protocolos exames laboratoriais
294 pág.

protocolos exames laboratoriais


DisciplinaBiomedicina2.569 materiais3.700 seguidores
Pré-visualização50 páginas
8.2 Valores críticos 
\ufffd Menor ou igual a 2,5 mmol/L(hipocalemia) 
\ufffd Maior ou igual a 6,5 mmol/L (hipercalemia) 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
Fatores que aumentam a dosagem: 
\u2022 Hemólise 
\u2022 Lipemia 
\u2022 Icterícia 
\u2022 Trombocitose 
\u2022 Leucocitose 
\u2022 Hiperproteinemia 
\u2022 Biológicos: idade, gravidez, exercícios. vigorosos 
\u2022 Drogas: laxantes, diuréticos, heparina, 
Fatores que diminuem a dosagem: 
\u2022 Penicilinas, anfotericina B, insulina 
8.4 Exames relacionados 
\ufffd Sódio 
\ufffd Gasometria 
9. COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd É o principal cátion intracelular, sendo mantido as necessidades do corpo apenas 
pela dieta. 
\ufffd O potássio participa de vários processos, entre eles a manutenção do tamanho, o 
crescimento e divisão celular, a síntese protéica e de DNA, o controle intracelular de 
pH, a manutenção da excitabilidade e a contratilidade das células musculares 
(principal reservatório). 
\ufffd A homeostase do potássio depende do balanço interno (passagem entre o meio 
intracelular e extracelular) e o balanço externo (ingestão, transporte gastrointestinal e 
reabsorção e eliminação renal). 
\ufffd A hipopotassemia corresponde a concentração de potássio abaixo de 3,5 meq/L e a 
hiperpotassemia corresponde a concentração acima de 5,5 meq/L 
 
Causas de hipocalemia 
1-Falta de ingestão (anorexia nervosa e bulemia) 
2-Vômitos 
3-Diarréia crônica 
4-Diuréticos (manitol, furosemida, tiazídicos) 
5-Alcalose metabólica 
6-Acidose tubular renal 
7-Hipertensão arterial sistêmica 
8-Hipertireoidismo 
Causas de hipercalemia 
1-Acidose metabólica 
2-Falta de insulina 
3-Hipoaldosteronismo primário e secundário 
4-Insuficiência renal 
5-Diuréticos (espironolactona, amilorida, triantereno) 
6-Drogas em pacientes com risco de disfunção renal (sulfametoxazol e trimetoprim, 
antiinflamatórios não hormonais, inibidores de ECA) 
\ufffd O idoso apresenta maior risco de hipercalemia quando em uso de drogas como 
diuréticos e inibidores de ECA 
\ufffd A dosagem de potássio na urina separa as hipopotassemias de origem renal 
daquelas não renais. Se a excreção de potássio está abaixo de 20mmol/24horas a 
 
 
perda é não renal e acima de 40mmol/24horas a causa é de origem renal. 
\ufffd O método de ISE permite a dosagem do K+ tanto no soro quanto no sangue total e 
possui a vantagem de usar pequenos volumes de amostras. 
\ufffd No sangue total os valores são 0,1 a 0,7 mmol/L mais baixos que no soro. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
Burtis CA, Ashwood ER, Bruns DE. Tietz Textbook of Clinical Chemistry and Molecular 
Diagnostics, 4th edition 2006. 
Henry JB, Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods. 21th edition, 2007. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção a saúde do adulto: hipertensão 
e diabetes. Belo Horizonte: SAS/MG, 2006. 198 p. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à saúde do idoso. Belo 
Horizonte: SAS/MG, 2006. 186 p. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado da Saúde. Assistência. Hospitalar ao Neonato. 
Belo Horizonte, 2005. 296p. 
Zhang, DJ, Elswick RK, Miller WG, Bailey, JL. Effect of serum-clot contact time on clinical 
chemistry laboratory results. Clinical Chemistry 1998, 44(6):1325\u20131333. 
 
 
 
 
 
DOSAGEM DE SÓDIO 
 
1. NOME DO EXAME 
\ufffd Dosagem de Sódio (sangue) 
 
1.1 Sinonímia 
\ufffd Natremia 
\ufffd Dosagem de Na+ 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
\ufffd Exame útil na avaliação do equilíbrio hidrossalino. 
3. PREPARO DO PACIENTE 
\ufffd Jejum mínimo de 4 horas - recomendável. 
\ufffd Evitar atividades físicas vigorosas 24 horas antes do teste 
\ufffd Manter o uso de drogas que não possam ser interrompidas 
 
