FICHAMENTO A constituição na vida dos povos
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FICHAMENTO A constituição na vida dos povos


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uma situação privilegiada para os que dominavam a corporação. 
No Brasil, a teoria crítica do direito compartilhou dos mesmos fundamentos filosóficos que a inspiraram em sua matriz europeia, tendo se manifestado em diferentes vertentes de pensamento: epistemológico, sociológico, semiológico, psicanalítico, e teoria crítica da sociedade. Todas elas tinham como ponto comum a denúncia do Direito como instância de poder e instrumento de dominação de classe, enfatizando o papel da ideologia na ocultação e legitimação dessas relações. 
Os princípios, vindos dos textos religiosos, filosóficos ou jusnaturalistas, de longa data permeiam a realidade e o imaginário do Direito, de forma direta ou indireta. Na tradição judaico-cristã, colhe-se o mandamento de respeito ao próximo, princípio magno que atravessa os séculos e inspira um conjunto amplo de normas. A dogmática jurídica tradicional desenvolveu-se sob o mito da objetividade do Direito e o da neutralidade do intérprete. Coube à teoria crítica desfazer muitas das ilusões positivistas do Direito, enfatizando seu caráter ideológico e o papel que desempenha como instrumento de dominação econômica e social, disfarçada por uma linguagem que a faz parecer natural e justa.
A Constituição liberal-burguesa: código da ordem publica
O objetivo de impedir a restauração do absolutismo, juntamente com a rejeição dos privilégios da nobreza e de qualquer forma de organização política que anulasse ou pusesse em risco a liberdade, isso acompanhado de novas circunstâncias históricas, como o desenvolvimento do comercio, o inicio do industrialismo e a intensificação da vida urbana, todos esses fatores, somados aos valores e interesses dos novos segmentos sociais predominantes, levaram a um tipo de organização jurídica em que a Constituição ficou em plano secundário no confronto com o Código Civil. O que cabia a Constituição era estabelecer limitações para o poder político, a fim de que ficasse assegurada a total liberdade dos indivíduos. 
Nascimento da teoria jurídica do Constitucionalismo
O surgimento da proteção aos direitos fundamentais tem caráter recente apesar de que desde a Idade Antiga já havia preocupação em torno desses direitos já consagrados nos mais diversos sistemas constitucionais. Na Idade Medieval, a referida proteção dos direitos fundamentais conheceu particular avanço, em especial na Inglaterra, tendo como consequência da limitação do poder monárquico e a consolidação do parlamentarismo inglês.
 É natural que a mudança no sistema de governo britânico tenha provocado o aparecimento de normas protetivas dos direitos fundamentais e, logo em seguida, o exercício da chefia de governo se transferira para o líder do Parlamento, que, por sua vez, carecia de apoio político dos seus pares eleitos pelos cidadãos ingleses. O constitucionalismo em sua textura clássica surgiu com a Revolução Francesa. 
Apesar de que Santi Romano insista em alegar que o constitucionalismo tem origem inglesa, sendo, portanto, mais antigo do que a Revolução Francesa. Pode-se dizer que o direito constitucional dos Estados modernos resulta do direito constitucional inglês e das demais ordenações dele, mais ou menos derivadas diretamente.
Constitucionalismo de inspiração humanista: liberdade e igualdade para todos os seres humanos
Houve uma retomada das proclamações humanistas externadas pelos filósofos-políticos dos séculos XVII e XVIII, com o reconhecimento de que a liberdade e a igualdade são atributos naturais de todos os seres humanos, sem qualquer exceção, e devem ser protegidos por toda a sociedade, como direitos inerentes a condição humana.
O mesmo espirito que inspirou essa proclamação, levou também a afirmação de que todos os povos do mundo, sejam quais forem suas características e suas tradições, devem organizar-se de tal modo que a liberdade e a igualdade sejam os fundamentos do sistema político e da ordem jurídica. 
