma vez por igual período, devendo o Congresso Nacional disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas delas decorrentes. (Incl EC 32, de 2001).
 E, nos termos do § 11 do art. 62 da CF/88, in verbis: 
§ 11. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. (Incluído EC nº 32).
Ocorrente a hipótese acima, teremos uma situação curiosa, pois uma MP, não convertida em lei, regulará, com força de lei, as relações jurídicas consolidadas no período que esteve vigente, como se lei temporária fosse.
9.5.11. Da Rejeição expressa ou tácita da MP pelo CN:
A rejeição tácita da MP (ocorrente pela sua não apreciação em 120d) e rejeição expressa acarretam a perda da eficácia da espécie normativa em questão desde a sua edição, ou seja, com eficácia ex tunc, e, como visto, perdendo ela sua eficácia, cabe ao CN, no prazo de 60d, disciplinar, sem interferência do Executivo, as relações jurídicas dela decorrentes, salvo se passar do prazo acima, o que acarretará, consoante exposto no tópico anterior, a manutenção dos efeitos da MP.
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9.5.12.  Os Efeitos da MP no ordenamento jurídico:
A edição da medida provisória acarreta a suspensão temporária das normas incompatíveis com ela, e, sendo convertida em lei, revoga tais normas; no entanto, acaso rejeitada a MP, tal(is) medida(s) tem(rão) sua(s) eficácia(s) restaurada(as). 
 Diante do fato de que a MP, enquanto em tramitação, só acarreta a suspensão temporária dos efeitos das normas com ela incompatíveis, não que se falar em represtinação, que ocorre quando uma lei é revogada por outra lei, e esta, posteriormente, é revogada por uma terceira lei, que irá reestabelecer os efeitos da primeira lei revogada.
 9.5.13. As MPs anteriores à EC 32/01
Consoante dispõe o art. 2º da da EC 32/2001: as MPs editadas antes da referida Emenda à constituição continuam em vigor até que outra medida provisória as revogue expressamente ou até deliberação definitiva do Congresso Nacional, não submetida a qualquer prazo. O Congresso Nacional deliberará em sessão conjunta pelo sistema anterior.
9.5.14. Retirada da MP.
As MPs, um vez publicadas no Diário Oficial, não podem ser retiradas do exame a ser realizado pelo Congresso Nacional por parte do Presidente da República, porquanto, conforme r. decisão proferida pelo STF (ADIMC 221/DF), desvinculam-se da autoridade que as proferiu. 
9.5.15. Limitações materiais.
Conquanto se trata de norma primária, não é qualquer matéria que pode ser regulada por Medida Provisória, ante as limitações impostas pela própria CF nos artigos 25, § 2º, 62, § 1º e 246. Vejamos, in verbis:
(62) § 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:
I - relativa a
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; 
b) direito penal, processual penal e processual civil; 
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros; 
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º;
II - que vise a detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro; 
III - reservada a lei complementar; 
IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. 
(25) § 2º - Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação.
Art. 246. É vedada a adoção de medida provisória na regulamentação de artigo da Constituição cuja redação tenha sido alterada por meio de emenda promulgada entre 1º de janeiro de 1995 até a promulgação desta emenda, inclusive. 
E matérias constantes da EC 8/95 (art. 2), EC 9/95 (art. 3º) e art. 73 do ADCT.
9.5.16. Edição de Medida Provisória pelos Estados e Municípios.
O STF já admitiu a possibilidade da edição de MP por Governador e Prefeito municipal desde que exista previsão na Constituição Estadual ou na lei orgânica municipal e as regras sejam obsevadas, in litteris:
 "Ação direta de inconstitucionalidade. Art. 51 e parágrafos da Constituição do Estado de Santa Catarina. Adoção de medida provisória por Estado-membro. Possibilidade. Arts. 62 e 84, XXVI, da CF. EC 32, de 11-9-2001, que alterou substancialmente a redação do art. 62. Revogação parcial do preceito impugnado por incompatibilidade com o novo texto constitucional. Subsistência do núcleo essencial do comando examinado, presente em seu caput. Aplicabilidade, nos Estados-membros, do processo legislativo previsto na CF. Inexistência de vedação expressa quanto às medidas provisórias. Necessidade de previsão no texto da Carta estadual e da estrita observância dos princípios e limitações impostas pelo modelo federal. Não obstante a permanência, após o superveniente advento da EC 32/2001, do comando que confere ao chefe do Executivo Federal o poder de adotar medidas provisórias com força de lei, tornou-se impossível o cotejo de todo o referido dispositivo da Carta catarinense com o teor da nova redação do art. 62, parâmetro inafastável de aferição da inconstitucionalidade arguida. Ação direta prejudicada em parte. No julgamento da ADI 425, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 19-12-2003, o Plenário desta Corte já havia reconhecido, por ampla maioria, a constitucionalidade da instituição de medida provisória estadual, desde que, primeiro, esse instrumento esteja expressamente previsto na Constituição do Estado e, segundo, sejam observados os princípios e as limitações impostas pelo modelo adotado pela CF, tendo em vista a necessidade da observância simétrica do processo legislativo federal.
Os únicos Estados a colocarem-na foram: Tocantins, Santa Catarina e Acre
9.6. Decreto Legislativo
9.6.1.  Conceito:
Espécie normativa utilizada nas hipóteses de competência exclusiva do Congresso Nacional, previstas no art. 49 da CF, que tem curso pelas suas duas casas e não está sujeita à sanção (ou veto), promulgação ou mesmo publicação por parte do Presidente da República,. 
 As regras sobre seu procedimento não estão previstas na Constituição Federal, mas sim no regimento interno do CN, o qual pode ampliar o emprego dessa espécie legislativa para outras matérias, quando tal possibilidade não configurar afronta às regras constitucionais. 
Para sua aprovação, é suficiente maioria relativa, e suas hipóteses de 
 9.7. Resolução
 9.7.1  Conceito:
Espécie normativa utilizada nas hipóteses de competência privativa da Câmara, do Senado ou do Congresso Nacional