protocolos exames laboratoriais
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educativa, porém, deve ser entendida 
como parte integrante das ações em saúde e deve favorecer a mudança, tendo na 
transformação seu aspecto mais relevante. 
 
Para a elaboração dos protocolos foram considerados os exames laboratoriais 
constantes nas linhas-guia do Programa de Saúde em Casa da SES/MG, publicadas 
anteriormente, que incluem: Atenção ao Pré-natal, Parto e Puerpério, Atenção à 
Saúde da Criança, Atenção Hospitalar ao Neonato, Atenção à Saúde do Adolescente, 
Atenção à Saúde do Adulto (Hipertensão e Diabetes, Tuberculose, Hanseníase, 
HIV/AIDS, Atenção à Saúde do Idoso, Atenção em Saúde Mental e Atenção em Saúde 
Bucal. 
 
O conteúdo dos protocolos contempla informações técnico-científicas atualizadas e 
contextualizadas à realidade regional da assistência em saúde. Foram consideradas 
também as diretrizes propostas pelas Boas Práticas de Laboratório e pelo Programa 
de Acreditação de Laboratórios Clínicos da Sociedade Brasileira de Patologia 
Clínica/Medicina Laboratorial. 
 
Os protocolos foram estruturados de acordo com o processo da assistência 
laboratorial conforme se segue: 
 
 
 
Assim, cada protocolo destaca os principais aspectos relacionados às indicações 
clínicas do exame; preparo do paciente; cuidados com coleta e manuseio da amostra 
biológica; principais fatores pré-analíticos e interferentes; métodos mais utilizados para 
Indicação e 
solicitação
do exame
Preparo do 
paciente
Coleta, 
armazenamento 
e transporte
Realização 
do teste
Análise do 
resultado
Liberação 
do laudo 
de exame
FLUXO PROCESSUAL DA ASSISTÊNCIA LABORATORIAL
Fase Pré-analítica Fase Analítica Fase Pós-analítica
Indicação e 
solicitação
do exame
Preparo do 
paciente
Coleta, 
armazenamento 
e transporte
Realização 
do teste
Análise do 
resultado
Liberação 
do laudo 
de exame
FLUXO PROCESSUAL DA ASSISTÊNCIA LABORATORIAL
Fase Pré-analítica Fase Analítica Fase Pós-analítica
 
 
a realização dos testes; critérios para interpretação do resultado e os Comentários do 
Patologista Clínico. Nessa última seção, chama-se a atenção para questões 
relevantes em relação ao teste e/ou resultado, com o intuito de contribuir para melhor 
utilização da propedêutica laboratorial; seja na solicitação do exame, seja na 
interpretação do resultado. 
 
Nota Importante: Esta é uma edição provisória e poderá sofre mudanças. Os 
Protocolos a seguir estão em processo de validação. 
 
 
EXAME DE URINA DE ROTINA 
 
1. NOME DO EXAME 
Exame de urina de rotina 
1.1 Sinonímia 
\u2022 Urina do tipo 1; 
\u2022 Urina parcial; 
\u2022 EAS (elementos anormais e sedimento); 
\u2022 Sumário de urina; 
\u2022 EQU (exame químico de urina); 
\u2022 ECU (exame comum de urina); 
\u2022 PEAS (pesquisa dos elementos anormais e sedimento). 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
Diagnóstico e monitoramento de: 
\u2022 Doenças renais e do trato urinário; 
\u2022 Doenças sistêmicas ou metabólicas; 
\u2022 Doenças hepáticas e biliares; 
\u2022 Desordens hemolíticas. 
3. PREPARO DO PACIENTE 
\u2022 Recomenda-se que a coleta seja realizada após 8 horas de repouso, antes da 
realização das atividades físicas habituais do indivíduo e, preferencialmente, em 
jejum. 
\u2022 Alternativamente, a amostra de urina pode ser coletada em qualquer momento do dia, 
preferencialmente após 4 horas da última micção. 
\u2022 O paciente deve ser orientado com relação ao procedimento de coleta de urina de jato 
médio (Anexo 2 \u2013 Procedimento de coleta de exame de urina de jato médio). 
4. AMOSTRA 
\u2022 Amostra de escolha: Primeira urina da manhã, jato médio, sem preservativos. 
\u2022 Alternativa: Amostra de urina aleatória, colhida após 4 horas da última micção. 
5. CUIDADOS PARA COLETA 
\u2022 Utilizar frascos descartáveis, não reutilizados e estéreis. 
\u2022 Não adicionar agentes conservantes a amostra de urina. 
\u2022 Ver Anexo 2 \u2013 Procedimento para coleta de urina de jato médio. 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
\u2022 Manter a amostra ao abrigo da luz. Transportar a amostra para o laboratório 
imediatamente. 
\u2022 Caso o exame não possa ser realizado em até duas horas após a coleta, recomenda-
se armazenar a amostra, imediatamente após a coleta, sob refrigeração entre 4 \u2013 8° C 
por até 6 \u2013 8 horas, em recipiente fechado. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
\u2022 Caracteres gerais - Inspeção visual 
\u2022 Pesquisa de elementos anormais (exame químico) - Tira reagente 
\u2022 Exame do sedimento urinário (sedimentoscopia) \u2013 Microscopia ótica 
8. INTERPRETAÇÃO 
8.1 Valores de referência; 
 
