direito Administrativo
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licitatórios correspondentes, realizadas diretamente com base no preço do dia;
Em razão da pessoa. Ex: art. 24, XXII.
- na contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e gás natural com concessionário, permissionário ou autorizado, segundo as normas da legislação específica;
Vejamos um quadro comparativo entre os diferentes institutos da contratação direta
 
	 
 
	Dispensável
	Inexigibilidade
	Licitação Dispensada
	Base legal
	Art. 24 da Lei
	Art. 25
 
	Art. 17
	 
Rol
	 
Taxativo
	 
Exemplificativo
	 
Taxativo
	 
 
 
Caracterização
	 
Casos em que a licitação é possível, mas podes ser inconveniente ao interesse publico
	 
A realização da licitação é logicamente impossível por inviabilidade de competição
	 
A Lei descreve os casos em que a licitação é dispensada, obrigando a contratação direta
	 
Natureza da Decisão
	 
a decisão pela contratação direta é discricionária
	 
A decisão é vinculada
	 
É vinculada
	 
 
 
Exemplo Importante
	 
Compra de objetos de pequeno valor
	 
Contratação de artista consagrado para show da Prefeitura
	 
Alienação de bens imóveis provenientes de dação em pagamento
 
 
 
4. Modalidades de licitação previstas na Lei nº 8666/93
 
As modalidades de licitação previstas na Lei 8666/93 são cinco: concorrência, tomada de preços, convite, concurso e leilão.
 
a. Concorrência
É modalidade de licitação entre quaisquer interessados, que na fase inicial de habilitação preliminar comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto (art. 22, §1°, Lei 8666/93).
Em regra, a concorrência é utilizada para a contratação que envolve valores elevados, conforme os limites do art. 23, I, \u201cc\u201d e II, \u201cc\u201d. A concorrência é modalidade de licitação cabível independentemente do valor de seu objeto, nas seguintes hipóteses:
a) na compra ou alienação de bens imóveis, ressalvado o cabimento do leilão para alienação de imóveis, conforme art. 19 da Lei 8666/93.
b) nas concessões de direito real de uso;
c) nas licitações internacionais, ressalvado o disposto no art. 23, §3°, Lei 8666/93.
d) para o sistema de registro de preços, previsto no art. 15 da Lei 8666/93, ressalvado o cabimento do pregão nos casos previstos na Lei 10.520/02.
e) nas concessões de obra pública, de serviço público e nas contratações de parceria público-privada.
Na concorrência vigoram dois princípios: o da universalidade e o da ampla publicidade.
O princípio da universalidade decorre da participação de quaisquer interessados na licitação. Quer dizer, basta ter habilitação (qualificação ou capacidade) para desenvolver ou executar o objeto do contrato para que o interessado requeira sua participação na concorrência. Não se exige que ele seja cadastrado e nem mesmo convidado a participar da licitação.
A ampla publicidade decorre do disposto no art. 21 da Lei 8666/93, em que a divulgação do edital de concorrência é a mais abrangente.
Obs.: Ver dispositivos mencionados ao longo do texto.
b. Tomada de Preços
É a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados, ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação.
A tomada de preços pelo regime da atual lei foi bastante aproximada ao regime da licitação por concorrência, porque a lei possibilita a quem não seja cadastrado ao tempo da abertura da tomada de preços que requeira o seu castramento até o terceiro dia anterior da data do recebimento das propostas. Isso possibilitou a ampliação do universo de participantes.
A princípio, basta o certificado de registro cadastral para que o interessado se habilite na tomada de preços, mas é possível que a Administração exija dos licitantes documentação complementar a respeito de sua real capacidade técnica e financeira.
A propósito, o registro cadastral é mantido por entidades da Administração pública que realizem licitação com frequência, para efeito de habilitação. Os interessados em se cadastrar apresentam documentação relativa à sua capacidade técnica, jurídica, econômica e regularidade fiscal e obtém o certificado de registro cadastral.
A inscrição no registro cadastral está permanentemente aberta aos interessados, sem prejuízo da unidade por ele responsável estar obrigada a proceder pelo menos uma vez por ano a chamamento público para atualização dos cadastros e inscrição de novos interessados (art. 34, §1°, Lei 8666/93).
A tomada de preços é modalidade de licitação cabível nas contratações de vulto econômico médio, conforme os limites econômicos do art. 23, I, \u201cb\u201d e II, \u201cb\u201d.
Obs.: Ver dispositivos mencionados ao longo do texto.
c. Convite
Nos termos do art. 22, §3°, Lei 8666/93, convite é a modalidade de licitação entre interessados, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de três pela unidade que está licitando.
O ato ou instrumento convocatório do convite é denominado de \u201ccarta-convite\u201d. A Administração está obrigada a fixar cópia da carta-convite em local apropriado com o que estenderá a participação aos demais interessados, desde que sejam cadastrados, os quais deverão requerer a participação com antecedência de até 24 horas da apresentação das propostas.
O cadastramento então também possibilita a participação no convite ainda que o cadastrado não tenha sido convidado.
A lei NÃO exige que a carta-convite seja publicada em jornal, nem mesmo oficial. A publicidade ocorre com a afixação da carta-convite em local apropriado. Pode-se dizer então que no convite o princípio da publicidade tem conformação mais restritiva em comparação à concorrência e à tomada de preços.
O convite é modalidade de licitação cujo procedimento é mais simples ou menos complexo do que na concorrência e na tomada de preços, até porque os valores envolvidos na futura contratação são mais baixos, conforme os limites do art. 23, I, \u201ca\u201d e II, \u201ca\u201d.
Quando for cabível a concorrência não se pode realizar nem a tomada de preços e nem o convite. Quando for cabível a tomada de preços, não se pode realizar o convite. O inverso, é possível. Quer dizer, nos casos em que couber convite, a Administração poderá utilizar a tomada de preços e, em qualquer caso, a concorrência (art. 23, §4°).
Obs.: Ver dispositivos mencionados ao longo do texto.
d. Concurso
É modalidade de licitação entre quaisquer interessados, para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de quarenta e cinco dias.
Como exemplo a escolha de projeto arquitetônico para um museu. Todo concurso será precedido de regulamento próprio, que indique a qualificação exigida dos participantes, as diretrizes e forma de apresentação do trabalho e as condições de realização do concurso e os prêmios a serem concedidos.
O concurso será julgado por comissão especial integrada por pessoas de reconhecido conhecimento da matéria em exame, servidores públicos ou não, e de reputação ilibada.
Obs.: Ver dispositivos mencionados ao longo do texto.
e. Leilão
Leilão, nos termos do art. 22, §5°, é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para venda de bens móveis inservíveis para a Administração ou de produtos legalmente apreendidos ou \u201cpenhorados\u201d, ou para alienação de bens imóveis, prevista no art. 19, a quem oferecer maior lance igual ou superior ao valor da avaliação.
Quanto aos bens penhorados, houve equívoco, porque bem penhorado é alienado judicialmente, conforme o CPC. O legislador provavelmente quis dizer \u201cbens empenhados\u201d, isto é, dados em penhor, que é direito real de garantia normalmente acessório a contrato de mútuo. Pode ser também que o legislador tenha querido dizer bem adquirido em procedimento judicial, isto é, adjudicado ou arrematado em juízo.
Quanto aos bens imóveis, só são alienáveis em leilão aqueles que foram adquiridos