protocolos exames laboratoriais
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DOSAGEM DE VITAMINA B12................................................................................................. 164 
VDRL (VENERAL DISEASE RESEARCH LABORATORY) ..................................................... 167 
FTA-abs (FLUORESCENT TREPONEMAL ANTIBODY ABSORPTION) ................................ 170 
ANTICORPOS ANTI-Toxoplasma gondii \u2013 IgM........................................................................ 173 
ANTICORPOS ANTI-Toxoplasma gondii \u2013 IgG ........................................................................ 176 
ANTICORPOS ANTI-HCV......................................................................................................... 180 
DOSAGEM DE TRIIODOTIRONIA TOTAL \u2013 T3 ...................................................................... 183 
ANTICORPOS ANTI-PEROXIDASE TIREOIDIANA................................................................. 186 
ANTICORPOS ANTI-RECEPTORES DE TSH ......................................................................... 188 
ANTICORPOS ANTI-TIREOGLOBULINA ................................................................................ 191 
PESQUISA DE LEUCÓCITOS.................................................................................................. 193 
PESQUISA DE SANGUE OCULTO.......................................................................................... 195 
EXAME PARASITOLÓGICO..................................................................................................... 198 
FAN \u2013 FATOR ANTINUCLEAR................................................................................................. 201 
PESQUISA DE FATOR REUMATÓIDE.................................................................................... 207 
SOROLOGIA PARA HIV ........................................................................................................... 210 
TESTE RÁPIDO PARA HIV ...................................................................................................... 214 
CARGA VIRAL PARA HIV ........................................................................................................ 221 
ANTICORPOS ANTI-CITOMEGALOVÍRUS (CMV) \u2013 IGM....................................................... 226 
ANTICORPOS ANTI-RUBÉOLA \u2013 IGM .................................................................................... 229 
ANTICORPOS ANTI-RUBÉOLA \u2013 IGG .................................................................................... 232 
TESTE DE COOMBS DIRETO ................................................................................................. 235 
TESTE DE COOMBS INDIRETO.............................................................................................. 237 
GRUPO SANGUÍNEO E FATOR RH........................................................................................ 239 
PESQUISA DE BETA-HCG ...................................................................................................... 241 
DOSAGEM DE ÁCIDO FÓLICO ............................................................................................... 243 
DOSAGEM DE CLORO ............................................................................................................ 246 
GASOMETRIA........................................................................................................................... 249 
DÍMERO D................................................................................................................................. 252 
TEMPO DE PROTROMBINA (TP)............................................................................................ 254 
TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADO (TTPa)................................................ 257 
LÍQUOR ROTINA ...................................................................................................................... 260 
LÍQUOR GRAM E CULTURA ................................................................................................... 264 
HEMOGRAMA........................................................................................................................... 266 
HEMOCULTURA....................................................................................................................... 274 
CULTURA DE FEZES............................................................................................................... 277 
CULTURA PARA FUNGOS ...................................................................................................... 280 
EXAME MICOLÓGICO DIRETO............................................................................................... 283 
TRIAGEM NEONATAL \u2013 HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO, FENILCETONÚRIA, DOENÇA 
FALCIFORME E FIBROSE CÍSTICA........................................................................................ 286 
GRAM DE GOTA DE URINA NÃO CENTRIFUGADA.............................................................. 289 
ANEXO 1 \u2013 ORIENTAÇÕES PARA COLETA DE SANGUE VENOSO ................................... 292 
ANEXO 2 \u2013 ORIENTAÇÕES PARA COLETA DE URINA........................................................ 294 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Os exames laboratoriais estão entre os principais e mais utilizados recursos no apoio 
diagnóstico à prática clínica, o que traz repercussões importantes no cuidado ao 
paciente e custos ao sistema de saúde. A elevação de tais custos nos últimos 20 anos 
contribuiu, substancialmente, para a inflação dos custos gerais da assistência à saúde. 
Sob o ponto de vista dos aportes financeiros federais, os repasses relativos à 
Patologia Clínica/Medicina Laboratorial representam o segundo maior gasto vinculado 
ao elenco de procedimentos do primeiro nível da média complexidade ambulatorial. 
 
Tem sido demonstrado que, na atenção primária, os erros médicos relacionados à 
investigação complementar (exames laboratoriais e de imagem) representam 18% do 
total, seguindo os erros relacionados a processos administrativos (29%) e os erros 
relacionados ao tratamento (26%). Estes erros refletem, provavelmente, deficiências 
na organização e competência técnica da atenção primária como um todo e, no que 
tange a Medicina Laboratorial, refletem a complexidade inerente ao serviço. A 
organização destes serviços representa uma tarefa complexa, por exigir a combinação 
de tecnologias diversificadas e sua adaptação às características locais e restrições 
orçamentárias, particularmente em relação à saúde pública. No Brasil, a Agência de 
Vigilância Sanitária (ANVISA) definiu os requisitos para o funcionamento dos 
laboratórios clínicos e postos de coleta laboratorial, públicos ou privados, que realizam 
atividades na área de análises clínicas, patologia clínica e citologia. Trata-se da RDC 
nº. 302, de 13 de outubro de 2005, cujos princípios e requisitos devem, inclusive, 
nortear a seleção dos estabelecimentos prestadores de serviço na área. 
 
A implantação de estratégias voltadas à otimização e uso apropriado de exames 
laboratoriais tem sido bem sucedidas em serviços médicos ambulatoriais e 
hospitalares. Essas incluem programas educativos, desenvolvimento e implantação de 
protocolos clínicos e propedêuticos, auditorias, envolvimento do corpo clínico, 
incentivos econômicos, tais como a bonificação mediante redução no número de 
exames solicitados, além de restrições administrativas. 
 
A coleção de Protocolos de Patologia Clínica vai ao encontro da estratégia atual da 
Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) que visa capacitar o 
médico e propiciar ferramentas para que este possa fazer uso racional dos exames 
 
 
laboratoriais, contribuindo, assim, para a melhoria da qualidade da assistência 
prestada ao usuário do sistema de saúde e a otimização dos custos assistenciais. 
 
Essa coleção faz parte de uma estratégia mais ampla de educação permanente dos 
atores da atenção primária a saúde. A prática