protocolos exames laboratoriais
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protocolos exames laboratoriais


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diminuem a dosagem: 
\ufffd Desnutrição 
\ufffd Heparina 
 
8.4 Exames relacionados 
\ufffd Colesterol total 
\ufffd Colesterol frações 
 
9. COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
\ufffd Hipertrigliceridemia é encontrada na síndrome nefrótica, no hipotireoidismo, na 
pancreatite aguda e no diabetes mellitus. 
\ufffd Os níveis baixos estão relacionados à desnutrição, hipertireoidismo e síndrome de má 
absorção. 
\ufffd Na avaliação da dosagem do triglicérides de um indivíduo será considerada a média , 
obtidas em intervalos de 1 semana e máximo de 2 meses após a coleta da primeira 
amostra. Deve-se estar atento ás condições pré-analiticas do paciente e a preferência 
pela mesma metodologia e laboratório 
\ufffd Entre estas duas dosagens a variação intra-individual aceita é inferior 22,6% 
\ufffd Caso a variação entre as duas dosagens seja superior á máxima aceitável deve-se dar 
atenção às condições do paciente e aos critérios de metodologia e certificação do 
laboratório Com estes cuidados uma terceira dosagem poderá ser feita 
\ufffd As dosagens enzimáticas de triglicérides se baseiam na quantificação de glicerol 
proveniente do mesmo, o que faz com que o glicerol livre presente no soro possa 
superestimar os seus valores. As situações em que é encontrado um aumento do 
glicerol livre são: esforço físico intenso, medicação intravenosa contendo glicerol, 
nutrição parenteral, hemodiálise, hepatopatia, hemodiálise, diabetes mellitus. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
Sociedade Brasileira de Cardiologia/ Departamento de Aterosclerose. IV Diretrizes 
Brasileiras para Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose Arq.Bras.Cardiol. 2007, 
vol.88, supl.1; 2-19. 
Burtis CA, Ashwood ER, Bruns DE. Tietz Textbook of Clinical Chemistry and Molecular 
Diagnostics, 4th edition 2006. 
Executive Summary of third Report of the National Cholesterol Education Program (NCEP) 
Expert Panel on Detection, Evaluation, and Treatment og high blood cholesterol in adults 
(Adult Treatment Panel III ).JAMA 2001;285:2486-9. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à saúde do adolescente: Belo 
Horizonte: SAS/MG, 2006. 152 p. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção a saúde do adulto: hipertensão 
e diabetes. Belo Horizonte: SAS/MG, 2006. 198 p. 
 
 
 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção a saúde do idoso. Belo 
Horizonte: SAS/MG, 2006. 186 p. 
Zhang, DJ, Elswick RK, Miller WG, Bailey, JL. Effect of serum-clot contact time on clinical 
chemistry laboratory results. Clinical Chemistry 1998, 44(6):1325\u20131333. 
 
 
 
DOSAGEM DE CREATINO QUINASE (CK) 
 
1. NOME DO EXAME 
\ufffd Dosagem de creatino quinase (CK). 
 
1.1 Sinonímia 
\ufffd CK total 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
\ufffd A dosagem da creatinoquinase é um marcador sensível, mas inespecífico de lesão 
muscular, principalmente nas patologias que envolvem lesões das células do tecido 
muscular esquelético e cardíaco. 
3. PREPARO DO PACIENTE 
\ufffd Jejum mínimo de 4 horas - recomendável. 
\ufffd Evitar atividades físicas vigorosas 24 horas antes do teste 
\ufffd Manter o uso de drogas que não possam ser interrompidos 
 
4. AMOSTRA 
Soro 
5.CUIDADOS PARA COLETA 
Não utilizar anticoagulante do tipo EDTA, citrato e heparina 
Ver anexo 01-Orientações para coleta de sangue venoso 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
\ufffd Recomenda-se separar o soro até 3 horas após a coleta. Caso isso não seja 
possível, manter a amostra de sangue entre 20 \u2013 25 °C por até 24 horas, em 
recipiente fechado. 
\ufffd Após a obtenção do soro, caso o exame não possa ser prontamente realizado, 
recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 7 dias, em 
recipiente fechado. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
\ufffd Cinética \u2013 UV 
8. INTERPRETAÇÃO 
 8.1 Valores de referência 
Observação: os valores de referência podem variar em função do método e dos 
reagentes utilizados; portanto esses valores devem estar claramente citados nos laudos 
de resultados dos exames laboratoriais. 
Valores para ensaios realizados a 37 ºC: 
\ufffd Homens: 50 a 200 U/L 
\ufffd Mulheres: 20 a 25% inferiores aos dos homens. 
\ufffd Lactentes (até 1 ano): duas vezes aos do adulto. 
 
