protocolos exames laboratoriais
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assim distribuídas nos tecidos: 
LDH1 e LDH2 (músculo cardíaco, córtex renal e nas hemácias),LDH3 (pulmão) LDH4 
( pulmão e músculo esquelético), LDH5 (músculo esquelético e fígado) 
\ufffd Níveis séricos elevados de desidrogenase láctica são observados em uma variedade 
de condições, não sendo específica de lesão de qualquer órgão em particular. 
\ufffd As principais etiologias de elevação da LDH sérica são 
Aumentos Moderados dos Valores Aumentos Intensos dos Valores 
Infarto agudo do miocárdio Anemia megaloblástica 
Infarto pulmonar Carcinoma 
Leucemia Choque grave 
Mononucleose infecciosa Delirium tremens 
Distrofia muscular progressiva 
Anemias hemolíticas 
Necrose tubular renal 
Pielonefrite 
\ufffd Ligeiras elevações são encontradas em pacientes com hepatite aguda, na icterícia 
obstrutiva e na cirrose. 
\ufffd Não é recomendável a dosagem de LDH para detecção de necrose miocárdia em 
pacientes com suspeita de síndrome coronariana aguda. No entanto ela pode ser 
usada nos casos de diagnóstico de IAM a pacientes com sintomas há mais de 24 
horas Embora o grau de elevação não seja tão grande como o da CK, ele persiste por 
10 a 14 dias. 
\ufffd A separação das isoenzimas é de grande valor para o diagnóstico do infarto do 
miocárdio. Uma relação LDH1/LDH2 maior que 1 é um dado seguro para o diagnóstico 
de infarto do miocárdio. 
\u2022 A determinação da atividade da desidrogenase lática pode ser feita também nos 
líquidos corporais. No líquido ascítico e líquido pleural servem para diferenciação 
entre exsudato e transudato e deve ser feito em paralelo com a dosagem sérica 
(razão LDH líquido/soro maior que 0,6 sugere exudato) No líquor níveis elevados 
são encontrados nos casos de acidente vascular cerebral, tumores e meningites. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
Burtis CA, Ashwood ER, Bruns DE. Tietz Textbook of Clinical Chemistry and Molecular 
Diagnostics, 4th edition 2006. 
Henry JB, Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods. 21th edition, 2007. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção ao pré-natal, parto e puerpério: 
protocolo Viva Vida. 2 ed. Belo Horizonte: SAS/SES, 2006. 84 p. 
 
 
 
Zhang, DJ, Elswick RK, Miller WG, Bailey, JL. Effect of serum-clot contact time on clinical 
chemistry laboratory results. Clinical Chemistry 1998, 44(6):1325\u20131333. 
 
 
 
 DOSAGEM DE LACTATO 
 
1. NOME DO EXAME 
\ufffd Dosagem de Lactato (sangue) 
 
1.1 Sinonímia 
\ufffd Ácido lático 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
\ufffd O lactato é produzido pelo organismo após a glicólise, para o fornecimento de 
energia em condições anaeróbicas (metabolismo anaeróbico láctico). Assim, a 
determinação da concentração sanguínea do lactato permite avaliar indiretamente a 
acidose metabólica após atividade física e situações patológicas nas quais esta via 
de obtenção de energia foi utilizada. 
3. PREPARO DO PACIENTE 
\ufffd Jejum mínimo de 4 horas - recomendável. 
\ufffd Evitar atividades físicas antes do teste 
\ufffd Manter o uso de drogas que não possam ser interrompidas 
\ufffd 
4. AMOSTRA 
\ufffd Plasma (fluoreto) 
 
5.CUIDADOS PARA COLETA 
\ufffd Não utilizar anticoagulante do tipo EDTA, citrato e oxalato 
\ufffd Evitar movimentos de abrir e fechar a mão no momento da coleta 
\ufffd Não usar soro 
\ufffd Ver anexo 01-Orientações para coleta de sangue venoso 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
\ufffd Recomenda-se separar o plasma até 15 minutos após a coleta. 
\ufffd Após a obtenção do plasma, caso o exame não possa ser prontamente realizado, 
recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 6 dias, em 
recipiente fechado. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
\ufffd Enzimático UV 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
8.1 Valores de referência 
Observação: os valores de referência podem variar em função do método e dos 
reagentes utilizados; portanto esses valores devem estar claramente citados nos laudos 
de resultados dos exames laboratoriais. 
 