O Constitucionalismo como síntese de valores e norma jurídica superior
CONSTITUIÇÃO E CONSTITUCIONALISMO: PRODUTOS DA ACUMULAÇÃO HISTÓRICA 
A invenção da Constituição escrita e sua incorporação ao aparato jurídico
Bifurcação do Constitucionalismo: o artificio da Constituição Formal
Constituição suprema e vinculante: requisitos do Estado Democrático de Direito
PARTE II - Matrizes do pensamento constitucional 
Inglaterra: primeira matriz do constitucionalismo moderno
Para compreendermos o constitucionalismo inglês, é necessário abarcarmos o conceito do próprio constitucionalismo em si.  Sendo assim, o constitucionalismo é a teoria que busca explicar a formação e organização dos Estados, limitando o poder dos governantes e criando uma estrutura político-social de uma comunidade. 
Após o constitucionalismo, surgiu o chamado neoconstitucionalismo, uma evolução natural do constitucionalismo, o qual procura não apenas garantir os direitos fundamentais do homem, mas também a forma que devem ser concretizados esses direitos.
Retornando à Inglaterra, aspectos históricos, culturais e geográficos produziram o modelo inglês de Constituição, uma vez que esses proporcionaram ao país uma evolução histórica peculiar através da criação de um padrão de constitucionalismo próprio. Como resultado, temos a definição de um modelo diferenciado de Constituição. 
Por ser uma ilha, bem como por não ser uma opção fácil para grandes correntes migratórias, a Inglaterra, garantiu, no transcorrer dos séculos, seu isolamento, o qual possibilitou manter-se à margem de disputas territoriais e de grandes movimentos migratórios. Contudo, em tempos mais remotos, fora ocupada por celtas, romanos, povos germânicos, dinamarqueses e, por fim, normandos, os quais estabeleceram uma monarquia hereditária inglesa, cessando, dessa forma, as invasões. 
O isolamento da Inglaterra nunca foi absoluto, contudo garantiu poucos casos de interferência de cultura externa. Embora relativo, tal isolamento inglês possibilitou a preservação e a continuidade das culturas ali estabelecidas, permitindo a longa reiteração de usos, que produziram os costumes como base jurídica, esses advindos de um núcleo o qual possuía caráter de direito costumeiro ou de lei fundamental para o conjunto de povos habitantes da ilha. 
A influência da ideia de Constituição englobou também a Inglaterra. Desse modo, é evidente a preocupação com o respeito aos preceitos constitucionais no quadro das lutas contra o Absolutismo. Apesar da forte resistência da cultura inglesa ao formalismo da lei escrita, as organizações políticas e sociais, bem como suas mudanças fundamentais, têm aparecido com frequência nas discussões políticas e obras teóricas em relação à Constituição.
Surgem várias obras de autores ingleses com tema referente à Constituição da Inglaterra, que é de grande importância para o conhecimento e evolução do Constitucionalismo. Com grande estima, surge a obra de John Locke com sua teoria contratualista, opondo-se a teoria de Hobbes, que retrata a liberdade, organização do governo e a tolerância. Essa contribuição é de grande importância para todas as questões constitucionais.
O parlamento: constituinte permanente e pode político superior
FRANÇA: O CONSTITUCIONALISMO COMO BANDEIRA POLITICA
Direitos do homem e fim do absolutismo: um constitucionalismo \u201cmoderado\u201d
Declaração dos Direitos: requisito formal necessário
Supremacia da liberdade individual, concebida na perspectiva liberal-burguesa
Esfera privada e esfera pública: universos autônomos e privatismo
Constituição política e governo da lei 
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA: O CONSTITUCIONALISMO REPUBLICANO
A constituição escrita como lei superior
Princípios republicanos com igualdade relativa
Federalismo
O Federalismo é uma forma de organização de Estado em que os entes federados são dotados de autonomia administrativa, política, tributária e financeira necessárias para manter o equilíbrio que se estabelece entre eles para a constituição do Estado Federal. Por tratar-se de um \u201cacordo\u201d entre os entes federados,