protocolos exames laboratoriais
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protocolos exames laboratoriais


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do HBV (vírus da hepatite B) localizado no 
envoltório viral, de forma que sua presença no soro indica que o paciente encontra-se 
infectado. 
 
\ufffd É o primeiro marcador a positivar na infecção aguda pelo HBV e sua persistência após 
seis meses da provável exposição ou quatro meses após fase aguda indica evolução 
para hepatite crônica. 
 
\ufffd Pode ser detectado a partir de três semanas após exposição ao vírus, precedendo 
geralmente os sintomas da doença aguda e elevação das transaminases. 
 
\ufffd Na infecção autolimitada, de bom prognóstico e que ocorre em aproximadamente 95% 
dos adultos, o HBsAg persiste na circulação por um a quatro meses, variando de 
acordo com a quantidade de vírus à qual o paciente foi exposto. 
 
\ufffd Seu desaparecimento ocorre juntamente com o surgimento do seu anticorpo, o anti-
HBs, refletindo cura da infecção e conferindo imunidade duradoura. 
 
\ufffd Os critérios utilizados para definir a infecção crônica, cujo prognóstico é variável de 
acordo com a presença ou não de atividade viral são: 
\ufffd Persistência do HBsAg por mais de seis meses 
\ufffd Transaminases persistentemente elevadas 
\ufffd Ausência de anti-HBs 
 
 
 
\ufffd Os marcadores sorológicos usados para avaliar atividade viral são o HbeAg e seu 
anticorpos anti-HBe. Pacientes sem atividade viral persistirão como portadores 
assintomáticos do vírus (HBeAg- e anti-HBe+) enquanto aqueles com atividade viral 
desenvolverão hepatite crônica (HBeAg+ e anti-HBe-). 
 
\ufffd Reações falso-positivas foram descritas em pacientes heparinizados ou com 
distúrbios da coagulação e no período pós-vacinal imediato após a vacinação para 
hepatite B. Resultados positivos em testes qualitativos deverão sempre ser 
confirmados por outro teste. 
 
\ufffd Reações falso-negativas ocorrem quando HBsAg encontra-se em níveis inferiores à 
sensibilidade do método utilizado, especialmente nos estágios muito iniciais da 
infecção, no chamado período de \u201cjanela imunológica\u201d (quando já pode estar 
indetectável mas o anti-HBs ainda não positivou) ou eventualmente nas infecções 
crônicas. 
 
 
IMPORTANTE: O DIAGNÓSTICO DA HEPATITE B DEVE SEMPRE SER ORIENTADO 
DE ACORDO COM PROVÁVEL FASE DA INFECÇÃO: FASE AGUDA, ESTADO DE 
PORTADOR CRÔNICO ASSINTOMÁTICO, FASE CRÔNICA. 
 
\ufffd Diante da suspeita clínica de hepatite B aguda, deve-se solicitar HBsAg e anti-
HBc IgM. 
 
\ufffd Se a suspeita for infecção crônica, deve-se solicitar inicialmente HBsAg e anti-
HBc total ou IgG. Se HBsAg for positivo, pesquisa-se HBeAg e anti-HBe, para 
definir estado de portador inativo (HBeAg- e anti-HBe+) ou hepatite crônica 
(HBeAg+ e anti-HBe-). 
 
O USO APROPRIADO DOS DIFERENTES MARCADORES SOROLÓGICOS É 
ESSENCIAL PARA O DIAGNÓSTICO CORRETO ALÉM DE REDUZIR GASTOS 
DESNECESSÁRIOS. 
 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção a saúde do adulto: HIV/AIDS. 
Belo Horizonte: SAS/MG, 2006, 68p. 
MANDELL GL, Bennett JE, Dolin R, editors. Principles and Practice of Infectious Diseases. 
6ª ed. Orlando: Churchill Livingstone; 2006. 
HENRY JB,Clinical Diagnosis and Management by laboratory methods 21th edition, 2007. 
GUIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA / Fundação Nacional de Saúde. 5. ed. Brasília : 
FUNASA, 2002. 
MANUAL DE CONTROLE DAS DST. Ministério da Saúde. 
http://www.aids.gov.br/assistencia/manualcontroledst.pdf 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE HEPATOLOGIA. Consenso Sobre Condutas Nas Hepatites 
Virais B e C \u2013 2005. 
http://www.cdc.gov/hepatitis/ 
Zhang, DJ, Elswick RK, Miller WG, Bailey, JL. Effect of serum-clot contact time on clinical 
chemistry laboratory results. Clinical Chemistry 1998, 44(6):1325\u20131333. 
 
 
 
 
ANTICORPOS ANTI-HBC - IGM 
 
1. NOME DO EXAME 
 
\ufffd Anticorpos anti-HBc - IgM (sangue) 
 
1.1 Sinonímia 
 
\ufffd Anti-HBc IgM 
\ufffd Anticorpos contra antígeno do core do HBV da classe IgM 
 
2. INDICAÇÃO CLÍNICA 
 
Diagnóstico de hepatite B aguda. 
 