Sangue venoso: 5,7 a 22,0 mg/dL (0,63 a 2,44 mmol/L) 
 
Após atividade física, espera-se que ocorra elevação do lactato. Não existe, no entanto, 
valores de referência definidos para o lactato pós exercício. 
 
8.2 Valores críticos 
 
 
Maior ou igual a 45mg/dl (5 mmol/L) 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
Fatores que aumentam a dosagem: 
\ufffd Hemólise 
\ufffd Lipemia 
\ufffd Icterícia 
\ufffd Garroteamento excessivo 
\ufffd Tempo de separação do plasma superior a 30 minutos 
\ufffd Biológicos: gravidez, exercícios, uso de álcool, pós prandial 
\ufffd Drogas: biguanidas, salicilatos, barbitúricos, metanol 
 
8.4 Exames relacionados 
\ufffd Gasometria 
 
9. COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd O ácido láctico, ou lactato, pode ser dosado tanto no sangue venoso como no arterial. 
Neste último, o resultado não costuma sofrer interferências das condições de coleta 
tais como o garroteamento excessivo de coleta. 
\ufffd O plasma deve ser separado imediatamente das células para que o lactato não 
aumente devido à glicólise. 
\ufffd O lactato é formado principalmente após a quebra de glicose, em condições 
anaeróbicas, e possui dois isômeros: o L-lactato, de produção endógena, e o D-
lactato, sintetizado por bactérias intestinais. Somente o L-lactato é dosado neste 
exame. 
\ufffd A acidose lática (dosagem de lactato elevada) ocorre por diminuição da oxigenação 
tecidual (hipóxia), tais como choque, hipovolemia e insuficiência ventricular esquerda 
e associada a doenças (diabetes mellitus, neoplasia e insuficiência hepática e renal, 
glicogenoses congênitas). 
\ufffd Níveis elevados podem ser encontrados no líquor nos casos de meningite bacteriana, 
hemorragia intracraniana, epilepsia e acidente vascular cerebral. Os valores elevados 
no líquor não dependem de alterações no sangue. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
Burtis CA, Ashwood ER, Bruns DE. Tietz Textbook of Clinical Chemistry and Molecular 
Diagnostics, 4th edition 2006. 
Henry JB, Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods. 21th edition, 2007. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado da Saúde. Assistência Hospitalar ao Neonato. 
Belo Horizonte, 2005. 296p. 
 
 
 
 DOSAGEM DE POTÁSSIO 
 
1. NOME DO EXAME 
\ufffd Dosagem de Potássio (sangue) 
 
1.1 Sinonímia 
\ufffd Calemia 
\ufffd Dosagem de K 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
\ufffd O teste é útil na avaliação do equilíbrio hidroeletrolítico e acidobásico. 
\ufffd A monitorização do potássio sérico é útil no acompanhamento de pacientes em 
terapia com diuréticos, em nefropatias, principalmente com insuficiência renal, na 
cetoacidose diabética, no manejo da hidratação parenteral e na insuficiência 
hepática. 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
\ufffd Jejum mínimo de 4 horas - recomendável. 
\ufffd Evitar atividades físicas vigorosas 24 horas antes do teste 
\ufffd Manter o uso de drogas que não possam ser interrompidos 
 
4. AMOSTRA 
\ufffd Soro 
 
5.CUIDADOS PARA COLETA 
\ufffd Evitar movimentos de abrir e fechar a mão no momento da coleta 
\ufffd Evitar agitação do tubo de coleta 
\ufffd Evitar garroteamento excessivo 
\ufffd Não utilizar anticoagulante do tipo EDTA, citrato 
\ufffd Ver anexo 01 - Orientações para coleta de sangue venoso 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
\ufffd Recomenda-se separar o soro até 3 horas após a coleta. 
\ufffd Após a obtenção do soro, caso o exame não possa ser prontamente realizado, 
recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 7 dias, em 
recipiente fechado. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
\ufffd ISE (eletrodo seletivo) 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
 
 8.1 Valores de referência 
Observação: os valores de referência podem variar em função do método e dos 
reagentes utilizados; portanto esses valores devem estar claramente citados nos laudos 
de resultados dos exames laboratoriais. 
\ufffd Adultos: 3,5 a 5,1 mmol/L (ou meq/L) 
\ufffd Recém nascidos: 3,7 a 5,9 mmol/L (ou meq/L)