4. AMOSTRA 
\ufffd Soro 
5.CUIDADOS PARA COLETA 
\ufffd Não utilizar anticoagulante do tipo EDTA, citrato 
\ufffd Ver anexo 01-Orientações para coleta de sangue venoso 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
\ufffd Recomenda-se separar o soro até 3 horas após a coleta. Caso isso não seja possível, 
manter a amostra de sangue entre 20 \u2013 25 °C por até 24 horas, em recipiente fechado. 
\ufffd Após a obtenção do soro, caso o exame não possa ser prontamente realizado, 
recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 14 dias, em 
recipiente fechado. 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
\ufffd ISE (eletrodo seletivo) 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
 8.1 Valores de referência 
Observação: os valores de referência podem variar em função do método e dos 
reagentes utilizados; portanto esses valores devem estar claramente citados nos laudos 
de resultados dos exames laboratoriais. 
\ufffd Adultos: 135 a 145 mmol/L (ou meq/L) 
 
8.2 Valores críticos 
\ufffd Menor ou igual a 120 mmol/L(hiponatremia) 
\ufffd Maior ou igual a 160 mmol/L (hipernatremia) 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
\ufffd Hemólise 
\ufffd Lipemia 
\ufffd Icterícia 
\ufffd Biológicas: sede 
\ufffd Doenças: desidratação. 
\ufffd Drogas: administração de líquidos intravenosos (hemodiluição), corticóides, 
furosemida, 
 
 
\ufffd Insuficiência cardíaca 
8.4 Exames relacionados 
\ufffd Dosagem de Potássio 
\ufffd Gasometria 
9. COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
\ufffd É o principal cátion de origem extracelular, sendo a sua dosagem associada a 
mudanças na osmolaridade plasmática 
\ufffd A hiponatremia corresponde à concentração de sódio abaixo de 135 meq/L e 
representa os estados de hipoosmolaridade 
\ufffd A hipernatremia corresponde à concentração de sódio acima de 145 meq/L e 
representa os estados de hiperosmolaridade 
\ufffd Pseudohiponatremias: ocorre nos casos de mieloma múltiplo e dislipidemias graves, 
quando o excesso de proteínas ou lípides ocupam uma fração do plasma e interfere 
com a dosagem laboratorial. 
\ufffd As hipo e hipernatremias podem ser classificadas de acordo com a volemia: 
Hiponatremia hipovolêmica (perda maior de sódio do que água) 
1-Nefropatias perdedoras de sal 
2-Uso descontrolado de diuréticos 
3-Deficiência de mineralocorticóides 
4-Perdas digestivas (vômitos e diarréia) 
5-Sequestro de líquido pelo 3º.espaço (queimaduras,traumas e pancreatites) 
Hiponatremia euvolêmica (excesso de água não eliminado pelo rim - dilucional) 
1-Administração de soluções hipotônicas 
2-Stress cirúrgico (produção excessiva de ADH e administração de soluções 
hipotônicas) 
3-Produção excessiva de ADH (encefalites, meningites, tumores, ventilação mecânica). 
4-Potencialização da ação do ADH (tiazídicos, clorpropamida, haloperidol e 
anfetaminas, hipotireoidismo) 
Hiponatremia hipervolêmica (retenção maior de água do que de sódio) 
1-Insuficiência renal 
2-Insuficiência hepática 
3-Insuficiência cardíaca 
Hipernatremia hipovolêmica (perda maior de água do que sódio) 
1-Renais (diurese osmótica, pós-obstrução, doença tubulointersticial) 
2-Extra-renais (queimaduras, diarréias, fístulas digestivas) 
3-Diabetes mellitus descompensado 
Hipernatremia euvolêmica (diminuição da água no corpo) 
1-Não ingestão de água (idosos com alteração do centro da sede) 
2-Diabetes insípidus (deficiência de ADH) 
Hipernatremia hipervolêmica (ganho maior de sódio do que de água) 
1-Iatrogênica (administração de soluções hipertônicas) 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
Burtis CA, Ashwood ER, Bruns DE. Tietz Textbook of Clinical Chemistry and Molecular 
Diagnostics, 4th edition 2006. 
Henry JB, Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods. 21th edition, 2007. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção a saúde do adulto: hipertensão 
e diabetes. Belo Horizonte: SAS/MG, 2006. 198 p. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção à saúde do idoso. Belo 
Horizonte: SAS/MG, 2006. 186 p. 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado da Saúde. Assistência. Hospitalar ao Neonato. 
Belo Horizonte, 2005. 296p. 
Zhang, DJ, Elswick RK, Miller WG, Bailey, JL. Effect of serum-clot contact time on 
clinical chemistry laboratory results. Clinical Chemistry 1998, 44(6):1325\u20131333.