8.2 Valores críticos 
Não é aplicável 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
Fatores que aumentam a dosagem: 
\ufffd Hemólise intensa 
\ufffd Icterícia 
 
 
\ufffd Biológicos: exercícios, uso de álcool. 
\ufffd Doenças: hipotireoidismo, acromegalia, status epiléptico. 
\ufffd Drogas: corticóides, fenotiazidas, cocaína. 
Fatores que diminuem a dosagem: 
\ufffd Exposição da amostra à luz 
\ufffd Lipemia 
 
8.4 Exames relacionados 
\ufffd Dosagem de CK-MB 
\ufffd Dosagem de Troponina (cTnT e cTnI) 
\ufffd Dosagem de Desidrogenase lática 
9. COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
\ufffd Aplicação na suspeita de Infarto do Miocárdio: 
\ufffd A dosagem de CK tem baixa especificidade para avaliar dano miocárdico. Seu 
nível sérico aumenta dentro de 3 a 8 horas após a lesão miocárdica, atingindo um 
pico entre 12 e 24 horas e retornando aos seus níveis basais dentro de 3 a 4 dias. 
\ufffd Na maioria dos casos, uma amostra deveria ser obtida à admissão no serviço de 
urgência e após 6 a 9 horas. Os valores no pico máximo podem chegar a mais de 
10 vezes o limite superior dos valores de referência. Em pacientes submetidos à 
terapêutica trombolítica a elevação da CK pode ocorrer mais precocemente por 
aumento da isoenzima CKMB conseqüente à reperfusão do miocárdio isquêmico. 
\ufffd Em pacientes com dosagens iniciais normais, porém, com alta suspeita clínica de 
síndrome coronariana aguda, deve-se repetir a dosagem entre 12 e 24h Utilizando-
se de uma única dosagem de CK total, teremos uma sensibilidade de 35%, uma 
especificidade de 80% e valores preditivos positivo e negativo de 20% e 90%, 
respectivamente. Com amostras seriadas, estes valores passam para 95%, 68%, 
30% e 99% respectivamente 
\ufffd Valores acima de duas vezes o limite superior da referência, podem ser utilizados 
como coadjuvantes no diagnóstico ou em substituição às troponinas, quando estas 
não estão disponíveis. 
\ufffd Além do IAM a CK está elevada nos casos de necrose do músculo cardíaco 
produzidas por miocardite grave 
\ufffd Aplicação na suspeita de lesões musculares esqueléticas: 
\ufffd Aumento da CK secundário a trauma muscular (cirurgia,exercícios físicos 
intensos,injeções intramusculares ), pode atingir até cinco vezes o valor de 
referência,retornando aos valores normais após 24 horas. 
\ufffd Aumento da CK secundário a patologias musculares 
(rabdomiólise,dermatomiosite,distrofia muscular,poliomiosite, esclerose lateral 
amniotrófica, distrofia miotônica) geralmente se mantém persistentemente elevados 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
Burtis CA, Ashwood ER, Bruns DE. Tietz Textbook of Clinical Chemistry and Molecular 
Diagnostics, 4th edition 2006. 
Henry JB, Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods. 21th edition, 2007. 
Sociedade Brasileira de Cardiologia. III Diretriz sobre Tratamento do Infarto Agudo do 
Miocárdio. Arq. Brás. Cardiol. 2004, vol.83 supl.4; 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção a saúde do adulto: hipertensão 
e diabetes. Belo Horizonte: SAS/MG, 2006. 198 p. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção a saúde do idoso. Belo 
Horizonte: SAS/MG, 2006. 186 p. 
Zhang, DJ, Elswick RK, Miller WG, Bailey, JL. Effect of serum-clot contact time on clinical 
chemistry laboratory results. Clinical Chemistry 1998, 44(6):1325\u20131333. 
 
 
 
 
DOSAGEM DA ISOENZIMA CREATINO QUINASE MB (CKMB 
 
1. NOME DO EXAME 
\ufffd Dosagem da isoenzima creatino quinase MB (CKMB). 
 
1.1 Sinonímia 
\ufffd CKMB 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
\ufffd A dosagem da isoenzima creatinoquinase MB é um marcador sensível e específico, 
das lesões das células do tecido muscular cardíaco,principalmente o infarto agudo 
do miocárdio (IAM) 
3. PREPARO DO