 
 
Caracteres Gerais: 
Cor: amarelo citrino 
Odor: característico 
Aspecto: limpido 
Densidade: 1,005 \u2013 1,030 
pH: 4,5 \u2013 7,8 
 
Exame Bioquímico: 
Proteínas: negativo 
Glicose: negativo 
Cetonas: negativo 
Sangue: negativo 
Leucócitos: negativo 
Nitrito: negativo 
Bilirrubina: negativo 
Urobilinogênio: até 1 mg/dL 
 
Sedimentoscopia: 
Hemácias: 
Homens: 0 \u2013 3/campo 400X 
Mulheres: 0 \u2013 5/campo 400X 
Leucócitos: 0 \u2013 4/campo 400X 
Epitélios: 0 \u2013 1 (pavimentoso)/campo 400X 
Cilindros: 0 \u2013 1 (hialino)/campo 100X 
Flora microbiana: Ausente ou escassa 
 
 
 
8.2 Valores críticos 
\u2022 Não aplicável 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
\u2022 Principais influências pré-analíticas: 
CONSTITUINTE DIMINUIÇÃO/AUSÊNCIA AUMENTO/PRESENÇA 
BILIRRUBINA Luz solar direta na amostra ---- 
CETONAS Evaporação das cetonas Jejum prolongado, gravidez, 
esforço físico 
DENSIDADE Ingestão acentuada de líquidos, 
uso de diuréticos 
Baixa ingestão de líquidos 
GLICOSE Bacteriúria Pó vaginal, intoxicação com 
chumbo, gravidez, esforço físico 
vigoroso, estresse amocional 
agudo, ingestão excessiva de 
carboidratos 
LEUCÓCITOS Lise Contaminação com secreção 
vaginal, gravidez, presença de 
Trichomonas sp 
NITRITO Baixa ingestão de vegetais, 
amostra colhida menos de 4 
horas após a última miccão, 
bactérias não produtoras de 
nitrato redutase, conversão de 
nitrito a nitrogênio 
Crescimento bacteriano 
pH Dieta rica em proteína animal, 
jejum prolongado, diarréia grave, 
medicamentos acidificantes da 
urina 
Dieta rica em vegetais e frutas 
Produção de amônia por 
bactérias produtoras de uréase, 
medicamentos alcalinizantes da 
urina 
PROTEÍNA ---- Esforço físico, postura 
ortostática, gravidez, febre 
SANGUE ---- Esforço físico vigoroso, 
contaminação com menstruação 
UROBILINOGÊNI
O 
Luz solar direta, amônia, 
anestesia peridural 
Acetona, bilirrubina, maior 
excreção à tarde 
HEMÁCIAS Lise* Esforço físico vigoroso, 
 
 
contaminação com menstruação 
CILINDROS Dissolução Esforço físico vigoroso 
 
 FALSO NEGATIVO 
OU DIMINUIÇÃO 
FALSO POSITIVO 
OU AUMENTO 
DENSIDADE pH>8 pH<4, proteinúria moderada, 
cetonas 
PROTEÍNA Detergentes não iônicos e 
aniônicos 
pH>9, densidade aumentada, 
quinina ou quinona, amônio 
quaternário ou clorohexidina 
SANGUE Densidade aumentada, proteína 
elevada, nitrito >10 mg/dL, ácido 
ascórbico \u226525 mg/dL, ácido 
úrico, glutationa, ácido gentísico, 
captopril 
Peroxidase microbiana (infecção 
urinária), hipoclorito, formol, 
peróxidos, mioglobinúria 
NITRITO Ácido ascórbico \u2265 25 mg/dL, pH 
< 6 
Corantes na urina 
(fenazopiridina, beterraba) 
LEUCÓCITOS Glicose >3g/dL, densidade 
elevada, albumina >500 mg/dL, 
ácido ascórbico \u2265 25 mg/dL, 
cefalexina, cefalotina, 
tetraciclina, gentamicina 
Agentes oxidantes (hipoclorito), 
formol 
GLICOSE pH < 5, densidade elevada, urina 
com temperatura < 15°C, ácido 
ascórbico \u2265 25 mg/dL, formol, 
ácido gentísico, ácido úrico 
Agentes oxidantes (hipoclorito) 
CETONAS Densidade elevada, ftaleína, 
antraquinona , levodopa, ácido 
fenilpirúvico, acetaldeído, 
cisteína, metildopa, captopril 
BILIRRUBINA Ácido ascórbico \u2265 25mg/dL, 
nitrito 
Urobilinogênio elevado, 
fenazopiridina, fenotiazina, 
clorpromazina