3. PREPARO DO PACIENTE 
 
\ufffd Jejum mínimo de 8 horas \u2013 recomendável 
 
4. AMOSTRA 
 
\ufffd Soro 
\ufffd Em algumas metodologias, plasma de EDTA ou heparina pode ser empregado. 
Certificar antes com o laboratório. 
 
 
5. CUIDADOS PARA COLETA 
 
\ufffd Nenhum cuidado especial. 
\ufffd Ver Anexo I \u2013 Orientações para coleta de sangue venoso. 
 
6. ORIENTAÇÃO PARA TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 
 
\ufffd Recomenda-se separar o soro ou plasma até 3 horas após a coleta. Caso isso não 
seja possível, manter a amostra de sangue entre 20 \u2013 25 °C por até 24 horas, em 
recipiente fechado. 
\ufffd Após a obtenção do soro ou plasma, caso o exame não possa ser prontamente 
realizado, recomenda-se manter a amostra refrigerada entre 4 \u2013 8° C por até 7 dias, 
em recipiente fechado. 
 
7. MÉTODOS MAIS UTILIZADOS NO LABORATÓRIO CLÍNICO 
 
\ufffd Quimioluminescência 
\ufffd Ensaio imunoenzimático 
 
8. INTERPRETAÇÃO 
8.1 Valores de referência 
 
 
 
\ufffd Negativo 
 
8.2 Valores críticos 
 
\ufffd Não se aplica 
 
8.3 Principais influências pré-analíticas e fatores interferentes 
 
\ufffd Resultados de amostras hemolisadas devem ser interpretados com cuidado. 
8.4 Exames relacionados 
 
\ufffd HBsAg 
\ufffd Anti-HBs 
\ufffd Anti-HBc IgG 
\ufffd Anti-HAV IgM 
\ufffd ALT, AST (aminotransferases) 
\ufffd Bilirrubinas 
 
 
9. COMENTÁRIOS DO MÉDICO PATOLOGISTA CLÍNICO 
 
\ufffd Anticorpos anti antígeno do nucleocapsídeo (core) viral da classe IgM são os primeiros 
anticorpos detectáveis após infecção pelo HBV. 
 
\ufffd Sua presença é compatível com infecção recente pelo HBV, ou seja, confirma uma 
suspeita clínica de hepatite B aguda. Mais raramente, está presente na infecção 
crônica com alto grau de replicação. 
 
\ufffd De surgimento precoce, estão presentes no soro a partir do início dos sintomas. Nos 
primeiros quatro meses de infecção, os anticorpos anti-HBc da classe IgM são 
predominantes e, posteriormente, aqueles da classe IgG. 
 
\ufffd Em infecções auto-limitadas, o anti-HBc IgM desaparece em poucos meses, de forma 
que deve ser preferencialmente pesquisado até três meses após o início dos 
sintomas. 
 
\ufffd Eventualmente títulos baixos podem ser encontrados por até dois anos. 
 
\ufffd No período considerado de \u201cjanela imunológica\u201d, entre a negativação do antígeno de 
superfície (HBsAg) e a positivação do anticorpo anti-HBs, o anti-HBc pode ser o único 
marcador de infecção presente. 
 
\ufffd Juntamente com o HBV DNA, podem ser os únicos marcadores de infecção neonatal 
e de hepatite fulminante, quando observa-se baixa concentração de HBsAg. 
 
O ANTI-HBc IgM DEVE SER SOLICITADO EM TODOS OS CASOS DE SUSPEITA 
CLÍNICA DE HEPATITE AGUDA, JUNTAMENTE COM O HBsAg PARA DIAGNÓSTICO 
DE HEPATITE B AGUDA, E ANTI-HAV IgM, PARA DIAGNÓSTICO DE HEPATITE A 
AGUDA. 
 
 
 
\ufffd Resultados falso-positivos podem ocorrer na presença de fator reumatóide, em 
doenças auto-imunes, infecções virais (HCV, HDV, EBV), situações de 
hipergamaglobulinemia, após vacinação para influenza, pacientes em hemodiálise, 
usuários de drogas ilícitas. 
 
\ufffd Reações falso-negativas ocorrem nas fases muito recentes da infecção. 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Atenção a saúde do adulto: HIV/AIDS. 
Belo Horizonte: SAS/MG, 2006, 68p. 
MINAS GERAIS, Secretaria de Estado de Saúde. Atenção a saúde da criança. Belo 
Horizonte: SAS/MG, 2004. 224 p. 
MANDELL GL, Bennett JE, Dolin R, editors. Principles and Practice of Infectious Diseases. 
6ª ed. Orlando: Churchill Livingstone; 2006. 
HENRY JB,Clinical Diagnosis and Management by laboratory methods 21th edition, 2007. 
GUIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA / Fundação Nacional de Saúde. 5. ed. Brasília : 
FUNASA, 2002. 
MANUAL DE CONTROLE DAS DST. Ministério da Saúde. 
http://www.aids.gov.br/assistencia/manualcontroledst.pdf 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE HEPATOLOGIA. Consenso Sobre